Clube da Teologia – A Canonicidade da Bíblia

A Canonicidade da Bíblia

Termos Citados no Vídeo:

Antilegômena: (significa: falar contra). São os livros bíblicos que em certos momentos da História foram
questionados por alguns.
Apócrifos: (significa: escondidos ou duvidosos). Livros não-bíblicos aceitos por alguns (como a igreja católica
romana), mas rejeitados por outros, por não serem inspirados e conterem muitos erros, o que prova serem de autoria
humana e não divina.
Cânon: Do grego “kánon”, e do hebraico “kaneh”, regra; lista autêntica dos livros considerados como inspirados.
Epístolas: Cartas.
Evangelho: Caminho; boas novas.
Homolegoumena: (significa: falar como um). São os livros bíblicos que foram aceitos por todos e que em
momento algum foram questionados.
Pseudepígrafos: (significa: falsos escritos). Livros não-bíblicos (não canônicos) rejeitados por todos. Seus escritos
se desenvolvem sobre uma base verdadeira, seguindo caminhos fantasiosos;
Sinóptico:  Síntese. Os três primeiros evangelhos são chamados de evangelhos sinópticos, pois são muito
parecidos e sintetizam a vida de Jesus;
Testamento: Aliança, Pacto, Acordo;
Tradução: Transliteração de uma língua para outra;
Versão: Tradução da língua original para outra língua.

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Por Que Todo Cristão Deveria estudar a Teologi

Por Que Todo Cristão Deveria estudar Teologia – 5 Razões

Por qual motivo eu deveria me importar com o estudo da teologia?
Tudo o que eu preciso não está na Bíblia?
Não preciso aprender essas coisas técnicas da teologia pra seguir Jesus

Por Que Todo Cristão Deveria estudar Teologia

Você provavelmente já deve ter ouvido estas palavras ou algo semelhante de um cristão, e te faço a seguinte pergunta: Você já falou algo desse tipo? Você já pensou em tais coisas? Se sim,tenho uma novidade pra você: Você não está sozinho.

A esmagadora maioria dos cristãos professos tem pouco ou nenhum interesse em estudar teologia. Em suas mentes não existe nenhum fator preponderante entre a teologia e a vida cristã cotidiana. Eles acreditam que a teologia é algo desnecessário e irrelevante.

Alguns acreditam que a “teologia” é algo destinado unicamente ao pastores ou padres ou oficiais da igreja. E na verdade não é! Todo cristão é chamado a “dar as razões de sua esperança” (Cf. 1Pd 3,15). E quando estamos testemunhando acerca da nossa fé, já estamos fazendo teologia, que é a ciência da fé. Não existe conflito ou incompatibilidade entre fé e razão. Agostinho costumava dizer que se Deus nos fez pensantes, pensar é um jeito de louvar o Criador.

O preconceito de alguns crentes acerca da Teologia

Como dito anteriormente, o problema ainda é visto no meio evangélico com bastante preconceito. Estudar Teologia para alguns cristãos é risco. Alguns deles afirmam que o obreiro ou o estudante da teologia pode se tornar um cristão frio, formalista e até mesmo se desviar da fé. Mas afirmo categoricamente que negar a educação teológica é uma estupidez sem igual.

E na Verdade há muitos cristãos que estão muito mais propícios ao fanatismo simplesmente pelo fato de não estudarem, e não procuram adquirir conhecimento. Por essa razão eu quero listar aqui as 5 Razões Por Que Todo Cristão Deveria estudar a Teologia 

Por Que Todo Cristão Deveria estudar Teologia – 5 Razões

1 – Estudar Teologia é buscar conhecer as coisas de Deus

Em João 8:32 está escrito: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O Texto por si só já nos dá diretrizes em busca de conhecer aquilo que o autor chama de “Verdade que Liberta” E é no estudo sistemático através da teologia que você poderá se aprofundar nas questões bíblicas sendo norteado pelos verdadeiros princípios cristãos. Quanto mais você estuda a Bíblia, mais o autor se revela a você, e por esta razão a teologia é uma ferramenta que irá lhe auxiliar nessas novas descobertas e no aprofundamento bíblico.

Veja o Conselho do Apóstolo Paulo ao Jovem Obreiro Timóteo:

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem tens “Aprendido”. E que desde a tua meninice sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.” II Tim 3.14 e 15-16.

Timóteo era filho de Paulo na fé, porém, filho de pai grego, sua mãe Eunice, e sua avó Loíde, ambas criaram Timóteo ensinando-o as verdades de Deus. Então, fica claro porque Paulo lembra-lhe de tudo o que o Jovem Obreiro precisava por em prática, ou seja, o conhecimento que adquiriu na sua infância e adolescência…

2 Todo Cristão faz Teologia, querendo ou não

Essa é uma razão bastante obvia, pelo simples fato de que cada um de nós, em meio a igreja ou quando falamos acerca as coisas de Deus, estamos FAZENDO teologia, estamos teologando.
Teologia não é algo que somente professores ou teólogos renomados e famosos podem fazer, algo que já disse anteriormente.

Teologia é também a maneira que encontrarmos para responder a questões que ou nos atormentam ou algumas vezes deixamos sem respostas. Qualquer resposta que damos, explicando alguma demanda social, ou mesmo pessoal, estamos fazendo teologia. Toda a elaboração do pensamento cristão é teológica, portanto, não há como fugir disso.

E Por isso então, deveríamos cada vez mais nos aprofundar no estudo Bíblico e Teológico. Entender que a teologia bíblica é a tentativa nossa de entender a voz de Deus através de sua palavra escrita.

3 – Estar apto para fazer a defesa de sua crença

Conforme informado nos parágrafos acima, O chamado cristão é um chamado a “dar as razões de sua esperança”. Estudar teologia é buscar a capacitação para em qualquer tempo explicar as razões de ser chamado cristão. A Teologia irá te apresentar a apologética, que é a ciência que estuda a defesa de sua fé. Todo cristão deve estar apto a falar de Deus, e a teologia vai te auxiliar muito neste processo.

4 – Teologia não é letra que mata

Essa é a quarta razão: é preciso entender que teologia não é letra que mata, pois a teologia só será realmente compreendida através da instrumentalidade da ação do Espírito Santo de Deus.
Mesmo que não saibamos as respostas, podemos depender de Deus para orientar e direcionar nossa fé, nossa crença e então nossa prática, sem a qual a fé é vazia em si mesma.

