É importante Estudar Teologia?

Introdução: Um confronto teológico

Paz e Graça, este artigo foi extraído e adaptado do Livro “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia” de Myer Pearlman, e é parte integrante dos bônus oferecidos no nosso Clube da Teologia.

A teologia, sobre a qual versa este texto, no sentido etimológico, é: “o assunto acerca de Deus”, assunto o mais elevado de que é capaz de se ocupar a mente humana. Vários métodos de teologia têm sido propostos, como sejam: especulativo, deístico, racionalista, dogmático e místico. Esses têm conduzido os homens a conclusões contrárias às Escrituras, conclusões que violam ao mesmo tempo a nossa natureza moral.

O método teológico, que ao mesmo tempo honra as Escrituras e também satisfaz à alma do homem é o método indutivo, tal qual o Pearlman, o emprega.

A Bíblia é para o teólogo o que a natureza é para o homem de ciência.

É sua fonte de fatos concretos. O teólogo reverente adota, para averiguar o que a Bíblia ensina, o mesmo método que o filósofo adota para averiguar o que a natureza ensina.

Nesse processo, que requer grande diligência, precaução e exaustivo trabalho, derivam-se os princípios dos fatos, e não os fatos dos princípios. Os grandes fatos da Bíblia devem ser aceitos tais quais são, e deles edificar-se o sistema teológico, a fim de abraçá-lo na sua integridade.

É motivo de grande satisfação atentarmos para o fato de que as Escrituras contêm todos os fatos da teologia, admitindo verdades intuitivas, tanto intelectuais como morais, por causa da nossa constituição como seres racionais e morais. Ao mesmo tempo admitem as Escrituras o poder controlador sobre as crenças exercido pelo ensino intimo do Espírito Santo, ou seja a experiência religiosa. Esta verdade ao bem se ilustra na palavra do apóstolo Paulo que disse: “A minha palavra, e a minha pregação não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” (1 Cor. 2:4). Esse ensino ou “demonstração” íntima do Espírito Santo limita-se às verdades objetivamente reveladas nas Escrituras, não como revelação de novas verdades, mas como iluminação da mente que a torna apta para perceber a verdade, a excelência e a glória das coisas anteriormente reveladas.



Assim disse o apóstolo Paulo em continuação da passagem: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está ? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Cor. 2:10-16).

Essa posição doutrinária e bíblica, simples e espiritual, é a posição tomada pelo autor, o irmão Myer Pearlman, posição do apóstolo Paulo.

Nessa posição a Bíblia contém todos os fatos e todas as verdades reveladas pelo Espírito de Deus ao homem.

I. A natureza da doutrina Cristã

A doutrina cristã (a palavra “doutrina” significa “ensino” ou “instrução”) pode definir-se assim: as verdades fundamentais da Bíblia dispostas em forma sistemática. Este estudo chama-se comumente: “teologia”, ou seja, “um tratado ou um discurso racional acerca de Deus”. (Os dois termos serão usados alternadamente neste post.) A teologia ou a doutrina assim se descreve: a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das suas relações para com o homem. Trata de tudo quanto se relaciona com Deus e com os propósitos divinos.

Por que descrevemos a teologia ou a doutrina como sendo uma “ciência”?

A ciência é a disposição sistemática e lógica de fatos comprovados. A teologia é chamada ciência porque consiste em fatos relacionados com Deus e com as coisas de ordem divina, apresentadas de uma maneira lógica e ordenada.

Qual é a conexão entre a teologia e a religião? Religião vem da palavra latina “Religare” que significa “Religar”; religião representa as atividades que “ligam” o homem a Deus numa determinada relação. A teologia é o conhecimento acerca de Deus. Assim a religião é a prática, enquanto a teologia é o conhecimento. A religião e a teologia devem coexistir na verdadeira experiência cristã; porém, na prática, às vezes, se acham distanciadas, de tal maneira que é possível ser teólogo sem ser verdadeiramente religioso, e por outro lado a pessoa pode ser verdadeiramente religiosa sem possuir um conhecimento sistemático doutrinário.

“Se conheces estas coisas, feliz serás se as observas”, é a mensagem de Deus ao teólogo. “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tim. 2:15), é a mensagem de Deus ao homem espiritual.

