Em Qual Idioma foi Escrito o A.T

Olá querido leitor, Paz e Graça, depois de um bom período sem escrever, estou de volta a ativa.

E Hoje quero falar um pouco sobre o um assunto que algumas pessoas me perguntam sempre: Em Qual Idioma foi Escrito o A.T? Vamos lá?

Em Qual Idioma foi Escrito o A.T

Com é sabido de todos, ou pelo menos de quase todos, o Antigo Testamento, em sua maior parte, foi escrito no idioma hebraico. Porém, alguns poucos trechos foram escritos em aramaico (Gênesis 31:47, Esdras 4:8 a 6:18, Jeremias 10:11; 7:12-26 e Daniel 2:4 a 7:28). Os idiomas hebraico e o aramaico são pertencentes a uma família de línguas, que desde o fim do século XVII, são conhecidas como “Línguas Semíticas”.  Este termo é derivado da passagem no livro de Gênesis 10:22, onde está registrado os nomes dos descendentes de Sem, filho de Noé.


Estes dois idiomas, junto com o fenício e o moabita, formam um grupo conhecido como semítico ocidental, o assírio e o babilônico, por sua vez, são conhecidos como idioma semítico oriental, enquanto que o árabe e o etíope fazem parte do grupo meridional. Todos estes idiomas são descendentes de um grupo lingüístico conhecido como “protosemítico”. Porém, a língua “protosemítica”, só pode ser reconstruída em forma hipotética uma vez que não temos nenhum registro escrito. O que existem destes idiomas,  são termos cognatos nas diversas línguas semíticas que denotam a origem comum dos idiomas. Tanto o hebraico, quanto o aramaico, e a maioria das línguas semíticas, são escritos da direita para a esquerda. A escrita hebraica é formada por 22 consoantes, e um detalhe curioso é que não existem letras maiúsculas.

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Uma outra característica interessante dos idiomas semíticos é a raiz tri-consonantal que tem uma ação como uma espécie de arcabouço para uma série de padrões vocálicos, onde a inserção do padrão vocálico lhe dá seus diversos sentidos. Na palavra kõhen, por exemplo, k – h – n seria o arcabouço consonantal, enquanto que o – e seria o padrão vocálico. A força do o – e é mais ou menos
equivalente ao particípio presente em português, pelo que  = “ministrando indivíduo que está”. O hebraico desde bem cedo começou a eliminar as terminações dos casos, ainda que restem algumas poucas. (O Novo Dicionário da Bíblia, Edições Vida Nova, pp 933 ).

As vogais e os sinais vocálicos também não fazem parte do alfabeto. O hebraico antigo era escrito sem vogais. A pronúncia correta das palavras era baseada na tradição oral. Bem cedo, durante o desenvolvimento da língua, certas consoantes começaram a funcionar como vogais. Assim, ) e o h foram usados para indicar o “a”, enquanto que o y foi usado para indicar as vogais “e” e “i” e o w foi usado para indicar o “o” e o “u”. Os antigos gramáticos hebreus usaram o termo matres lectiones para designar essas letras, (COMFORT, Philip Wesley.(editor) A origem da Bíblia. CPAD, pp. 294-295). As duas consoantes mais usadas são os indicadores vocálicos y e w. Isto só se modificou no Texto Massorético.

Os massoretas começaram a introduzir os sinais de vocalização, acentuação e notas marginais trazendo explicações e comentários textuais. A raiz das palavras é modificada por prefixos, sufixos e infixos. Daí vem o verbo, substantivo, adjetivo, infinitivo e particípio. A ordem normal das palavras na oração é verbo, em seguida o substantivo e o objeto direto ou indireto. O hebraico é uma língua essencialmente fenomenológica. Podemos dizer que concentra-se mais na observação do que na reflexão. A vivacidade, a concisão e a simplicidade são suas características principais. A língua hebraica é deficiente em adjetivos.

Veja estes exemplos: O salmo 12:2, que é traduzido em algumas versões como “coração fingido” diz literalmente “um coração e um coração”. Em Dt 25:13; diz “diversos pesos”, mas é literalmente “uma pedra e uma pedra”.O superlativo é expresso por diversas construções diferentes. Por exemplo, a ideia
de profundíssimo, literalmente, é “profundo, profundo”. Santíssimo é, “santo, santo, santo” como em Is 6:3. Compare com “reis dos reis” (KELLEY, Page H. Hebraico bíblico: uma gramática introdutória. Sinodal, pp. 72). 

Usam-se muitas orações simples, sem verbos, que consistem de um substantivo, que exerce a função de sujeito, e um adjetivo que exerce a função de predicativo. Estas orações sem verbos são conhecidas como orações nominais. No momento de traduzir a frase, o verbo deve ser subentendido. Por exemplo; 1 Rs 2:38, “a palavra (é) boa”. O hebraico é pobre em substantivos, faltam também advérbios e quase não existem palavras compostas. É amplo o uso de expressões antropomórficas. Termos concretos que representam conceitos abstratos. Por exemplo; a palavra hebraica lebex significa “corda, cordão” e é um
símbolo de cativeiro ou sujeição (1 Rs 20:31) é também usado figurativamente com respeito às armadilhas para os ímpios (Jó 18:10).


A influência do hebraico na formação da língua portuguesa é notável. Entre as muitas palavras portuguesas emprestadas do hebraico pode-se enumerar: sábado, saco, aleluia, jubileu, siclo. O uso do coração como centro das emoções e da vontade humana é um empréstimo da linguagem do antigo
testamento. As metáforas “face da terra”, “menina dos olhos”, entre outras, provém do hebraico bíblico.