5 – Exercer um Ministério Excelente

A quinta e última razão que enumero aqui (poderia citar inúmeras outras razões, mas creio que estas bastam!) através do melhor conhecimento da Bíblia e da Teologia exercer o ministério de forma mais excelente. Exercer de forma mais profunda e que com certeza glorificará ainda mais a Deus.
O mero conhecimento intelectual tende a nos transformar em pessoas difíceis. O verdadeiro conhecimento, que é experimental nos coloca no lugar certo: no crescimento de nossa fé e espiritualidade.
Aí está um desafio: se você ainda não fez um bom curso teológico que tal iniciar os seus estudos e estudar teologia agora ?
Deus nos abençoe

 

A Importância do Louvor na Vida do Cristão

A Importância do Louvor na Vida do Cristão

Por Elias Nunes.

Graça e Paz, querido leitor. No artigo de hoje, gostaria de te convidar a refletir sobre algo extremamente importante na vida do cristão que é o louvor.

A Importância do Louvor na Vida do Cristão

Para começar a reflexão leia, Salmos 92:1-5:

“Bom é louvar ao SENHOR, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo; Para de manhã anunciar a tua benignidade, e todas as noites a tua fidelidade; Sobre um instrumento de dez cordas, e sobre o saltério; sobre a harpa com som solene. Pois tu, Senhor, me alegraste pelos teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos. Quão grandes são, Senhor, as tuas obras! Mui profundos são os teus pensamentos.”

Se você for capaz de colocar seu coração no entendimento desses versículos, perceberá quão grande e maravilhoso isso é. A motivação de Davi para Louvar ao Senhor não depende de nada mais que perceber como o Senhor é grande e maravilhoso para conosco.

É comum ver que muitas pessoas, erroneamente, consideram o período de Louvor menos importante que o período de pregação. A maioria das congregações divide o culto nesses dois momentos. Mas não é difícil perceber que, infelizmente, existem congregações onde alguns irmãos ficam fora da igreja ou já chegam no culto depois do período de louvor, não dando a devida importância a isso.

Mas vejam a postura de Davi. Ele percebe a grandeza e benignidade das obras do Senhor. E por isso ele o louva pela manhã e TODAS AS NOITES. Por isso, é possível perceber que o louvor não é algo de segunda importância na vida do cristão, o louvor é parte do dia a dia.

Mas perceba querido leitor, não existe uma obrigação em Davi. Ele não louva todos os dias porque o pastor da igreja dele disse que deve ser feito. Ele não louva todos os dias para mostrar aos irmãos que ele faz isso. Ele louva todos os dias por esse motivo: “Pois tu, Senhor, me alegraste pelos teus feitos”.

Isso é puro, genuíno! A alegria que enche a alma de Davi pela grandeza do Senhor o faz desejar louvar pela manhã e todas as noites. Portanto, tanto o período de louvor na igreja, como durante sua vida diária de comunhão com Deus, o louvor não é trivial. Louvar é parte constante do cristão que entende a grandeza do seu Deus.

Visto esse ponto da importância do louvor, gostaria de leva-lo a refletir, também, sobre outro aspecto.

Muitos dizem que você pode cantar de qualquer jeito e que Deus só se importa com o desejo do coração. Mas uma das coisas sobre a grandeza de Deus em nossas vidas é que ele nos capacita a cada dia em todas as áreas de nossas vidas. Seja no colégio, na faculdade, no trabalho, somos capazes de aprender coisas novas todos os dias.

Mas independentemente dessa discussão específica, vamos voltar e ver como Davi se comportava nesse sentido.

Sobre um instrumento de dez cordas, e sobre o saltério; sobre a harpa com som solene.

Vejamos alguns significados da palavra solene no nosso dicionário:

  • “Que se celebra com pompa e suntuosidade. Que se realiza com pompa; majestoso, pomposo.
  • Que tem aparência respeitosa ou nobre; imponente. Que revela importância ou seriedade; circunspecto, sério.”

Portanto, Davi não louvava de qualquer maneira. Justamente por saber a grandeza do nosso Senhor que é digno de todo louvor e também é digno de toda nossa dedicação para que não entreguemos um louvor de qualquer maneira, sem preparo.

Portanto, você pode se aprimorar em qualquer área musical. Muitos vão escolher aprender um instrumento, como Davi cita um instrumento de dez cordas, o saltério e a harpa que são instrumentos extremamente difíceis de se aprender a tocar.

Ou você pode aprender a usar um instrumento musical que Deus deu a todos que é a voz. Ao contrário do que muitos pensam, cantar não é tão trivial quando abrir a boca e emitir sons aleatórios. Cantar exige técnica, dedicação e muita prática para conseguir cantar com afinação, com potência vocal e bom volume.

Muitos irmãos praticam canto desde criança e isso é determinante para que cantem bem, mas quem não tem essa facilidade pode aprender a cantar fazendo aulas de canto, tanto com os irmãos que já sabem cantar na igreja, ou mesmo num curso de canto mais completo na internet.

O irmão Matt Merker fez um artigo muito bom sobre o tema, e complementa esse artigo, você pode ler nesse link. O texto está em inglês, mas você consegue ler usando o tradutor automático do Google Chrome.

Portanto amados irmãos, se Deus vai aceitar o seu louvor de qualquer forma, cantando baixo para dentro e desafinado, eu não posso dizer. Só Ele em Sua Onisciência e Bondade. Mas você pode oferecer o melhor em você para Ele? Você pode ofertar um louvor solene como fazia Davi, simplesmente por nosso Senhor ser tão grande e maravilhoso e nos alegrar com suas obras em nossas vidas. Então faça isso!

 

Sobre o Elias Nunes

Cristão, administrador e entusiasta de teoria musical. Idealizador do site Cursos de Canto, que publica conteúdos sobre técnica vocal, dicas de canto, reviews de cursos e equipamentos para cantores.

O que são os Livros Apócrifos?

Livros apócrifos, qual o significado?

Paz e Graça, Pr. Altemar Oliveira com mais um estudo bíblico, hoje vou falar um pouco sobre os Chamados Livros Apócrifos, vamos lá?


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Livros Apócrifos da Septuaginta

1. III Esdras
2. IV Esdras
3. Oração de Azarias
4. Tobias
5. Adições a Ester
6. A Sabedoria de Salomão
7. Eclesiástico (Também chamado de Sabedoria de Jesus, filho de Siraque)
8. Baruque
9. A Carta de Jeremias
10. Os acréscimos de Daniel
11. A Oração de Manassés
12. I Macabeus
13. II Macabeus
14. Judite

8 ERROS MAIS COMUNS que a grande Maioria dos Pregadores Cometem.

🚫8 ERROS MAIS COMUNS que a grande Maioria dos Pregadores Cometem ao expor os seus sermões

O Apóstolo Paulo recomendou o seguinte texto ao seu Discipulo Timóteo 👇

“Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4.2).📖 De fato, a preocupação do Apóstolo era que o jovem Timóteo jamais fosse levado por outras distrações que pudessem o desviar do foco da mensagem cristocêntrica. Podemos dizer que o conselho dado a Timóteo não tem sido muito bem aproveitado por muitos pregadores do século 21.