Qual é a diferença entre doutrina e dogma? Doutrina é a revelação da verdade como se encontra nas Escrituras; dogma é a declaração do homem acerca da verdade quando apresentada em um credo.

Esperamos confiadamente que a teologia ou doutrina encontre o lugar que merece no pensamento e na educação religiosa. Para um ser imortal, a verdade acerca de Deus, do destino humano e do caminho para a vida eterna, nunca pode ser de pouca importância.

Todos os homens que raciocinam devem tomar em consideração essas coisas. São perguntas tão antigas quanto a própria raça humana e só podem ser esquecidas quando a raça houver submergido na idiotice ou houver perdido a imagem de Deus.

“Assim como o homem pensa no seu oração, assim ele é. Toda a existência do homem gira em torno do que pensa, especialmente do que pensa acerca de Deus”

II. O valor da doutrina Cristã

1. O conhecimento (doutrinário) supre a necessidade de haver uma declaração autoritária e sistemática sobre a verdade.

Há uma tendência em certos meios de não somente procurar diminuir o valor de ensinos doutrinários como também de dispensá-los completamente como sendo desnecessários e inúteis. Porém, enquanto os homens cogitam sobre os problemas da sua existência, sentirão a necessidade de uma opinião final e sistemática sobre esses problemas. A doutrina sempre será necessária enquanto os homens perguntarem: “De onde vim? quem sou eu? e para onde vou?”

Muitas vezes se ouve esta expressão: “não importa o que a pessoa crê uma vez que faça o bem.” Essa opinião dispensa a doutrina por julgá-la de nenhuma importância em relação à vida.

Mas todas as pessoas têm uma teologia, queiram ou não reconhecê-lo; os atos do homem são fruto de sua crença. Por exemplo, quão grande diferença haveria no comportamento da tripulação um navio que estivesse ciente de que viajava em direção a um destino determinado, e o comportamento da tripulação dum navio que navegasse à mercê das ondas e sem rumo certo.

A vida humana é uma viagem do “tempo” para a eternidade, e é de grande importância a pessoa saber que essa viagem não tem significado ou rumo certo, ou que é uma viagem planejada pelo seu Criador e dirigida por ele para um destino celestial.

 2. O conhecimento doutrinário é essencial para o pleno desenvolvimento do caráter cristão.

As crenças firmes produzem caráter firme; crenças bem definidas produzem também convicções bem definidas. Naturalmente, a crença doutrinária da pessoa não é sua religião, assim como a espinha dorsal do seu organismo não é a sua personalidade. Mas assim como uma boa espinha dorsal é parte essencial do corpo, assim um sistema definido de crença é uma parte essencial da religião.




Alguém disse: “O homem não precisa expor a sua espinha dorsal, no entanto deve possuí-la para estar bem aprumado. Da mesma forma, o cristão precisa de uma definição doutrinária para não ser um cristão volúvel e até corcundo!” Certo pregador francês unitáriano fez a seguinte declaração: “A pureza de coração e de vida importa mais do que a opinião correta.” A essa declaração outro pregador francês respondeu: “A cura também é mais importante que o remédio; mas sem o remédio não haveria cura!” Sem dúvida é mais importante viver a vida cristã do que apenas conhecer as doutrinas cristãs; porém não pode haver experiência cristã enquanto não houver conhecimentos das doutrinas cristãs.

3. O conhecimento doutrinário é um baluarte contra o erro. (Mat.22:29; Gál. 1:6-9; 2 Tim. 4:2-4.)

Diz-se com razão, que as estrelas surgiram antes da astronomia, e que as flores existiram antes da botânica, e que a vida existia antes da biologia, e que Deus existia antes da teologia.

Isto é verdade. Mas os homens em sua ignorância conceberam idéias supersticiosas acerca das estrelas, e o resultado foi a pseudociência da astrologia. Os homens conceberam falsas idéias acerca das plantas, atribuindo-lhes virtudes que não possuíam, e o resultado foi a feitiçaria. O homem na sua cegueira formou conceitos errôneos acerca de Deus e o resultado foi o paganismo com suas superstições e corrupção.

Porém surgiu a astronomia com seus princípios verdadeiros acerca dos corpos celestes e dessa maneira expôs os erros da astrologia. Surgiu a botânica com a verdade sobre a vida vegetal e dessa maneira foram banidos os erros da feitiçaria. Da mesma maneira, as doutrinas bíblicas expurgam as falsas idéias acerca de Deus e de seus caminhos.