 

Soli Deo Glória

Pr. Altemar Oliveira

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Introdução ao Evangelismo Pessoal

Paz e Graça, vamos falar um pouco neste breve artigo sobre um tema que é muito importante para a Igreja nos dias atuais: Evangelismo,

EVANGELIZAR É A MISSÃO SUPREMA QUE CRISTO CONFIOU À IGREJA

Vejamos aqui algumas definições da palavra Evangelização

A – Evangelização é a ação de evangelizar, que consiste em levar os perdidos a Jesus, para serem salvos por ELE.

  • É falar da Salvação que há em Cristo.
  • É publicar a Salvação.
  • É proclamar o louvor do Senhor.
  • É empenhar-se apaixonadamente na propagação do Evangelho.

Veja Lc 4.18; At 8.25, 40; Ef 2.17; I Pe 1.25.


DEFINIÇÃO DE EVANGELISMO PESSOAL

Evangelismo Pessoal é apresentar obra de Cristo aos perdidos individualmente; é levá-los a Cristo, o Salvador. ( Jo 1.41, 42; At 08.35,At 15.35. ) 
A Importância vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos seus discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião Ele ordenou à igreja a evangelização do mundo. (Mc 16.15).

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O ALVO DO EVANGELISMO PESSOAL

Evangelismo PessoalO alvo é tríplicesalvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes. Você já experimentou o gozo que há em ganhar uma alma para Jesus? É uma benção e uma experiência inesquecível … Há um gozo inexplicável em vermos alguém no caminho para o céu, ou já na glória, por nosso intermédio… Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra. (Lc 19.10; I Tm 1.15 ). Paulo, o grande homem de Deus no Novo Testamento tinha o mesmo alvo e visão ( I Co 9.20 ).

Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus está destinada exclusivamente aos pregadores, pastores e obreiros em geral. Costuma-se em comodamente ficarem sentados, ouvindo sermões culto após culto, enquanto os campos estão brancos para ceifa, como disse o Senhor da seara em João 4.35. O “Ide” de Jesus para IRMOS aos perdidos ( Mc 16.15 ), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos indistintamente, como bem revela o texto citado.

Portanto a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos indistintamente. Cada crente pode e deve ser um ganhador de almas. Nada pode o impedir de ganhar almas para Jesus, se propuseres isto agora em teu coração. O Evangelismo Pessoal, como já vimos acima, vai além do pecador perdido; ele alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, direção, ânimo, auxílio e vitória. Ele reaviva a fé e a esperança nas promessas das Santas Escrituras.

VANTAGENS DO EVANGELISMO PESSOAL

Aqui estão algumas:

  1. Adapte-se às condições espirituais de qualquer pessoa. O que o sermão não consegue fazer no auditório, na evangelização coletiva, o evangelismo pessoal faz. Na evangelização em massa, a pregação não satisfaz a todos porque cada pecador tem problemas espirituais diferentes. No Evangelismo Pessoal, a mensagem é direta, incisiva. Muitas vezes, a pregação apenas inicia a evangelização que será completada com o contato pessoal do ganhador de almas.
  2. Promove o crescimento da igreja. A Igreja nos dias primitivos cresceu tão depressa porque os crentes cheios do Espírito Santo evangelizavam sem parar ( At 5.42; 8.4). O resultado foi o maravilhoso crescimento, conforme registra o livro de Atos dos Apóstolos.  Hoje também, a igreja que tiver um número regular de ganhadores de almas, seu crescimento será notório. A semeadura da palavra de Deus promove o crescimento e edificação da igreja, cf. At 2.41,47; 4.4; 5.14; 9.31. A maior e melhor maneira de ajudar o pastor no crescimento do rebanho de Deus, é ganhar almas individualmente. Você tem feito assim? Está fazendo assim? Se hoje, na igreja, cada um ganhasse outro qual seria o resultado?
  3. Vence a todos os preconceitos. Há casos e ocasiões que somente o evangelismo pessoal alcança o pecador. Há pessoas que jamais assistiram reuniões evangelísticas em templos ou seja onde for, devido preconceitos, falsas concepções, ignorância, ordens recebidas, imposições religiosas, falsas informações, falsas idéias, etc. E aí o Evangelismo Pessoal presta seu serviço de modo ímpar. Há inúmeras grandes por toda parte que começarem através do Evangelismo Pessoal. A origem foi uma alma ganha, cultos em sua casa e em seguida uma congregação formada. O pioneirismo missionário na América Latina e o estabelecimento da obra das Sociedades Bíblicas também foi assim – através do evangelismo pessoal.

No Evangelismo Pessoal, a doutrina principal é a salvação da alma. É preciso que o crente conheça bem os textos para apresentá-los à medida que a necessidade for exigindo. Não é um texto qualquer que vamos citar, mas aquele apropriado para o momento, pois a Bíblia tem uma mensagem adequada para cada caso, cada coração, cada circunstância. Não é abrir a Bíblia em qualquer lugar e dizer “vou ler esta passagem que o Senhor me deu” quando, geralmente o Senhor não deu coisa nenhuma…

O que é preciso é conhecer a Bíblia e depender do Espírito Santo. Assim sendo, Deus abre a porta, guia e dá mensagem adequada e ungida pelo seu Espírito. É oportuno lembrar aqui que o Espírito Santo e a Palavra de Deus jamais se contradizem. Quem se julga espiritual deve conhecer e amar a Bíblia, e quem seguir a Bíblia deve andar segundo o Espírito.

A razão porque muitos crentes chamado espirituais são cheios de meninices, escandalosos e extremistas é porque não estudam a Palavra, conduz ao fanatismo; conhecer a Palavra e não ter o Espírito, conduz ao fanatismo. Se você deseja que o Espírito Santo lhe use, inclusive na obra de ganhar almas, procure Ter o instrumento que Ela emprega – a Palavra de Deus ( Ef 6.17 ).