E por isso trago aqui os

🚫8 ERROS MAIS COMUNS que a grande Maioria dos Pregadores Cometem.

✔Veja o vídeo até o fim porque no final tenho algo especial pra você nunca mais cometer estes erros.

É importante Estudar Teologia?

Introdução: Um confronto teológico

É importante Estudar Teologia?

Paz e Graça, este artigo foi extraído e adaptado do Livro “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia” de Myer Pearlman, e é parte integrante dos bônus oferecidos no nosso Clube da Teologia.

A teologia, sobre a qual versa este texto, no sentido etimológico, é: “o assunto acerca de Deus”, assunto o mais elevado de que é capaz de se ocupar a mente humana. Vários métodos de teologia têm sido propostos, como sejam: especulativo, deístico, racionalista, dogmático e místico. Esses têm conduzido os homens a conclusões contrárias às Escrituras, conclusões que violam ao mesmo tempo a nossa natureza moral.

O método teológico, que ao mesmo tempo honra as Escrituras e também satisfaz à alma do homem é o método indutivo, tal qual o Pearlman, o emprega.

A Bíblia é para o teólogo o que a natureza é para o homem de ciência. Por isso sempre é importante Estudar Teologia;

É sua fonte de fatos concretos. O teólogo reverente adota, para averiguar o que a Bíblia ensina, o mesmo método que o filósofo adota para averiguar o que a natureza ensina.

Nesse processo, que requer grande diligência, precaução e exaustivo trabalho, derivam-se os princípios dos fatos, e não os fatos dos princípios. Os grandes fatos da Bíblia devem ser aceitos tais quais são, e deles edificar-se o sistema teológico, a fim de abraçá-lo na sua integridade.

É motivo de grande satisfação atentarmos para o fato de que as Escrituras contêm todos os fatos da teologia, admitindo verdades intuitivas, tanto intelectuais como morais, por causa da nossa constituição como seres racionais e morais. Ao mesmo tempo admitem as Escrituras o poder controlador sobre as crenças exercido pelo ensino intimo do Espírito Santo, ou seja a experiência religiosa. Esta verdade ao bem se ilustra na palavra do apóstolo Paulo que disse:

“A minha palavra, e a minha pregação não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” (1 Cor. 2:4). Esse ensino ou “demonstração” íntima do Espírito Santo limita-se às verdades objetivamente reveladas nas Escrituras, não como revelação de novas verdades, mas como iluminação da mente que a torna apta para perceber a verdade, a excelência e a glória das coisas anteriormente reveladas.



Assim disse o apóstolo Paulo em continuação da passagem: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está ? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Cor. 2:10-16).

Essa posição doutrinária e bíblica, simples e espiritual, é a posição tomada pelo autor, o irmão Myer Pearlman, posição do apóstolo Paulo.

Nessa posição a Bíblia contém todos os fatos e todas as verdades reveladas pelo Espírito de Deus ao homem.

I. A natureza da doutrina Cristã

A doutrina cristã (a palavra “doutrina” significa “ensino” ou “instrução”) pode definir-se assim: as verdades fundamentais da Bíblia dispostas em forma sistemática. Este estudo chama-se comumente: “teologia”, ou seja, “um tratado ou um discurso racional acerca de Deus”. (Os dois termos serão usados alternadamente neste post.) A teologia ou a doutrina assim se descreve: a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das suas relações para com o homem. Trata de tudo quanto se relaciona com Deus e com os propósitos divinos.

Por que descrevemos a teologia ou a doutrina como sendo uma “ciência”?

A ciência é a disposição sistemática e lógica de fatos comprovados. A teologia é chamada ciência porque consiste em fatos relacionados com Deus e com as coisas de ordem divina, apresentadas de uma maneira lógica e ordenada.

Qual é a conexão entre a teologia e a religião? Religião vem da palavra latina “Religare” que significa “Religar”; religião representa as atividades que “ligam” o homem a Deus numa determinada relação. A teologia é o conhecimento acerca de Deus. Assim a religião é a prática, enquanto a teologia é o conhecimento. A religião e a teologia devem coexistir na verdadeira experiência cristã; porém, na prática, às vezes, se acham distanciadas, de tal maneira que é possível ser teólogo sem ser verdadeiramente religioso, e por outro lado a pessoa pode ser verdadeiramente religiosa sem possuir um conhecimento sistemático doutrinário.

“Se conheces estas coisas, feliz serás se as observas”, é a mensagem de Deus ao teólogo. “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tim. 2:15), é a mensagem de Deus ao homem espiritual.

Qual é a diferença entre doutrina e dogma? Doutrina é a revelação da verdade como se encontra nas Escrituras; dogma é a declaração do homem acerca da verdade quando apresentada em um credo.

Esperamos confiadamente que a teologia ou doutrina encontre o lugar que merece no pensamento e na educação religiosa. Para um ser imortal, a verdade acerca de Deus, do destino humano e do caminho para a vida eterna, nunca pode ser de pouca importância.

Todos os homens que raciocinam devem tomar em consideração essas coisas. São perguntas tão antigas quanto a própria raça humana e só podem ser esquecidas quando a raça houver submergido na idiotice ou houver perdido a imagem de Deus.

“Assim como o homem pensa no seu oração, assim ele é. Toda a existência do homem gira em torno do que pensa, especialmente do que pensa acerca de Deus”

II. O valor da doutrina Cristã

1. O conhecimento (doutrinário) supre a necessidade de haver uma declaração autoritária e sistemática sobre a verdade.

Há uma tendência em certos meios de não somente procurar diminuir o valor de ensinos doutrinários como também de dispensá-los completamente como sendo desnecessários e inúteis. Porém, enquanto os homens cogitam sobre os problemas da sua existência, sentirão a necessidade de uma opinião final e sistemática sobre esses problemas. A doutrina sempre será necessária enquanto os homens perguntarem: “De onde vim? quem sou eu? e para onde vou?”

Muitas vezes se ouve esta expressão: “não importa o que a pessoa crê uma vez que faça o bem.” Essa opinião dispensa a doutrina por julgá-la de nenhuma importância em relação à vida.

Mas todas as pessoas têm uma teologia, queiram ou não reconhecê-lo; os atos do homem são fruto de sua crença. Por exemplo, quão grande diferença haveria no comportamento da tripulação um navio que estivesse ciente de que viajava em direção a um destino determinado, e o comportamento da tripulação dum navio que navegasse à mercê das ondas e sem rumo certo.