“Que ninguém creia que erro doutrinário seja um mal de pouca importância”, declarou D. C. Hodge, teólogo de renome. “Nenhum caminho para a perdição jamais se encheu de tanta gente como o da falsa doutrina. O erro é uma capa da consciência, e uma venda para os olhos.”

4. O conhecimento doutrinário é uma parte necessária do equipamento de quem ensina a Palavra de Deus.

Quando uma remessa de mercadorias chega a uma casa comercial, essas mercadorias são desempacotadas, devidamente registradas, e colocadas em seus devidos lugares nas prateleiras para serem vendidas. Essa ilustração mostra que deve haver certa ordem. Da mesma maneira, um dos propósitos do estudo sistemático é pôr as doutrinas em ordem. A Bíblia obedece a um tema central. Mas existem muitas verdades relacionadas com o tema principal que se encontram nos diversos livros da Bíblia. Assim sucede que, para adquirir um conhecimento satisfatório das doutrinas, e para poder entregá-lo a outrem, devem-se combinar as referências relacionadas ao assunto e organizá-las em tópicos e subtópicos.

III. A classificação da doutrina

A teologia inclui muitos departamentos:

  1. A teologia exegética (exegética vem da palavra grega que significa “sacar”ou “extrair” a verdade) procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras. Um conhecimento das línguas originais nas quais foram escritas as Escrituras pertence a este departamento da teologia.
  2. A teologia histórica traça a história do desenvolvimento da interpretação doutrinária, e envolve o estudo da história da igreja.
  3. A teologia dogmática é o estudo das verdades fundamentais da fé como se nos apresentam nos credos da igreja.
  4. A teologia bíblica traça o progresso da verdade através dos diversos livros da Bíblia, e descreve a maneira de cada escritor apresentar as doutrinas importantes.

Por exemplo: segundo este método ao estudar a doutrina da expiação estudar-se-ia a maneira como determinado assunto foi tratado nas diversas seções da Bíblia — no livro de Atos, nas Epístolas, e no Apocalipse. Ou verificar-se-ia o que Cristo, Paulo, Pedro ou João disseram acerca do assunto. Ou descobrir-se-ia o que cada livro ou seção das Escrituras ensinou concernente às doutrinas de Deus, de Cristo, da expiação, da salvação e de outras.

  1. A teologia sistemática. Neste ramo de estudo os ensinos bíblicos concernentes a Deus e ao homem são agrupados em tópicos, de acordo com um sistema definido; por exemplo, as Escrituras relacionadas à natureza e à obra de Cristo são classificadas sob o título: “Doutrina de Cristo”.

A matéria contida no presente livro é uma combinação de teologia bíblica e sistemática. É bíblica no sentido de que as verdades são extraídas das Escrituras e o estudo acompanha as perguntas: “Que dizem as Escrituras (exposição) e que significam as Escrituras (interpretação)”? É sistemática no sentido de que a matéria está agrupada segundo uma ordem definida.

IV. Um sistema de doutrina

Qual é a ordem a que vai obedecer o agrupamento desses tópicos? Não se pode fazer uma regra rígida. Há muitos modos de fazer esses agrupamentos, cada qual possuindo o seu valor peculiar.

Procuraremos seguir a ordem baseada sobre as relações de Deus com o homem, nas quais Deus visa a redenção da humanidade.

  1. A doutrina das Escrituras. De que fonte extrairemos a verdade inerente acerca de Deus? A natureza, na verdade, revela a existência, o poder e sabedoria de Deus. Mas não expõe o caminho do perdão, e nenhum meio provê de escapar ao pecado e suas conseqüências.Ela não supre incentivo algum para a santidade e nenhuma revelação fornece acerca do futuro. Deixando de lado o primeiro livro de Deus — a natureza — vamos ao outro livro de Deus — a Bíblia — na qual encontramos a revelação perfeita de Deus concernente a esses assuntos.

Qual a razão de se aceitarem as opiniões bíblicas como sendo a pura verdade? A resposta a tal pergunta leva-nos ao estudo da natureza das Escrituras, a sua inspiração, precisão e confiança.