O maior incentivo à santidade não são preceitos, mas sim exemplos, especialmente o exemplo daquele com o qual nos associamos intimamente.

Por ora vou ficar por aqui. Este material foi extraído do Curso Bacharel em Teologia da FATEOS na matéria de Evangelismo, se você deseja aprender mais sobre a Palavra de Deus, clique no Link abaixo e se Inscreva agora no Curso Bacharel em Teologia, te espero lá.

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22 missionários condenados à morte por afegãos islâmicos – Verdade?

Verdade seja dita, que o esse Estado Islâmico vem realizado diversas atrocidades, dentre elas a execução de forma cruel daqueles que não professam a sua religião, não podemos negar. Mas desta vez,  surgiu uma nova história que está chamando atenção na internet e provocado orações dos cristãos

22 missionários serão mortos amanhã, diz boato

Está circulando nas redes sociais, a suposta informação de que 22 missionários cristãos foram condenados à morte no Afeganistão. E de acordo com esta mensagem, eles serão mortos “amanhã”. Veja abaixo uma das versões da mensagem:

Por favor vamos orar pelos 22 missionários que foram condenados a morte uma delas é a irmã Gislaine missionária da cidade e Januária-MG, que serão mortos amanhã por afegão islâmicos. Tentem não demorar e passar essa mensagem bem rápido para que muitas pessoas estejam orando também.




A história causou um grande movimento no Facebook e Whatsapp. Porém, muitos não prestaram atenção a um pequeno detalhe: a história não é verídica. Felizmente, não temos 22 missionários ameaçados no Afeganistão.

22 missionários condenados à morte por afegãos islâmicos Vamos aos fatos.

Para início, a mensagem repassada nas redes sociais se utiliza de dois artifícios já bastante conhecidos em histórias falsas que circulam na web. O primeiro é a data, a história é sempre contada como “amanhã” (ou seja, amanhã sempre será amanhã, nunca teremos uma data certa). Outro fator que nos mostra o teor sensacionalista é que pedem para que a mensagem seja repassada, como se isso fosse ajudar em algo.

Fazendo uma breve pesquisa na internet sobre mais detalhes a respeito do assunto, podemos nos deparar com a mesma corrente circulando há vários anos, nos EUA. Um dos primeiros links encontrados é do site Snopes (que desvenda notícias falsas na internet). O site explica que não existem 22 missionários sequestrados e muito menos condenados pelos islâmicos.

De acordo com a publicação, a história teve inicio logo após o sequestro de 23 missionários da Coréia do Sul pelo exército Talibã no ano de 2007. Dentre estes missionários sul-coreanos, dois foram executados e outros 21 foram libertados após pagamento de fiança pelo governo da Coreia do Sul. Fora este caso, nunca mais ocorreu nada semelhante à descrição do texto.

Sendo assim, podemos afirmar que realmente houve um sequestro de missionários cristãos, mas que nada está acontecendo neste momento. Ou seja, a história que circula na internet é falsa.

Termos pesquisados para este artigo:

22 missionários sentenciados a morte; 

22 missionários condenados a morte;

22 missionarios executados 2017

morte de missionarios no afeganistão

22 missionarios condenados a morte no afeganistão 2016

22 missionários 2017

22 missionarios serao mortos por afegaos

missionarios mortos por causa do evangelho



A Bíblia King James

A Bíblia King James – Uma breve história

Este Texto é uma tradução do artigo do Dr. Herbert Samworth

A impressão da Bíblia King James foi uma solução encontrada para uma situação em que duas traduções da Bíblia estavam em competição e isso ocorreu da seguinte maneira.

Embora William Tyndale tenha sido o principal tradutor da Bíblia inglesa, o trabalho só foi completado após sua morte por várias pessoas. Miles Coverdale imprimiu a primeira Bíblia completa em inglês no ano 1535, enquanto John Rogers era responsável pela Bíblia de Mateus de 1537. Uma revisão da Bíblia de Mateus foi impressa em 1539 e chamada de Grande Bíblia.

Durante o reinado da rainha Maria Tudor nos anos 1550, vários protestantes fugiram da Inglaterra para evitar a perseguição religiosa. Vários deles, incluindo William Wittingham, Thomas Sampson e Anthony Gilby, acabaram por se estabelecer em Genebra. Enquanto lá estavam, eles se dispuseram a fazer uma revisão do Novo Testamento de Tyndale.


Eles tiveram grande sorte, pois tiveram acesso à terceira edição do Novo Testamento grego de Robert Stephanus e à ajuda de Teodoro de Beza, um grande amigo de João Calvino e também um renomado estudioso das escrituras. Em 1557, William Wittingham imprimiu o que veio a ser chamado o Novo Testamento de Genebra.

O Novo Testamento de Genebra

Novo Testamento de Genebra foi a primeira impressão da Bíblia inglesa que incluía divisões de versículos.
Embora Maria Tudor houvesse morrido em 1558, Wittingham, Sampson e Gilby permaneceram em Genebra para completar uma revisão do Antigo Testamento.

Seu trabalho no Antigo Testamento, juntamente com uma revisão do Novo Testamento de Genebra, foi impresso em 1560 por Rouland Hall e chamado de a Bíblia de Genebra. Embora a erudição e a pureza do inglês encontradas nesta Bíblia fossem da mais alta qualidade, os editores acrescentaram notas marginais que contestaram a reivindicação do monarca inglês de governar por direito divino.