A vida humana é uma viagem do “tempo” para a eternidade, e é de grande importância a pessoa saber que essa viagem não tem significado ou rumo certo, ou que é uma viagem planejada pelo seu Criador e dirigida por ele para um destino celestial.

 2. O conhecimento doutrinário é essencial para o pleno desenvolvimento do caráter cristão.

As crenças firmes produzem caráter firme; crenças bem definidas produzem também convicções bem definidas. Naturalmente, a crença doutrinária da pessoa não é sua religião, assim como a espinha dorsal do seu organismo não é a sua personalidade. Mas assim como uma boa espinha dorsal é parte essencial do corpo, assim um sistema definido de crença é uma parte essencial da religião.




Alguém disse: “O homem não precisa expor a sua espinha dorsal, no entanto deve possuí-la para estar bem aprumado. Da mesma forma, o cristão precisa de uma definição doutrinária para não ser um cristão volúvel e até corcundo!” Certo pregador francês unitáriano fez a seguinte declaração: “A pureza de coração e de vida importa mais do que a opinião correta.” A essa declaração outro pregador francês respondeu: “A cura também é mais importante que o remédio; mas sem o remédio não haveria cura!” Sem dúvida é mais importante viver a vida cristã do que apenas conhecer as doutrinas cristãs; porém não pode haver experiência cristã enquanto não houver conhecimentos das doutrinas cristãs.

É importante Estudar Teologia?

3. O conhecimento doutrinário é um baluarte contra o erro. (Mat.22:29; Gál. 1:6-9; 2 Tim. 4:2-4.)

Diz-se com razão, que as estrelas surgiram antes da astronomia, e que as flores existiram antes da botânica, e que a vida existia antes da biologia, e que Deus existia antes da teologia.

Isto é verdade. Mas os homens em sua ignorância conceberam idéias supersticiosas acerca das estrelas, e o resultado foi a pseudociência da astrologia. Os homens conceberam falsas idéias acerca das plantas, atribuindo-lhes virtudes que não possuíam, e o resultado foi a feitiçaria. O homem na sua cegueira formou conceitos errôneos acerca de Deus e o resultado foi o paganismo com suas superstições e corrupção.

Porém surgiu a astronomia com seus princípios verdadeiros acerca dos corpos celestes e dessa maneira expôs os erros da astrologia. Surgiu a botânica com a verdade sobre a vida vegetal e dessa maneira foram banidos os erros da feitiçaria. Da mesma maneira, as doutrinas bíblicas expurgam as falsas idéias acerca de Deus e de seus caminhos.

“Que ninguém creia que erro doutrinário seja um mal de pouca importância”, declarou D. C. Hodge, teólogo de renome. “Nenhum caminho para a perdição jamais se encheu de tanta gente como o da falsa doutrina. O erro é uma capa da consciência, e uma venda para os olhos.”

4. O conhecimento doutrinário é uma parte necessária do equipamento de quem ensina a Palavra de Deus.

Quando uma remessa de mercadorias chega a uma casa comercial, essas mercadorias são desempacotadas, devidamente registradas, e colocadas em seus devidos lugares nas prateleiras para serem vendidas. Essa ilustração mostra que deve haver certa ordem. Da mesma maneira, um dos propósitos do estudo sistemático é pôr as doutrinas em ordem. A Bíblia obedece a um tema central. Mas existem muitas verdades relacionadas com o tema principal que se encontram nos diversos livros da Bíblia. Assim sucede que, para adquirir um conhecimento satisfatório das doutrinas, e para poder entregá-lo a outrem, devem-se combinar as referências relacionadas ao assunto e organizá-las em tópicos e subtópicos.

É importante Estudar Teologia? Veja no link abaixo:

III. A classificação da doutrina

A teologia inclui muitos departamentos:

  1. A teologia exegética (exegética vem da palavra grega que significa “sacar”ou “extrair” a verdade) procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras. Um conhecimento das línguas originais nas quais foram escritas as Escrituras pertence a este departamento da teologia.
  2. A teologia histórica traça a história do desenvolvimento da interpretação doutrinária, e envolve o estudo da história da igreja.
  3. A teologia dogmática é o estudo das verdades fundamentais da fé como se nos apresentam nos credos da igreja.
  4. A teologia bíblica traça o progresso da verdade através dos diversos livros da Bíblia, e descreve a maneira de cada escritor apresentar as doutrinas importantes.

Por exemplo: segundo este método ao estudar a doutrina da expiação estudar-se-ia a maneira como determinado assunto foi tratado nas diversas seções da Bíblia — no livro de Atos, nas Epístolas, e no Apocalipse. Ou verificar-se-ia o que Cristo, Paulo, Pedro ou João disseram acerca do assunto. Ou descobrir-se-ia o que cada livro ou seção das Escrituras ensinou concernente às doutrinas de Deus, de Cristo, da expiação, da salvação e de outras.

  1. A teologia sistemática. Neste ramo de estudo os ensinos bíblicos concernentes a Deus e ao homem são agrupados em tópicos, de acordo com um sistema definido; por exemplo, as Escrituras relacionadas à natureza e à obra de Cristo são classificadas sob o título: “Doutrina de Cristo”.

A matéria contida no presente livro é uma combinação de teologia bíblica e sistemática. É bíblica no sentido de que as verdades são extraídas das Escrituras e o estudo acompanha as perguntas: “Que dizem as Escrituras (exposição) e que significam as Escrituras (interpretação)”? É sistemática no sentido de que a matéria está agrupada segundo uma ordem definida.

IV. Um sistema de doutrina

Qual é a ordem a que vai obedecer o agrupamento desses tópicos? Não se pode fazer uma regra rígida. Há muitos modos de fazer esses agrupamentos, cada qual possuindo o seu valor peculiar.

Procuraremos seguir a ordem baseada sobre as relações de Deus com o homem, nas quais Deus visa a redenção da humanidade.

  1. A doutrina das Escrituras. De que fonte extrairemos a verdade inerente acerca de Deus? A natureza, na verdade, revela a existência, o poder e sabedoria de Deus. Mas não expõe o caminho do perdão, e nenhum meio provê de escapar ao pecado e suas conseqüências.Ela não supre incentivo algum para a santidade e nenhuma revelação fornece acerca do futuro. Deixando de lado o primeiro livro de Deus — a natureza — vamos ao outro livro de Deus — a Bíblia — na qual encontramos a revelação perfeita de Deus concernente a esses assuntos.

Qual a razão de se aceitarem as opiniões bíblicas como sendo a pura verdade? A resposta a tal pergunta leva-nos ao estudo da natureza das Escrituras, a sua inspiração, precisão e confiança.