  1. A doutrina de Deus. Procuramos verificar o que as Escrituras ensinam acerca do maior de todos os fatos — o fato de Deus, sua natureza e existência.
  2. A doutrina dos anjos. Do Criador naturalmente passamos ao estudo de suas criaturas, e, portanto, vamos considerar as mais elevadas de suas criaturas: os anjos. Este tópico também inclui os anjos maus, Satanás e os demônios.
  3. A doutrina do homem. não nos demoraremos muito tempo no tema dos espíritos maus e bons, mas passaremos a considerar a opinião bíblica acerca do homem, porque todas as verdades bíblicas se agrupam ao redor de dois pontos focais — Deus e o homem. Em segundo lugar em importância, apos o estudo de Deus, está o estudo acerca do homem.
  4. A doutrina do pecado. O fato mais trágico em conexão com o homem é o pecado e suas conseqüências. As Escrituras nos falam de sua origem, natureza, conseqüências e remédio.
  5. A doutrina de Cristo. Segue-se, depois do pecado do homem, o estudo da pessoa e da obra de Cristo, o Salvador do homem.
  6. A doutrina da expiação. Sob este título consideramos os fatos que esclarecem o significado da obra de Cristo a favor do homem.
  7. A doutrina da salvação. Como se aplica a expiação às necessidades do homem e como se faz real em sua experiência? Os fatos que nos dão essa resposta agrupam-se sob a doutrina da salvação.
  8. A doutrina do Espírito Santo. Como se faz real no homem a obra de Cristo? Isto é assunto tratado na doutrina da natureza e da obra do Espírito Santo.
  9. A doutrina da igreja. Os discípulos de Cristo obviamente necessitam de alguma organização para se realizarem os propósitos de adoração, instrução, comunhão e propagação do Evangelho. O Novo Testamento nos fala acerca da natureza e da obra dessa organização.
  10. A doutrina das últimas coisas. É natural dirigirmos o nosso olhar para o futuro e pensar: “Qual será o resultado final de todas as coisas — a vida, a história, o mundo?” — Tudo o que se relaciona com o futuro então se agrupa sob o título: “As últimas coisas”.

 

O Que é o Movimento Pentecostal

Falar sobre o Movimento Pentecostal, é algo um tanto quanto pertinente porque nós sabemos que grande parte da igreja hoje é de linha Pentecostal e a grande maioria, não tem o conhecimento acerca da origem do Movimento Pentecostal nos termos atuais, como conhecemos hoje. E por  isso eu venho trazer aqui a minha posição acerca do Movimento Pentecostal, na verdade quero falar de forma resumida, acerca da história do Movimento Pentecostal.

O Primeiro Registro que se tem notícia acerca do Movimento do qual tornou comum chamar de Pentecostal, encontra-se no livro de Atos dos Apóstolos no Capítulo de número 2, onde o autor nos informa acerca da descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes e por isso o termo Pentecostal acabou sendo utilizado posteriormente pelo fato de ter acontecido a manifestação do Espírito Santo no dia de Pentecostes que é uma festa judaica.



Gostaria de chamar atenção aqui para esse texto onde “todos foram Cheios do Espírito Santo e começaram então a falar em outras línguas conforme o espírito santo eles conseguiram falar” Vemos então que o primeiro Registro “sobrenatural” de Deus acerca de Pentecostes como nós chamamos encontra-se baseado no livro de Atos dos Apóstolos,  ademais, preciso dizer que algumas pessoas interpretam o texto de maneira equivocada quando afirmam que houve o movimento de línguas estranhas aqui no Capítulo 2 de Atos e se atentarmos mais detalhadamente ao texto, perceberemos não foi isso que aconteceu, o texto nos informa que cada um falava conforme a língua a sua língua materna e se você continuar lendo o texto você notará que o texto se trata de uma língua que não era estranha,  mas de uma língua natural de outros povos de outras línguas como texto diz no Versículo de número 6: “o ouvirem aquele estrondo, ajuntou-se um grande número de pessoas; e ficaram maravilhados, pois cada um ouvia falar em sua própria língua”, e o texto aqui se verificarmos o original o Versículo 4 onde informa que todos foram cheios  do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas conforme o espírito santo lhes concedia é: καὶ ἐπλήσθησαν ἅπαντες πνεύματος ἁγίου καὶ ἤρξαντο λαλεῖν ἑτέραις γλώσσαις καθὼς τὸ πνεῦμα ἐδίδου αὐτοῖς ἀποφθέγγεσθαι (kai eplēsthēsan pantes Pneumatos Hagiou kai ērxanto lalein heterais glōssais kathōs to Pneuma edidou apophthengesthai autois)

O texto aqui significa  falar em uma língua diferente  da sua língua não é uma língua estranha, ou seja, cada um falou na sua língua materna a sua língua de origem e aí foi movimento foi o início da igreja, marcando então o dia de Pentecostes.