A Bíblia de Genebra
A Bíblia de Genebra

Elizabeth I, que havia se tornado Rainha da Inglaterra após a morte de sua irmã Maria em 1558, foi uma firme defensora do direito do governo divino e ferrenha opositora das notas marginais na Bíblia de Genebra, ela se recusou a permitir que ela fosse usada nas igrejas.

Nesta época, a Bíblia aprovada para uso eclesiástico era a Grande Bíblia de 1539. Elizabeth ordenou que os Bispos fizessem uma revisão da Grande Bíblia que foi concluída em 1568. Esta revisão era conhecida como a Bíblia dos Bispos porque oito dos Bispos da Rainha participaram no trabalho. A Bíblia dos Bispos recebeu a sanção real como a bíblia oficial da Igreja Inglesa.

A Biblia dos Bispos
Capa da Biblia dos Bispos

No entanto, esta nova edição não conseguiu uma aceitação popular. A Bíblia dos Bispos era inferior à Bíblia de Genebra tanto na erudição como na eloquência linguística. Essa diferença de excelência se refletiu na sua falta de popularidade. Dentro de poucos anos, a Bíblia de Genebra tinha passado por oitenta edições, enquanto a Bíblia dos Bispos lutou para atingir apenas dezoito edições.

Esta foi a situação em 1603, quando Tiago VI da Escócia se tornou o rei da Inglaterra. O Partido Puritano na Igreja inglesa viu uma oportunidade de ganhar o favor do novo monarca. Pediram uma conferência com o rei para discutir a situação eclesiástica, que ocorreu no ano de 1604 no Hampton Court Palace, em Londres.

Rei James da Inglaterra
Rei James da Inglaterra – Conhecido como Rei Tiago

A Conferência de Hampton Court provou ser desastrosa para os puritanos. Todos menos um de seus pedidos foi rejeitado. A única petição dos puritanos que Tiago concedeu foi que uma nova tradução da Bíblia inglesa fosse feita para resolver as diferenças entre as Bíblias de Genebra e dos Bispos.

James estabeleceu três regras para governar o trabalho de tradução. Nenhuma nota marginal foi permitida exceto para explicar o significado das palavras gregas. As palavras eclesiásticas como a igreja e o padre deveriam ser usadas para traduzir suas contrapartes gregas.

Tyndale nunca havia usado a palavra igreja em suas edições da Bíblia porque a palavra naquela época só se aplicava àqueles que haviam feito votos ao clero religioso. Tyndale usou a palavra congregação para traduzir a palavra na língua original, sublinhando assim o ensinamento bíblico de que a igreja inclui todos aqueles que têm fé pessoal em Cristo, não apenas aqueles que tomaram ordens sagradas.

Três comitês foram formados para realizar o trabalho de revisão: um em Westminster em Londres, um na Universidade de Cambridge e o terceiro trabalhou na Universidade de Oxford. Os comitês trabalharam na tarefa por quase sete anos. Um comitê de cada um dos três grupos reuniu-se para revisar a tradução. A abordagem da comissão para o trabalho de tradução garantiu que a nova versão era precisa. Em 1611, Robert Baker imprimiu a nova revisão.

Biblia King James
Capa da Bíblia King James

Havia muito para admirar  na Biblia King James Version. Muitos dos estudiosos que trabalharam na tradução eram os melhores da Europa. A omissão de notas marginais permitiu que o leitor se concentrasse no próprio texto bíblico. Os tradutores deram atenção especial aos ingleses, assegurando assim que a Bíblia lida bem quando usada em serviços religiosos. Embora impresso quase quatrocentos anos atrás, o Inglês ainda lê com uma dicção nunca igualado.

Enquanto a versão King James contém algumas palavras obsoletas, quando lido em voz alta por um leitor experiente, sua beleza de expressão é inigualável. A beleza da linguagem foi devida ao trabalho de William Tyndale.
Pode parecer surpreendente que a versão da Biblia King James não tenha obtido aprovação imediata.

Os puritanos mantiveram sua fidelidade à Bíblia de Genebra. A comunidade acadêmica também continuou a usar a Bíblia de Genebra. Foi relatado que um arcebispo de Canterbury preferiu usar a Bíblia de Genebra para seu estudo pessoal e devoções!

No entanto, o que finalmente decidiu a questão a favor da Bíblia King James tinha pouco a ver com os méritos relativos das duas traduções. Após a morte do rei James, seu filho Carlos I subiu ao trono. Carlos nomeou William Laud, que fora bispo de Londres, à sede de Canterbury.

Uma das primeiras ordens de Laud foi proibir a impressão da Bíblia de Genebra na Inglaterra para assegurar a uniformidade das Bíblias. No início, isso não causou nenhuma dificuldade porque era fácil obter cópias do exterior. No entanto, Laud emitiu um edital proibindo a importação da Bíblia de Genebra, porque isso causaria dificuldades econômicas para as impressoras britânicas.

É uma ironia da história que a popularidade da Bíblia King James foi devido a razões políticas e econômicas, tanto quanto à qualidade da tradução. No entanto, existe uma ironia adicional. Outro nome dado à Bíblia King James é a Versão Autorizada ou “AV” No entanto, não há registro de que alguma autorização oficial tenha sido dada à King James Version.

No entanto, as recomendações formais e eclesiásticas perdem seu significado perante o tribunal da opinião pública. Com a inacessibilidade da Bíblia de Genebra, o povo de língua inglesa abraçou a King James Version.
Hoje, mesmo quando há uma abundância de traduções inglesas das Escrituras, a versão King James continua a manter a lealdade e o carinho de um grande segmento do povo de língua inglesa.

A Teologia do Novo Testamento – Teologia dos Apóstolos

Continuando a nossa série de estudos sobre a Teologia do Novo Testamento, hoje quero falar sobre a Teologia dos Apóstolos de Cristo, mas antes é preciso falar acerca dos ensinamentos do próprio Cristo, uma vez que toda a teologia do NT está fundamentada n’Ele.