  1. A doutrina de Deus. Procuramos verificar o que as Escrituras ensinam acerca do maior de todos os fatos — o fato de Deus, sua natureza e existência.
  2. A doutrina dos anjos. Do Criador naturalmente passamos ao estudo de suas criaturas, e, portanto, vamos considerar as mais elevadas de suas criaturas: os anjos. Este tópico também inclui os anjos maus, Satanás e os demônios.
  3. A doutrina do homem. não nos demoraremos muito tempo no tema dos espíritos maus e bons, mas passaremos a considerar a opinião bíblica acerca do homem, porque todas as verdades bíblicas se agrupam ao redor de dois pontos focais — Deus e o homem. Em segundo lugar em importância, apos o estudo de Deus, está o estudo acerca do homem.
  4. A doutrina do pecado. O fato mais trágico em conexão com o homem é o pecado e suas conseqüências. As Escrituras nos falam de sua origem, natureza, conseqüências e remédio.
  5. A doutrina de Cristo. Segue-se, depois do pecado do homem, o estudo da pessoa e da obra de Cristo, o Salvador do homem.
  6. A doutrina da expiação. Sob este título consideramos os fatos que esclarecem o significado da obra de Cristo a favor do homem.
  7. A doutrina da salvação. Como se aplica a expiação às necessidades do homem e como se faz real em sua experiência? Os fatos que nos dão essa resposta agrupam-se sob a doutrina da salvação.
  8. A doutrina do Espírito Santo. Como se faz real no homem a obra de Cristo? Isto é assunto tratado na doutrina da natureza e da obra do Espírito Santo.
  9. A doutrina da igreja. Os discípulos de Cristo obviamente necessitam de alguma organização para se realizarem os propósitos de adoração, instrução, comunhão e propagação do Evangelho. O Novo Testamento nos fala acerca da natureza e da obra dessa organização.
  10. A doutrina das últimas coisas. É natural dirigirmos o nosso olhar para o futuro e pensar: “Qual será o resultado final de todas as coisas — a vida, a história, o mundo?” — Tudo o que se relaciona com o futuro então se agrupa sob o título: “As últimas coisas”.

 

O Que é o Movimento Pentecostal

Falar sobre o Movimento Pentecostal, é algo um tanto quanto pertinente porque nós sabemos que grande parte da igreja hoje é de linha Pentecostal e a grande maioria, não tem o conhecimento acerca da origem do Movimento Pentecostal nos termos atuais, como conhecemos hoje. E por  isso eu venho trazer aqui a minha posição acerca do Movimento Pentecostal, na verdade quero falar de forma resumida, acerca da história do Movimento Pentecostal.

O Primeiro Registro que se tem notícia acerca do Movimento do qual tornou comum chamar de Pentecostal, encontra-se no livro de Atos dos Apóstolos no Capítulo de número 2, onde o autor nos informa acerca da descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes e por isso o termo Pentecostal acabou sendo utilizado posteriormente pelo fato de ter acontecido a manifestação do Espírito Santo no dia de Pentecostes que é uma festa judaica.



Gostaria de chamar atenção aqui para esse texto onde “todos foram Cheios do Espírito Santo e começaram então a falar em outras línguas conforme o espírito santo eles conseguiram falar” Vemos então que o primeiro Registro “sobrenatural” de Deus acerca de Pentecostes como nós chamamos encontra-se baseado no livro de Atos dos Apóstolos,  ademais, preciso dizer que algumas pessoas interpretam o texto de maneira equivocada quando afirmam que houve o movimento de línguas estranhas aqui no Capítulo 2 de Atos e se atentarmos mais detalhadamente ao texto, perceberemos não foi isso que aconteceu, o texto nos informa que cada um falava conforme a língua a sua língua materna e se você continuar lendo o texto você notará que o texto se trata de uma língua que não era estranha,  mas de uma língua natural de outros povos de outras línguas como texto diz no Versículo de número 6: “o ouvirem aquele estrondo, ajuntou-se um grande número de pessoas; e ficaram maravilhados, pois cada um ouvia falar em sua própria língua”, e o texto aqui se verificarmos o original o Versículo 4 onde informa que todos foram cheios  do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas conforme o espírito santo lhes concedia é: καὶ ἐπλήσθησαν ἅπαντες πνεύματος ἁγίου καὶ ἤρξαντο λαλεῖν ἑτέραις γλώσσαις καθὼς τὸ πνεῦμα ἐδίδου αὐτοῖς ἀποφθέγγεσθαι (kai eplēsthēsan pantes Pneumatos Hagiou kai ērxanto lalein heterais glōssais kathōs to Pneuma edidou apophthengesthai autois)

O texto aqui significa  falar em uma língua diferente  da sua língua não é uma língua estranha, ou seja, cada um falou na sua língua materna a sua língua de origem e aí foi movimento foi o início da igreja, marcando então o dia de Pentecostes.

As Pessoas  falavam conforme o Espírito Santo lhes concedia falassem, línguas reconhecidas de todos e cada um falava na sua língua, um exemplo exemplo básico seria alguém começar a falar em inglês mesmo sem saber falar inglês ou começar a falare e a pessoa conseguir entender seu idioma materno.

 Então o que acontece no livro de Atos é o movimento conhecido como heteroglossa ou o falar em outra língua diferente daquela que eles falavam para que o evangelho na verdade fosse anunciada a todos aqueles que estavam ali.

A Manifestação Pentecostal ao longo da história da Igreja

Veja o Vídeo onde falo detalhadamente sobre a história do Movimento Pentecostal:



Qual a forma de governo perfeita?

Finalmente chegou o tempo! ” anunciava Ele. “O Reino de Deus está próximo! Mc 1:15a (Biblia Viva)

O nosso país passa por periodo conturbado (politicamente falando), e mediante tudo isso vejo pessoas conjecturando, debatendo sobre qual seria a melhor forma de governo.
Que tipo de governo poderia dar certo?
Alguns defendem o comunismo, outros o sistema capitalista, outros a intervenção militar, porém nunca conseguem chegar a um denominador comum. Vamos entender:

Qual a forma de governo perfeita?

O Capitalismo: Tendo sua origem em meados do Séc. XVII, o capitalismo ganha força na Europa e posteriormente em todo o mundo.
O desenvolvimento das sociedades capitalistas foi marcado por uma universalização das relações sociais baseadas no dinheiro, onde uma classe de trabalhadores assalariados consistentemente abrangente e uma classe que domina o controle da riqueza e do poder político desenvolveu-se na Europa Ocidental em um processo que levou à Revolução Industrial. O grande cerne do Capitalismo é a Meritocracia, a lei da sobrevivência (que por vezes é injusta).

O Comunismo Socialista: Segundo a Wikipédia, o Comunismo é uma ideologia política e socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum dos meios de produção.