As Pessoas  falavam conforme o Espírito Santo lhes concedia falassem, línguas reconhecidas de todos e cada um falava na sua língua, um exemplo exemplo básico seria alguém começar a falar em inglês mesmo sem saber falar inglês ou começar a falare e a pessoa conseguir entender seu idioma materno.

 Então o que acontece no livro de Atos é o movimento conhecido como heteroglossa ou o falar em outra língua diferente daquela que eles falavam para que o evangelho na verdade fosse anunciada a todos aqueles que estavam ali.

A Manifestação Pentecostal ao longo da história da Igreja

Veja o Vídeo onde falo detalhadamente sobre a história do Movimento Pentecostal:



Qual a forma de governo perfeita?

Finalmente chegou o tempo! ” anunciava Ele. “O Reino de Deus está próximo! Mc 1:15a (Biblia Viva)

O nosso país passa por periodo conturbado (politicamente falando), e mediante tudo isso vejo pessoas conjecturando, debatendo sobre qual seria a melhor forma de governo.
Que tipo de governo poderia dar certo?
Alguns defendem o comunismo, outros o sistema capitalista, outros a intervenção militar, porém nunca conseguem chegar a um denominador comum. Vamos entender:

Qual a forma de governo perfeita?

O Capitalismo: Tendo sua origem em meados do Séc. XVII, o capitalismo ganha força na Europa e posteriormente em todo o mundo.
O desenvolvimento das sociedades capitalistas foi marcado por uma universalização das relações sociais baseadas no dinheiro, onde uma classe de trabalhadores assalariados consistentemente abrangente e uma classe que domina o controle da riqueza e do poder político desenvolveu-se na Europa Ocidental em um processo que levou à Revolução Industrial. O grande cerne do Capitalismo é a Meritocracia, a lei da sobrevivência (que por vezes é injusta).

O Comunismo Socialista: Segundo a Wikipédia, o Comunismo é uma ideologia política e socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum dos meios de produção.


Um dos seus principais mentores filosóficos, Karl Marx, postulou que o comunismo seria a fase final do desenvolvimento da sociedade humana e que isso seria alcançado através de uma revolução proletária, isto é, uma revolução encabeçada pelos trabalhadores das cidades e do campo.
Agora é preciso dizer que em todos os países em que tentaram implantar o regime comunista, houve problemas, não funcionou.

Então qual seria a saida?

βασιλεία τοῦ θεοῦ basileia tou theou (O Reino de Deus)

“Finalmente chegou o tempo! ” anunciava Ele. “O Reino de Deus está próximo! Afastem-se dos seus pecados e ajustem sua vida e esta gloriosa mensagem! ” Mc 1:15 (Biblia Viva)

“No final, os governantes são parte da sociedade, seres humanos como qualquer um.” Disse o auditor-chefe da Nicarágua ao tentar explicar por que é impossível acabar com a corrupção no governo.

Com bases na fala do auditor, penso que, se a sociedade humana é corrupta, não concorda que qualquer governo humano também será corrupto? Independente de ser comunismo, anarquismo, capitalismo ou o que quer que seja?

O que quero dizer é que um governo livre de corrupção não pode ter origem humana. A Bíblia fala de um governo justo e eterno, tão primordial ao ser humano que é uma das coisas que o próprio Jesus ensinou seus discipulos a buscar em primeiro lugar” O Reino de Deus

Essa será a forma de governo perfeita, onde haverá justiça, todos viverão de forma igualitária sem preocupações com o que comer, beber ou vestir, etc…

E esse Reino não é conquistado pelo voto, e também não é algo para o futuro, Jesus disse:
“O Reino de Deus está no meio de vós”.
Ele nos convida a fazer parte deste Reino agora.
A mudança começa comigo e com você, juntos podemos fazer parte deste reino e manifestar ao mundo os desígnios de Deus.