Os ensinamentos de Jesus

Os ensinamentos de Jesus foram fundamentados nas Escrituras do Antigo Testamento. Mateus 4: 10 “Então ordenou‐lhe Jesus: Vai‐te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.”. Os ensinos de Jesus Cristo revelam claramente que Ele era o Messias prometido. Seus ensinamentos eram inspirados por Deus por isso estão ainda hoje vivos em nossa memória. Ele apresentava‐se diante do povo, usava linguagem do povo. Ele usava as figuras conhecidas para ensinar as ideias corretas e desfazer as errôneas. O Centro dos ensinamentos de Jesus Cristo era a fé. A fé ensinada por Jesus, opera gloriosos resultados, vemos:

A Fé Opera Milagres – Mateus 9: 2 E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo‐lhes a [fé], disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados.”.

A Fé Promove Santificação – Atos 26: 18 “para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim”.

A Fé Revela as Qualidades Romanos 1: 8 “Primeiramente dou graças ao meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé”.

A Fé Garante Salvação – Romanos 3: 26 para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus.”. A fé é crer que Deus é fiel. Ela é a força que move a mão de Deus. A fé conduz o indivíduo em perfeita relação com Deus. Jesus Cristo pregava o Evangelho do Reino, não um reino político ou material mas um reino espiritual e futuro. Jesus enfatizava o aspecto escatológico.

Nos Seus ensinamentos Jesus Cristo enfatizava que Sua morte e ressurreição era uma necessidade para salvação do ser humano. Por várias ocasiões Jesus Cristo ensinou esta Doutrina.



Lucas 19: 10 “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; e eles o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios; Declarou‐lhe Jesus: Eu sou a [ressurreição] e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo” Mc 10: 33; Jo 11: 25; 12: 47 .

A Teologia dos Apóstolos de Cristo

A Teologia Do Apóstolo João

João filho de Zebedeu e de Salomé, irmão menor de Tiago, foi um dos primeiros discípulos e ser chamado pelo Senhor Jesus e o último a morrer, joão era um homem simples, conhecido com Apóstolo do Amor. O alicerce básico da teologia joanina é a pessoa de Cristo. João introduz sua teologia apresentando três declarações que excedem o entendimento do homem natural, veja:

João 1: 1 ‐ 2 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus”.

Este princípio é diferente de iniciar, começar, partida como vemos no Gênesis.

Este princípio é um princípio indefinido. É um tempo, quando por um ato soberano Deus criou o universo. O Apóstolo João guiado pelo Espírito Santo nos leva através de seu texto introdutório para além das eternidades pretéritas. Esta teologia é a que chamamos de Teologia Cristocêntrica, porque para João, Cristo é tudo. Não é uma teologia apenas da razão, é uma teologia do Espírito. A mensagem de João nos revela que Deus pode ser conhecido através da pessoa de Jesus Cristo. João 16: 13 “Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.”.

A Teologia Do Apóstolo Pedro

Pedro era um homem simples, modesto, pescador, sincero e impulsivo por natureza, sempre ativo tomava a frente com facilidade, violento, instável etc… Pedro escreveu a sua epístola para os cristãos dispersos nas províncias da Ásia Menor, buscando confortar os que fiéis que estavam sofrendo perseguições em diversos lugares.

Lucas 22: 31 ‐ 33 “Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos. Respondeu‐lhe Pedro: Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte.”

Para edificação dos novos convertidos não somente dos judeus mas, também, entre os gentios. Para alertar aos cristãos sobre a falsas doutrinas que iam entrado nas igrejas.

A Visão Petrina Acerca da Pessoa de Cristo

I Pedro 1: 3 “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”, Jesus é apresentado pelo Apóstolo Pedro como o Salvador cuja obra redentora foi consumada na cruz do calvário. Jesus é chamado de a Pedra Viva e Preciosa para os crentes”, e pedra de tropeço para os incrédulos, conforme descrito no capítulo 2: 4 ‐ 10 da sua primeira epístola. Para Pedro, Jesus é o exemplo que o crente deve seguir.

Muitos dos ensinos de Pedro, foram aprendidos diretamente com o Senhor Jesus:



Jesus é fiel para com os seus; Ele voltará para recompensar a seus servos, I Pedro 5: 1 ‐ 11.

 

A Teologia Do Apóstolo Paulo

Escrevi um artigo recentemente onde dedico tempo somente para falar sobre a Teologia do Apóstolo Paulo, veja aqui

A Teologia de Tiago

Tiago era o líder da Igreja de Jerusalém e também irmão do Senhor Jesus Cristo e não era um dos doze apóstolos

Tal como todos os irmãos de Jesus, não creu nEle durante Sua vida na terra (Mc 3:21; Jo 7:5), andou enciumado em antagonizando-O(Jo 7:3-8) e longe dEle (Mc 3:31-32), mas, após a ressurreição, Cristo lhe apareceu (1Co 15:7) e, somente então, ele e todos seus irmãos se arrependeram, creram, e ajuntaram-se aos discípulos (At 1:14). Veio a ser o líder da assembleia em Jerusalém (At12:17; 15:13; 21:18; Gl 1:19; 2:9,12).

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Embora não fosse crente em Jesus, durante o ministério público do Senhor. Tiago foi testemunha do Cristo ressurreto. I Coríntios 15: 5 ‐ 7 que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma  vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos.

A epístola de Tiago é o livro prático do Novo Testamento, como Provérbios o é do Antigo. De fato, suas declarações francas e concisas de verdades morais têm semelhança notável com Provérbios.