Um dos seus principais mentores filosóficos, Karl Marx, postulou que o comunismo seria a fase final do desenvolvimento da sociedade humana e que isso seria alcançado através de uma revolução proletária, isto é, uma revolução encabeçada pelos trabalhadores das cidades e do campo.
Agora é preciso dizer que em todos os países em que tentaram implantar o regime comunista, houve problemas, não funcionou.

Então qual seria a saida?

βασιλεία τοῦ θεοῦ basileia tou theou (O Reino de Deus)

“Finalmente chegou o tempo! ” anunciava Ele. “O Reino de Deus está próximo! Afastem-se dos seus pecados e ajustem sua vida e esta gloriosa mensagem! ” Mc 1:15 (Biblia Viva)

“No final, os governantes são parte da sociedade, seres humanos como qualquer um.” Disse o auditor-chefe da Nicarágua ao tentar explicar por que é impossível acabar com a corrupção no governo.

Com bases na fala do auditor, penso que, se a sociedade humana é corrupta, não concorda que qualquer governo humano também será corrupto? Independente de ser comunismo, anarquismo, capitalismo ou o que quer que seja?

O que quero dizer é que um governo livre de corrupção não pode ter origem humana. A Bíblia fala de um governo justo e eterno, tão primordial ao ser humano que é uma das coisas que o próprio Jesus ensinou seus discipulos a buscar em primeiro lugar” O Reino de Deus

Essa será a forma de governo perfeita, onde haverá justiça, todos viverão de forma igualitária sem preocupações com o que comer, beber ou vestir, etc…

E esse Reino não é conquistado pelo voto, e também não é algo para o futuro, Jesus disse:
“O Reino de Deus está no meio de vós”.
Ele nos convida a fazer parte deste Reino agora.
A mudança começa comigo e com você, juntos podemos fazer parte deste reino e manifestar ao mundo os desígnios de Deus.



O Reino de Deus começa aqui e agora, ele começa dentro de você. Pense nisso.
Talvez não podemos transformar o mundo, mas podemos mudar o mundo à nossa volta.

Nós somos os agentes desse Reino inaugurado por Jesus. E essa é a boa noticia do Evangelho. O Reino de Deus já foi inaugurado e você é convidado a fazer parte.
Venha, é de graça, venha, é para todos….

Altemar Oliveira.
Aprendedo a Ser Discipulo e a caminhar com o Mestre

O texto de Cantares 1:5 é racista?

Ct 1:5 “Eu sou morena, mas sou bonita; ouviram, moças de Jerusalém? A minha pele queimada é da cor das cabanas escuras de Quedar. O Rei Salomão: Mas sua pele é macia como as cortinas de seda do rei Salomão! A Moça:”Ct 1:5 – Biblia Viva.

A tradução no verso “eu sou MORENA, porém bela” em Cantares 1.5 está correta?

Afinal, por que “morena” aparece nas traduções sucedida pela conjunção adversativa “mas”, “porém”? Ser “morena” é demérito ou o problema é na tradução?

Algumas traduções:

NVI: Estou escura, mas sou bela…
NAA: Eu sou morena e bonita…
A21: Estou morena, mas sou bela…

Então o texto de Cantares 1:5 é racista?

As questões em Cantares são bem mais sérias do que essa, nessa “tradução” onde está morena, é negra mesmo.

ipsis literis, o termo usado em hebraico ( שְׁחוֹרָ֤ה / šə·ḥō·w·rāh) é negra, dizendo de si mesma. Esse “problema” de negar a Sulamita como negra, é recorrente das traduções de língua portuguesa. A motivação parece óbvia.

Para a época das traduções para o português, a escravidão, uma sociedade escravocrata, como a portuguesa colonial, a mentalidade faz essa censura, evitando o constrangimento dessa relação, entre um dos personagens mais célebres, e uma mulher negra.
O problema maior é a tradição tradutória se manter ao longo do tempo, preferindo termos como “escura”, “morena”, para evitar o constrangimento.

Também na septuaginta, o termo usado (μέλαινα / melaina) não dá margem ao “morena”, também é negra.
ainda há a questão que, o texto original não suporta o “mas”, dessa tradução usada, mas sim o “e”.

calvinismo X arminianismo

Calvinismo vs Arminianismo

Artigo Editado em 17/07/2018

Calvinismo vs Arminianismo – Paz e Graça. Hoje o assunto é um tanto quanto polêmico quero abordar aqui o tanto quanto possível acerca destas duas escolas de pensamento teológico, de um lado João Calvino e a doutrina da predestinação, do outro, Jacó Armínio, defendendo o livre arbítrio.

Afinal, qual dos dois está correto? Calvinismo  ou Arminianismo? Leia atentamente este artigo e tome uma posição (caso não tenha), ou confirme ainda mais o seu lado.

Mas Antes de você continuar lendo este estudo, gostaria de fazer uma pequena pergunta: Você gostaria de estudar a Bíblia comigo no conforto do seu lar, em vídeo-aulas? Clique aqui e veja como você pode aprender a palavra de Deus agora.

O Calvinismo vs Arminianismo

O Calvinismo e o Arminianismo são duas escolas teológicas que buscam explicar a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana no que diz respeito à salvação. O Calvinismo recebeu este termo por  ter sido criado e defendido  John Calvin (João Calvino), influente teólogo francês que viveu de 1509 a 1564, autor de diversas obras no campo da teologia reformada. Já o Arminianismo tem este nome por causa de Jacobus Arminius, um teólogo holandês que viveu entre os anos de 1560 e 1609.

Os dois sistemas podem ser resumidos com base em cinco pontos. O Calvinismo defende a depravação total do homem, enquanto que a teologia Arminiana sustenta a depravação parcial, ou seja, existe algo de bom no homem. A doutrina de calvino da depravação total afirma que o homem é totalmente corrompido pelo pecado, não havendo nada que possa ser justo e bom. Assim sendo, o ser humano é incapaz de se aproximar de Deus por volição própria. A depravação parcial por outro lado, afirma que todos os aspectos humanos foram contaminados pelo pecado, mas não ao ponto de nos tornar incapazes de colocarmos a fé em Deus por vontade própria.


Vale aqui deixar uma pequena nota: O Arminianismo clássico rejeita a “depravação parcial” e mantém uma visão muito parecida com a “depravação total” calvinista (embora a extensão e o significado dessa depravação sejam debatidos nos círculos arminianos). Em linhas gerais, os arminianos acreditam que exista um estado “intermediário” entre a depravação total e a salvação humana. Este estado, se torna possível através da graça preveniente, onde pecador está sendo atraído para Cristo, recebe a habilidade dada por Deus de escolher a ou rejeitar a salvação.