O Reino de Deus começa aqui e agora, ele começa dentro de você. Pense nisso.
Talvez não podemos transformar o mundo, mas podemos mudar o mundo à nossa volta.

Nós somos os agentes desse Reino inaugurado por Jesus. E essa é a boa noticia do Evangelho. O Reino de Deus já foi inaugurado e você é convidado a fazer parte.
Venha, é de graça, venha, é para todos….

Altemar Oliveira.
Aprendedo a Ser Discipulo e a caminhar com o Mestre

O texto de Cantares 1:5 é racista?

Ct 1:5 “Eu sou morena, mas sou bonita; ouviram, moças de Jerusalém? A minha pele queimada é da cor das cabanas escuras de Quedar. O Rei Salomão: Mas sua pele é macia como as cortinas de seda do rei Salomão! A Moça:”Ct 1:5 – Biblia Viva.

A tradução no verso “eu sou MORENA, porém bela” em Cantares 1.5 está correta?

Afinal, por que “morena” aparece nas traduções sucedida pela conjunção adversativa “mas”, “porém”? Ser “morena” é demérito ou o problema é na tradução?

Algumas traduções:

NVI: Estou escura, mas sou bela…
NAA: Eu sou morena e bonita…
A21: Estou morena, mas sou bela…

Então o texto de Cantares 1:5 é racista?

As questões em Cantares são bem mais sérias do que essa, nessa “tradução” onde está morena, é negra mesmo.

ipsis literis, o termo usado em hebraico ( שְׁחוֹרָ֤ה / šə·ḥō·w·rāh) é negra, dizendo de si mesma. Esse “problema” de negar a Sulamita como negra, é recorrente das traduções de língua portuguesa. A motivação parece óbvia.

Para a época das traduções para o português, a escravidão, uma sociedade escravocrata, como a portuguesa colonial, a mentalidade faz essa censura, evitando o constrangimento dessa relação, entre um dos personagens mais célebres, e uma mulher negra.
O problema maior é a tradição tradutória se manter ao longo do tempo, preferindo termos como “escura”, “morena”, para evitar o constrangimento.

Também na septuaginta, o termo usado (μέλαινα / melaina) não dá margem ao “morena”, também é negra.
ainda há a questão que, o texto original não suporta o “mas”, dessa tradução usada, mas sim o “e”.

calvinismo X arminianismo

Calvinismo vs Arminianismo

Artigo Editado em 17/07/2018

Calvinismo vs Arminianismo – Paz e Graça. Hoje o assunto é um tanto quanto polêmico quero abordar aqui o tanto quanto possível acerca destas duas escolas de pensamento teológico, de um lado João Calvino e a doutrina da predestinação, do outro, Jacó Armínio, defendendo o livre arbítrio.

Afinal, qual dos dois está correto? Calvinismo  ou Arminianismo? Leia atentamente este artigo e tome uma posição (caso não tenha), ou confirme ainda mais o seu lado.

Mas Antes de você continuar lendo este estudo, gostaria de fazer uma pequena pergunta: Você gostaria de estudar a Bíblia comigo no conforto do seu lar, em vídeo-aulas? Clique aqui e veja como você pode aprender a palavra de Deus agora.

O Calvinismo vs Arminianismo

O Calvinismo e o Arminianismo são duas escolas teológicas que buscam explicar a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana no que diz respeito à salvação. O Calvinismo recebeu este termo por  ter sido criado e defendido  John Calvin (João Calvino), influente teólogo francês que viveu de 1509 a 1564, autor de diversas obras no campo da teologia reformada. Já o Arminianismo tem este nome por causa de Jacobus Arminius, um teólogo holandês que viveu entre os anos de 1560 e 1609.

Os dois sistemas podem ser resumidos com base em cinco pontos. O Calvinismo defende a depravação total do homem, enquanto que a teologia Arminiana sustenta a depravação parcial, ou seja, existe algo de bom no homem. A doutrina de calvino da depravação total afirma que o homem é totalmente corrompido pelo pecado, não havendo nada que possa ser justo e bom. Assim sendo, o ser humano é incapaz de se aproximar de Deus por volição própria. A depravação parcial por outro lado, afirma que todos os aspectos humanos foram contaminados pelo pecado, mas não ao ponto de nos tornar incapazes de colocarmos a fé em Deus por vontade própria.