Ela contém pouquíssimas instruções doutrinárias; o seu objetivo principal é trazer à tona aspecto religioso da verdade. Tiago escreveu a certa classe de judeus cristãos na qual se manifestava uma tendência de separar a fé das obras. Pretendiam ter a fé, mas existia entre eles impaciência sob provação, contendas, acepção de pessoas, difamações e mundanismo. Tiago explica que uma fé que não produz santidade de vida é coisa morta. Salienta a necessidade de uma fé viva e eficaz para obter a perfeição cristã.

Não há nenhum conflito entre a Teologia dos Apóstolos  Paulo e Tiago. Paulo fala do aspecto espiritual e Tiago fala do prático. As obras para Tiago expressam a fé.

Efésios 2: 8 ‐ 9 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Tiago 2: 14,17 Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá‐lo? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.

A epístola de Tiago encontrou algumas dificuldades para entrar no cânon do Novo Testamento. Veja:

1 – A brevidade da epístola, sua natureza prática e não doutrinária.

2 – Fato de Tiago não ser um dos Apóstolos.

3 – A incerteza da identidade de Tiago.

4 – A aparente contradição com a doutrina paulina da fé

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O Apóstolo Paulo – Sua Teologia

O Apóstolo Paulo – Quem Foi?

É evidente que sabemos muito mais sobre a vida do apóstolo Paulo do que de qualquer outro personagem do colégio apostólico. Todo o que conhecemos o apóstolo e seu ministério é basicamente tudo quanto se sabe acerca do desenvolvimento e história do cristianismo primitivo, durante aquele período da história.

Os textos bíblicos que nos dá a conhecer acerca da vida do Apóstolo Paulo, são: Gl 1:10 a 2:10; Fp 3:4-11, além de At 9:3-19; 22:6-21 e 26:12-18.

O Apóstolo Paulo – Local de Nascimento

Paulo era da tribo de Benjamim, nativo da cidade de Tarso, era também cidadão romano como direito de nascença, de família de grande influência, tinha herança judaica, grega e romana. Tarso, por essa época, já tinha história antiga, e fora cidade importante por muitos séculos antes da era cristã. Chegou a ser a cidade mais importante da Cilícia. Essa cidade se tornou uma região de síntese entre o oriente e o ocidente, entre a cultura grega, a cultura oriental, e, finalmente, a cultura romana. Também era um centro cultural At 21:39.

Não se sabe quando Paulo nasceu; porém, quando do apedrejamento de Estevão, lemos que Saulo era um jovem; At 7:58. Portanto, isso indica que ele nasceu na primeira década do século I d.C., sendo, assim, um contemporâneo mais jovem de Jesus.


Abaixo deixo a cronologia da vida do Apóstolo Paulo, extraída do site a paz do senhor:

Paulo o Apóstolo

A Teologia Do Apóstolo Paulo

Paulo era um homem profundamente religioso. Foi instruído em toda cultura secular. No caminho de Damasco, numa intervenção divina, o Senhor Jesus revela-se a ele. Assim passa a reconhecer que os cristão a quem outrora perseguia pertenciam ao Senhor Jesus Cristo. Houve uma transformação instantânea. Tema central dos ensinamento paulinos é a Graça. Senão vejamos:

Romanos 3: 24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

I Coríntios 15: 10 Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo.

Efésios 2: 8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;

Efésios 3: 8 A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo,

Paulo nos apresenta a Graça como uma atitude de Deus em favor do o homem, Ef. 2:7; Tt 2: 11; um Dom concedido ao homem pecador, Ef. 4: 7.

Em Gálatas 5:16, quando Paulo diz” andai em espírito “ele quer dizer que devemos usar nossas qualidades para inclinar‐se à Deus. Para o cristão a vida espiritual é o domínio das inclinações da carne. É o viver consciente no Espírito.

Sua teologia enfatiza o homem em seu estado completo. Corpo, Alma e Espírito. “E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”I Tessalonicenses 5: 23.

E escrevi isto mesmo, para que, chegando, eu não tenha tristeza da parte dos que deveriam alegrar‐me; confiando em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós”.II Coríntios 2: 3

O Conceito do Apóstolo Paulo Acerca do Pecado

O pecado é uma realidade e o Apóstolo Paulo o apresenta como uma herança do primeiro homem, Adão. Adão foi criado para viver eternamente e continuaria nesta condição se não houvesse cometido o pecado. Toda a criação sofre por causa do pecado, este é universal e afeta toda natureza e não somente o homem conforme vemos em Romanos 8: 19 ‐ 22 “Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora;”

A Visão Paulina acerca da Pessoa de Cristo

Cristo foi o tema central na pregação de Paulo, sua morte foi para que os nossos pecados fossem apagados e consequentemente as nossas almas resgatadas e assim pudéssemos alcançar a reconciliação com Deus. Nos ensinos de Paulo, ele também fala acerca da vinda do Senhor. Ele destaca essa vinda em duas fases, o que chamamos na teologia escatológica de Parousia de Cristo, para arrebatar a Igreja onde não será visto pelo mundo incrédulo e Jesus vindo em glória para implantar o milênio aqui na terra esta vinda será visível a todo olho:

Para arrebatar a Igreja. I Cor. 15: 50 ‐ 52; I Tes. 4: 16 ‐ 17

Para implantar o milênio. Mat. 24: 29 ‐ 30, II Tes. 1: 7

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A Teologia do Novo Testamento Parte 1

A Teologia do Novo Testamento

Paz e Graça, aqui o Pr. Altemar, trazendo mais um estudo teológico, e hoje gostaria de falar sobre a Teologia do Novo Testamento.