O Calvinismo

Como dito no inicio deste artigo, o termo Calvinismo é dado ao sistema teológico Reformado, exposto e defendido por João Calvino e seu sistema de interpretação bíblico-teológica pode ser resumido em cinco pontos (QUE NÃO FORAM ESCRITOS POR CALVINO), conhecidos como “os 5 pontos do Calvinismo” (T-U-L-I-P em inglês):

Os 5 Pontos do Calvinismo – (T-U-L-I-P)

1. Autoria

joao calvino
João Calvino

Ao contrário do que muitos estudiosos pensam,  “Os Cinco Pontos do Calvinismo” não foram escritos por João Calvino. Talvez alguns até poderão ficar impressionadas com tal afirmativa. Não obstante, a grande pergunta que pode ser feita é a seguinte:
Se não foi Calvino, quem escreveu a T-U-L-I-P, então quem foi? “Estes cinco pontos foram formulados pelo Sínodo de Dort, Sínodo este, que fora convocado pelos estados Gerais Holandese e composto por um grupo de 84 Teólogos e também 18 representantes seculares, dos quais dentre entre estes estavam 27 delegados da Alemães, Suíços, Ingleses e de outros países europeus reunidos em 154 Sessões, iniciadas no dia 13 de novembro de 1618 e tendo sido finalizado em maio de 1619” .  – Tradução livre e adaptada do livro The Five Points of Calvinism, -The Five Points of Calvinism, p. 1, ob.cit.

Portanto, peca por falta de conhecimento aquele que afirma ser João Calvino o autor dos cinco pontos, uma vez que na verdade, a afirmação correta seria que estes “pontos” foram tão somente fundamentados nas doutrinas ensinadas por ele. Aliás, este sistema doutrinário, se assim podemos chamá-lo, foi elaborado somente 54 anos após a morte do grande reformador (1509-1564).

Os Cinco Pontos do Calvinismo foram formulados em resposta a um “documento que ficou conhecido na história como ‘Remonstrance’ ou o mesmo que ‘Protesto’”. [2]- The Five Points of Calvinism, p. 1, ob.cit.

Este documento foi apresentado ao Estado da Holanda pelos “discípulos do professor de um seminário holandês chamado Jacob Hermann, cujo sobrenome latino era Arminius (1560-1600). Mesmo estando inserido na tradição reformada, Arminius tinha sérias dúvidas quanto à graça soberana de Deus, visto que era simpático aos ensinos de Pelágio e Erasmo, no que se refere à livre vontade do homem”.[3] – Duane E. Spencer, TULIP, Os Cinco Pontos do Calvinismo à Luz das Escrituras, p. 111-112, Parakletos, 2ª Edição – São Paulo – 2000.

O documento formulado pelos discípulos de Arminio tinha como objetivo mudar os símbolos oficiais de doutrinas das Igrejas da Holanda (Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg ), substituindo pelos ensinos do seu mestre. Desta forma, a única razão pela qual Os Cinco Pontos do Calvinismo foram elaborados era a de responder ao documento apresentado pelos discípulos de Armínio.

O Teor principal do documento formulado pelos alunos de Jacob Arminius, eram cinco principais pontos, conhecidos como “Os Cinco Pontos do Arminianismo”E como já foi dito logo acima, em resposta a este Cinco Pontos do Arminianismo, o Sínodo de Dort elaborou também o que hoje conhecemos como Os Cinco Pontos do Calvinismo ao invés de sete ou dezEstes pontos do calvinismo são conhecidos mundialmente pela palavra TULIP, um acróstico popular que na língua inglesa, tem seu significado como se segue abaixo:

A T-U-L-I-P

1 – Total Depravity (Depravação total) – Todos os homens nascem totalmente depravados, incapazes de se salvar ou de escolher o bem em questões espirituais;
2 – Unconditional Election (Eleição incondicional) – Deus escolheu dentre todos os seres humanos decaídos um grande número de pecadores por graça pura, sem levar em conta qualquer mérito, obra ou fé prevista neles;
3 – Limited Atonement (Expiação limitada) – Jesus Cristo morreu na cruz para pagar o preço do resgate somente dos eleitos;
4 – Irresistible Grace – (Graça Irresistível) – A Graça de Deus é irresistível para os eleitos, isto é, o Espírito Santo acaba convencendo e infundindo a fé salvadora neles;
5 – Perseverance of Saints (Perseverança dos Santos) – Todos os eleitos vão perseverar na fé até o fim e chegar ao céu. Nenhum perderá a salvação.

O Arminianismo

Jacó Arminio

Como dito anteriormente, o arminianismo é uma escola de pensamento soteriológica, baseada sobre ideias do teólogo holandes Jacobus Arminius e seus seguidores históricos, os remonstrantes. A aceitação doutrinária se estende por boa parte da cristandade desde os primeiros argumentos entre Atanásio e Orígenes, até a defesa de Agostinho de Hipona do “pecado original.”

O arminianismo holandês foi originalmente articulado na Remonstrância no ano de 1610, uma declaração teológica assinada por 45 ministros e apresentado ao estado holandês. O Sínodo de Dort foi chamado pelos estados gerais para mudar a Remonstrância. Os cinco pontos da Remonstrância afirmam que:

1 – Capacidade humana, Livre-arbítrio – Todos os homens embora sejam pecadores, ainda são livres para aceitar ou recusar a salvação que Deus oferece (por meio da Graça Preveniente);

2 – Eleição condicional – Deus elegeu os homens que ele previu que teriam fé em Cristo;

3 – Expiação ilimitada – Cristo morreu por todos os homens e não somente pelos eleitos;

4 – Graça resistível – Os homens podem resistir à Graça de Deus para não serem salvos;

5 – Decair da Graça (Armínio acreditava na doutrina da Perseverança dos Santos) – Homens salvos podem perder a salvação caso não perseverem na fé até o fim.

O sistema teológico Arminiano foi derrotado no Sínodo de Dort em 1619 na Holanda, por  ser considerado anti-bíblico, Em contrapartida, hoje o Arminianismo é o sistema teológico adotado pela  maior parte das igrejas evangélica.

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Arminianismo Wesleyano

john wesley
John Wesley 

Podemos afirmar sem sombra de dúvidas, que John Wesley  o advogado mais influente dos ensinos da soteriologia arminiana. Wesley concorda com a maior parte daquilo que o próprio Armínio defendeu, sempre mantendo doutrinas fortes, tais como as do pecado original, depravação total, eleição condicional, graça preveniente, expiação ilimitada e possibilidade de apostasia.

Wesley, porém, divergia-se do arminianismo clássico em três pontos importantes:

1 – Expiação – Para John Wesley, a expiação é um misto da teoria da substituição penal e da teoria governamental de Hugo Grócio, advogado e um dos Remonstrantes. Steven Harper nos informa que: “Wesley não colocou o elemento substitucional dentro de uma armação legal …Preferencialmente [sua doutrina busca] trazer para dentro do próprio relacionamento a ‘justiça’ entre o amor de Deus pelas pessoas e a aversão de Deus ao pecado …isso não é a satisfação de uma demanda legal por justiça; assim, muito disso é um ato de reconciliação imediato. “Harper, Steven “Wesleyan Arminianism” Four Views on Eternal Security (Grand Rapids: Zondervan, 2002) 227ff


A Possibilidade de apostasia – Wesley aceitou completamente a visão arminiana de que o cristão genuíno pode apostatar-se e perder sua salvação. Seu famoso sermão “A Call to Backsliders” demostra claramente isso. Harper resume da seguinte forma:

“o ato de cometer pecado não é ele mesmo fundamento para perda da salvação … a perda da salvação está muito mais relacionada a experiências que são profundas e prolongadas. Wesley via dois caminhos principais que resultam em uma definitiva queda da graça: pecado não confessado e a atitude de apostasia.”Harper 239-240

Todavia, Wesley discorda de Arminio, ao defender que tal apostasia não é final. Quando menciona aqueles que naufragaram em sua fé (1 Tim 1:19), Wesley argumenta que “não apenas um, ou cem, mas, estou convencido, muitos milhares … incontáveis são os exemplos … daqueles que tinham caído, mas que agora estão de pé”  – Wesley, John “A Call to Backsliders” The Works of John Wesley, ed. Thomas Jackson, 14 vols. (London: Wesley Methodist Book Room, 1872; repr, Grand Rapids: Baker, 1986) 3:211ff.

Perfeição cristã – Conforme vemos no  ensino de Wesley, cristãos podem alcançar um estado de perfeição prática. Isso significa uma falta de todo pecado voluntário, mediante a capacitação do Espírito Santo em sua vida. Perfeição cristã (ou santificação inteira), conforme Wesley, é “pureza de intenção; toda vida dedicada a Deus” e “a mente que estava em Cristo, nos capacita a andar como Cristo andou.” Isso é “amar a Deus de todo o seu coração, e os outros como você mesmo”. Wesley, John “A Plain Account of Christian Perfection”, Works; Wesley, John “The End of Christ’s Coming”, Works

Isso é ‘uma restauração não apenas para favor, mas também para a imagem de Deus,” nosso ser “encheu-se com a plenitude de Deus” – Wesley, John “The End of Christ’s Coming”, Works.

Wesley esclareceu ainda que a perfeição cristã não implica perfeição física ou em uma infalibilidade de julgamento. Para ele, significa que não devemos violar a longanimidade da vontade de Deus, por permanecer em transgressões involuntárias. A perfeição cristã coloca o sujeito sob a tentação, e por isso há a necessidade contínua de oração pelo perdão e santidade. Isso não é uma perfeição absoluta mas uma perfeição em amor. Além disso, Wesley nunca ensinou um salvação pela perfeição, mas preferiu dizer que “santidade perfeita é aceitável a Deus somente através de Jesus Cristo.”

Bom, a isto posto, espero que o artigo o ajude a confirmar ainda mais a sua Confissão de fé, ou ajudá-lo a decidir-se por qual linha teológica deverá seguir. Gostaria de enfatizar que tanto o arminianismo, quanto o calvinismo encontram amparo nas escrituras sagradas e não é o caso aqui defender uma em detrimento da outra, mas apenas trazer luz e conhecimento de ambos os lados.

Equilíbrio escriturístico.

As respectivas posições fundamentais, tanto do Calvinismo como do Arminianismo, são ensinadas nas Escrituras. O Calvinismo exalta a graça de Deus como a única fonte de salvação — e assim o faz a Bíblia; o Arminianismo acentua a livre vontade e responsabilidade do homem — e assim o faz a Bíblia. A solução prática consiste em evitar os extremos antibíblicos de um e de outro ponto de vista, e em evitar colocar uma idéia em aberto antagonismo com a outra. Quando duas doutrinas bíblicas são colocadas em posição antagônica, uma contra a outra, o resultado é uma reação que conduz ao erro. Por exemplo: a ênfase demasiada à soberania e à graça de Deus na salvação pode conduzir a uma vida descuidada, porque se a pessoa é ensinada a crer que conduta e atitude nada têm a ver com sua salvação, pode tornar-se negligente. Por outro lado, ênfase demasiada sobre a livre vontade e responsabilidade do homem, como reação contra o Calvinismo, pode trazer as pessoas sob o jugo do legalismo e despojá-las de toda a confiança de sua salvação. Os dois extremos que devem ser evitados são: a ilegalidade e o legalismo.

Quando Carlos Finney ministrava em uma comunidade onde a graça de Deus havia recebido excessiva ênfase, ele acentuava muito a responsabilidade do homem. Quando dirigia trabalhos em localidades onde a responsabilidade humana e as obras haviam sido fortemente defendidas, ele acentuava a graça de Deus. Quando deixamos os mistérios da predestinação e nos damos à obra prática de salvar as almas, não temos dificuldades com o assunto. João Wesley era arminiano e George Whitefield calvinista. Entretanto, ambos conduziram milhares de almas a Cristo.

Pregadores piedosos calvinistas, do tipo de Carlos Spurgeon e Carlos Finney, têm pregado a perseverança dos santos de tal modo a evitar a negligência. Eles tiveram muito cuidado de ensinar que o verdadeiro filho de Deus certamente perseveraria até ao fim, mas acentuaram que se não perseverassem, poriam em dúvida o fato do seu novo nascimento. Se a pessoa não procurasse andar na santidade, dizia Calvino, bem faria em duvidar de sua eleição.

É inevitável defrontarmo-nos com mistérios quando nos propomos tratar as poderosas verdades da presciência de Deus e a livre vontade do homem; mas se guardamos as exortações práticas das Escrituras, e nos dedicamos a cumprir os deveres específicos que se nos ordenam, não erraremos. “As coisas encobertas são para o Senhor Deus, porém as reveladas são para nós” (Deut. 29:29).

Para concluir, podemos sugerir que não é prudente insistir falando indevidamente dos perigos da vida cristã. Maior ênfase deve ser dada aos meios de segurança — o poder de Cristo como Salvador; a fidelidade do Espírito Santo que habita em nós, a certeza das divinas promessas, e a eficácia infalível da oração. O Novo Testamento ensina uma verdadeira “segurança eterna”, assegurando-nos que, a despeito da debilidade, das imperfeições, obstáculos ou dificuldades exteriores, o cristão pode estar seguro e ser vencedor em Cristo. Ele pode dizer com o apóstolo Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rom. 8:35-39).

Soli Deo Gloria

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