Mas Antes de você continuar lendo este estudo, gostaria de fazer uma pequena pergunta: Você gostaria de estudar a Bíblia comigo no conforto do seu lar, em vídeo-aulas? Clique aqui e veja como você pode aprender a palavra de Deus agora.

O Novo Testamento forma a segunda parte da Bíblia Cristã. E nele temos uma coleção de 27 livros, que somando-se, dará somente um terço do volume da primeira parte, o Antigo Testamento. Antigo Testamento foi escrito aproximadamente entre os anos 1400 AC e 400 AC.. Grande maioria do Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com algumas pequenas seções pequenas em aramaico (essencialmente uma variação do hebraico). Porém o Novo Testamento foi redigido em menos de um século.


“Novo Testamento” quer dizer, de fato, “Novo Pacto, Nova Aliança” em contraste com a antiga aliança. A palavra “testamento” nos transmite o pensamento de uma última vontade, e só passa a ter efeito na eventualidade da morte daquele que é o testador. É dessa forma que a Nova Aliança entra em vigor, tendo em vista a morte de Jesus, o seu testador (Hebreus 9:15‐17). O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, entre 45 E 95 D.C.. Os livros do Novo Testamento não estão compilados em ordem cronológica.

Os primeiros escritos do NT foram as epístolas de Paulo e não os evangelhos, como podemos imaginar ao ler a Bíblia Sagrada, o Apóstolo Paulo é o responsável por toda a Teologia do Novo Testamento, é considerado o doutrinador da Igreja.

E nem mesmo a organização das epístolas paulinas estão em ordem cronológica, porquanto Gálatas (ou talvez 1 Tessalonicenses) foi a carta escrita bem antes daquela epístola dirigida aos Romanos, a qual figura em primeiro lugar em nossas Bíblias pelo fato de ser a mais longa das epístolas de Paulo; e entre os evangelhos, o de Marcos, parece ter sido aquele que primeiro foi escrito, não o de Mateus como está disposto em nossas Bíblias. A ordem em que esses livros aparecem, é, na verdade, uma ordem lógica.

Os quatro evangelhos estão inseridos em primeiro lugar porque descrevem os eventos cruciais daquele que tem a proeminência no Novo Testamento, Jesus de Nazaré. Entre os evangelhos, o de Mateus vem de maneira adequada antes de todos devido à sua extensão e ao seu relacionamento íntimo com o Antigo Testamento, fazendo assim, uma ponte entre a antiga e a nova aliança. Já o livro de Atos dos Apóstolos, temos uma envolvente narrativa do surgimento da igreja e a sua expansão em terras Palestinas, a Síria, Ásia Menor, Macedônia, Grécia e até lugares distantes como Roma, na Itália.

O livro de Atos é a segunda divisão de uma obra escrita em em dois volumes, Lucas‐Atos. Assim findam-se os livros históricos do Novo Testamento.

As Epístolas do Novo Testamento

As epístolas e, por último, o livro de Apocalipse, nos apresentam o significado teológico da história da redenção, além de extraírem dai muitas implicações éticas. Entre as epístolas, as de Paulo se posicionam em primeiro lugar e entre elas, a ordem em que foram arranjadas segue primariamente a ideia da extensão decrescente, levando‐se em conta a grande exceção formada pelas Epístolas Pastorais (I e II Timóteo e Tito), as quais antecedem a de Filemom, a mais breve das epístolas paulinas que chegaram até nós.

A mais longa das epístolas não‐paulinas, Carta aos Hebreus (cujo autor nos é desconhecido), aparece logo em seguida, depois da qual vêm as epístolas Católicas ou Gerais, escritas por Tiago, Pedro, Judas e João. E por último, fechando o Canon, temos o livro que lança os olhos para o futuro retorno de Cristo, o Apocalipse, livro esse que leva o Novo Testamento a um mui apropriado clímax de consumação.

“O Novo testamento é o livro mais importante já escrito em toda a história. Seu tema principal é o Senhor Jesus Cristo. Seu principal objetivo é a Salvação do ser humano. Seu projeto principal é o reinado final do Senhor Jesus num império sem limites e eterno.”

A Teologia do Novo Testamento – Os Quatro Evangelhos

Vamos focar agora a nossa atenção aos quatro evangelhos, que são uma coleção de registros muito importantes quando os examinamos de maneira coletiva. Para começar, nos deparamos com a seguinte pergunta: Por que existem quatro evangelhos, especialmente quando os três primeiros parecem abranger praticamente o mesmo assunto? Um só já não seria o bastante?

Como estamos falando de textos divinamente inspirados, a resposta final, claro, é que há quatro Evangelhos porque Deus assim o quis: mas podemos ainda acrescentar que existem razões claras para Deus Ter feito dessa maneira.

Existem quatro evangelhos em lugar de um, para assim, nos apresentar um retrato de Cristo. Os quatro Evangelhos têm cada um uma individualidade que não pode ser anulada pelo outro. A unidade do tema, somada à sua diversidade é que os torna tão interessantes à mente e tão satisfatório ao coração.

Também é possível explicar a necessidade dos quatro evangelhos facilmente pelo fato de ter havido, nos tempos apostólicos, quatro classes representativas do povo, que são: Judeus, Romanos, Gregos e a Igreja. Cada um dos evangelistas escreveu para uma dessas classes, adaptando‐se às suas necessidades e ideais. Veja a ilustração abaixo:

Teologia do Novo testamento - Sinóticos

Mateus Sabendo que os seus pátrios (Judeus) esperavam pela vinda do Messias, prometido no Antigo Testamento, apresenta Jesus como o Messias o filho de Deus.

O leão era o símbolo da tribo de Judá, a tribo real. Em Mateus nosso Senhor é “O Leão da Tribo de Judá ” João 3: 17 e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Em Mateus, o evangelho do Rei, vê‐se nos primeiros capítulos o Rei dos Judeus e por Fim o Rei soberano nos céus e na terra. Marcos, por sua vez escreveu aos Romanos, um povo cujo ideal era o poder e o serviço, assim temos:



Marcos descreveu Cristo o Servo fiel.

O boi é o simbolo do trabalho servil. Ele representava entre os antigos do oriente, o trabalho paciente e produtivo. O Cerne do livro se encontra num Cristo ativo, um Servo forte, porém humilde. Em Marcos, o evangelho do grande Servo de Deus, enfatizam‐se os atos de Cristo, não as Suas palavras, Marcos conta a lida incansável do Servo do Senhor.

Lucas escreveu para um povo culto, os Gregos, cujo objetivo era atingir a perfeição e assim chegar a serem deuses, então Lucas apresenta Cristo como o Filho do homem, perfeito em tudo e que chegou a ser Deus.

O homem é símbolo de inteligência, razão, emoção, vontade, conhecimento, amor.
Lucas 5: 24 “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta‐te, toma o teu leito e vai para tua casa.”. Em Lucas, o evangelho do Filho do homem, mostra‐se o coração de Jesus em uma série de manifestações de Sua compaixão, ternura e amor.

João quando escreve tem em mente a Igreja, pois já fazia muitos anos que Cristo tinha sido crucificado e as verdades do Evangelho estavam sendo esquecidas, por isso João, vendo as necessidades dos cristãos de todas as nações apresenta as verdades mais profundas do Evangelho.

João 4: 42 “e diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.”
Em João, o evangelho do Filho de Deus, podemos verificar como Jesus assemelha‐se à natureza da águia que voa e nos leva às alturas da Sua divindade eterna. É o livro que nos revela o mistério de Ele ser com o Pai.

Paralelo Interessante entre a Teologia do Novo Testamento e o Livro de Ezequiel

Paralelo Ezequiel e Novo Testamento

Ezequiel 1: 10 “E a forma dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;”

O Leão simboliza a força e a soberania suprema, o homem representa a mais alta inteligência, o boi o serviço, a águia o celestial, o divino. Os quatro aspectos são necessários para transmitir toda a verdade. Como soberano Ele vem para reinar e governar. Como servo vem para servir e sofrer. Como Filho do Homem vem para participar e consolar. Como Filho de Deus vem para revelar e remir.

Cresça na Graça e no Conhecimento de Deus!

Maravilhosa fusão ‐ soberania e humanidade; humildade e divindade.

Os Evangelhos Sinóticos e o Evangelho de João

Antes de prosseguir com nosso estudo sobre a Teologia do Novo Testamento, preciso explicar o significado da palavra Sinótico: Sinótico: um resumo, que tem forma de sinopse.

Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas cobrem praticamente o mesmo terreno, apresentando apenas narrações dos fatos enquanto o registro de João, além de ter sido escrito bem mais tarde do que os demais, trata em sua maior parte de assuntos não mencionado nos três primeiros evangelhos. O evangelho de João é obra de um teólogo, que apresenta Jesus como o Cristo, o Filho de Deus.

A Teologia do Novo Testamento – As Principais Doutrinas

Gostaria antes de mais nada, informar ao leitor, que apresento aqui as Doutrinas fundamentais do Novo Testamento, que formam a base da Teologia do Novo Testamento, através de um pequeno e simples esboço, caso queira aprofundar mais no assunto, recomendo que você faça um de nossos Cursos de Teologia, então vamos lá.

  • Doutrina de Deus  – Teontologia – João 7 16 ‐ 17

“Respondeu‐lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo.”
A Existência de Deus
A Natureza de Deus
Os Atributos de Deus

  • Doutrina de Cristo  – Cristologia – Mateus 1: 18

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo.”
Natureza de Cristo
Os Ofícios de Cristo
A Obra de Cristo

  • Doutrina do Espírito Santo – Pneumatologia – Romanos 8: 11

“E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”
A Natureza do Espírito Santo
O Espírito Santo no Antigo Testamento
O Espírito Santo em Cristo
O Espírito Santo no Cristão
Os Dons do Espírito

  • Doutrina dos Anjos – Angelologia – Hebreus 1: 13 ‐ 14

“Mas a qual dos anjos disse jamais: Assenta‐te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?”
Sua Natureza
Sua Classificação
Seu caráter
Sua Obra
Reino das trevas

  • Doutrina do Homem – Antropologia – Mateus 19: 4

“Respondeu‐lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher?”
A Origem do Homem
A Natureza do Homem
A Imagem de Deus no Homem

  • Doutrina da Salvação – Soteriologia – Romanos 3: 24

“sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”
A Natureza da Salvação
Justificação
Regeneração
Santificação

  • Doutrina da Igreja – Eclesiologia – Atos 11: 22

“Chegou a notícia destas coisas aos ouvidos da igreja em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia;”
A Natureza da Igreja
A Fundação da Igreja
As Ordenanças da Igreja
A Organização da Igreja

  • Doutrina das Últimas Coisas  – Escatologia- Mateus 24: 3

“E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram‐se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara‐nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo.
Sinais da Vinda de Jesus
Arrebatamento da Igreja
Tribunal de Cristo
Bodas do Cordeiro
Grande tribulação Milênio
Juízo do Trono Branco

Bom, por hora ficarei por aqui, em breve postarei a continuação deste estudo sobre a Teologia do Novo Testamento



Soli Deo Glória

Termos pesquisados neste artigo: Teologia do Novo Testamento, Estudo do Novo Testamento, Bibliologia, a teologia do Novo Testamento