Vale aqui deixar uma pequena nota: O Arminianismo clássico rejeita a “depravação parcial” e mantém uma visão muito parecida com a “depravação total” calvinista (embora a extensão e o significado dessa depravação sejam debatidos nos círculos arminianos). Em linhas gerais, os arminianos acreditam que exista um estado “intermediário” entre a depravação total e a salvação humana. Este estado, se torna possível através da graça preveniente, onde pecador está sendo atraído para Cristo, recebe a habilidade dada por Deus de escolher a ou rejeitar a salvação.

O Calvinismo

Como dito no inicio deste artigo, o termo Calvinismo é dado ao sistema teológico Reformado, exposto e defendido por João Calvino e seu sistema de interpretação bíblico-teológica pode ser resumido em cinco pontos (QUE NÃO FORAM ESCRITOS POR CALVINO), conhecidos como “os 5 pontos do Calvinismo” (T-U-L-I-P em inglês):

Os 5 Pontos do Calvinismo – (T-U-L-I-P)

1. Autoria

joao calvino
João Calvino

Ao contrário do que muitos estudiosos pensam,  “Os Cinco Pontos do Calvinismo” não foram escritos por João Calvino. Talvez alguns até poderão ficar impressionadas com tal afirmativa. Não obstante, a grande pergunta que pode ser feita é a seguinte:
Se não foi Calvino, quem escreveu a T-U-L-I-P, então quem foi? “Estes cinco pontos foram formulados pelo Sínodo de Dort, Sínodo este, que fora convocado pelos estados Gerais Holandese e composto por um grupo de 84 Teólogos e também 18 representantes seculares, dos quais dentre entre estes estavam 27 delegados da Alemães, Suíços, Ingleses e de outros países europeus reunidos em 154 Sessões, iniciadas no dia 13 de novembro de 1618 e tendo sido finalizado em maio de 1619” .  – Tradução livre e adaptada do livro The Five Points of Calvinism, -The Five Points of Calvinism, p. 1, ob.cit.

Portanto, peca por falta de conhecimento aquele que afirma ser João Calvino o autor dos cinco pontos, uma vez que na verdade, a afirmação correta seria que estes “pontos” foram tão somente fundamentados nas doutrinas ensinadas por ele. Aliás, este sistema doutrinário, se assim podemos chamá-lo, foi elaborado somente 54 anos após a morte do grande reformador (1509-1564).

Os Cinco Pontos do Calvinismo foram formulados em resposta a um “documento que ficou conhecido na história como ‘Remonstrance’ ou o mesmo que ‘Protesto’”. [2]- The Five Points of Calvinism, p. 1, ob.cit.

Este documento foi apresentado ao Estado da Holanda pelos “discípulos do professor de um seminário holandês chamado Jacob Hermann, cujo sobrenome latino era Arminius (1560-1600). Mesmo estando inserido na tradição reformada, Arminius tinha sérias dúvidas quanto à graça soberana de Deus, visto que era simpático aos ensinos de Pelágio e Erasmo, no que se refere à livre vontade do homem”.[3] – Duane E. Spencer, TULIP, Os Cinco Pontos do Calvinismo à Luz das Escrituras, p. 111-112, Parakletos, 2ª Edição – São Paulo – 2000.

O documento formulado pelos discípulos de Arminio tinha como objetivo mudar os símbolos oficiais de doutrinas das Igrejas da Holanda (Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg ), substituindo pelos ensinos do seu mestre. Desta forma, a única razão pela qual Os Cinco Pontos do Calvinismo foram elaborados era a de responder ao documento apresentado pelos discípulos de Armínio.

O Teor principal do documento formulado pelos alunos de Jacob Arminius, eram cinco principais pontos, conhecidos como “Os Cinco Pontos do Arminianismo”E como já foi dito logo acima, em resposta a este Cinco Pontos do Arminianismo, o Sínodo de Dort elaborou também o que hoje conhecemos como Os Cinco Pontos do Calvinismo ao invés de sete ou dezEstes pontos do calvinismo são conhecidos mundialmente pela palavra TULIP, um acróstico popular que na língua inglesa, tem seu significado como se segue abaixo:

A T-U-L-I-P

1 – Total Depravity (Depravação total) – Todos os homens nascem totalmente depravados, incapazes de se salvar ou de escolher o bem em questões espirituais;
2 – Unconditional Election (Eleição incondicional) – Deus escolheu dentre todos os seres humanos decaídos um grande número de pecadores por graça pura, sem levar em conta qualquer mérito, obra ou fé prevista neles;
3 – Limited Atonement (Expiação limitada) – Jesus Cristo morreu na cruz para pagar o preço do resgate somente dos eleitos;
4 – Irresistible Grace – (Graça Irresistível) – A Graça de Deus é irresistível para os eleitos, isto é, o Espírito Santo acaba convencendo e infundindo a fé salvadora neles;
5 – Perseverance of Saints (Perseverança dos Santos) – Todos os eleitos vão perseverar na fé até o fim e chegar ao céu. Nenhum perderá a salvação.

O Arminianismo

Jacó Arminio

Como dito anteriormente, o arminianismo é uma escola de pensamento soteriológica, baseada sobre ideias do teólogo holandes Jacobus Arminius e seus seguidores históricos, os remonstrantes. A aceitação doutrinária se estende por boa parte da cristandade desde os primeiros argumentos entre Atanásio e Orígenes, até a defesa de Agostinho de Hipona do “pecado original.”

O arminianismo holandês foi originalmente articulado na Remonstrância no ano de 1610, uma declaração teológica assinada por 45 ministros e apresentado ao estado holandês. O Sínodo de Dort foi chamado pelos estados gerais para mudar a Remonstrância. Os cinco pontos da Remonstrância afirmam que:

1 – Capacidade humana, Livre-arbítrio – Todos os homens embora sejam pecadores, ainda são livres para aceitar ou recusar a salvação que Deus oferece (por meio da Graça Preveniente);

2 – Eleição condicional – Deus elegeu os homens que ele previu que teriam fé em Cristo;

3 – Expiação ilimitada – Cristo morreu por todos os homens e não somente pelos eleitos;

4 – Graça resistível – Os homens podem resistir à Graça de Deus para não serem salvos;

5 – Decair da Graça (Armínio acreditava na doutrina da Perseverança dos Santos) – Homens salvos podem perder a salvação caso não perseverem na fé até o fim.

O sistema teológico Arminiano foi derrotado no Sínodo de Dort em 1619 na Holanda, por  ser considerado anti-bíblico, Em contrapartida, hoje o Arminianismo é o sistema teológico adotado pela  maior parte das igrejas evangélica.

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Arminianismo Wesleyano

john wesley
John Wesley 

Podemos afirmar sem sombra de dúvidas, que John Wesley  o advogado mais influente dos ensinos da soteriologia arminiana. Wesley concorda com a maior parte daquilo que o próprio Armínio defendeu, sempre mantendo doutrinas fortes, tais como as do pecado original, depravação total, eleição condicional, graça preveniente, expiação ilimitada e possibilidade de apostasia.

Wesley, porém, divergia-se do arminianismo clássico em três pontos importantes:

1 – Expiação – Para John Wesley, a expiação é um misto da teoria da substituição penal e da teoria governamental de Hugo Grócio, advogado e um dos Remonstrantes. Steven Harper nos informa que: “Wesley não colocou o elemento substitucional dentro de uma armação legal …Preferencialmente [sua doutrina busca] trazer para dentro do próprio relacionamento a ‘justiça’ entre o amor de Deus pelas pessoas e a aversão de Deus ao pecado …isso não é a satisfação de uma demanda legal por justiça; assim, muito disso é um ato de reconciliação imediato. “Harper, Steven “Wesleyan Arminianism” Four Views on Eternal Security (Grand Rapids: Zondervan, 2002) 227ff


A Possibilidade de apostasia – Wesley aceitou completamente a visão arminiana de que o cristão genuíno pode apostatar-se e perder sua salvação. Seu famoso sermão “A Call to Backsliders” demostra claramente isso. Harper resume da seguinte forma:

“o ato de cometer pecado não é ele mesmo fundamento para perda da salvação … a perda da salvação está muito mais relacionada a experiências que são profundas e prolongadas. Wesley via dois caminhos principais que resultam em uma definitiva queda da graça: pecado não confessado e a atitude de apostasia.”Harper 239-240

Todavia, Wesley discorda de Arminio, ao defender que tal apostasia não é final. Quando menciona aqueles que naufragaram em sua fé (1 Tim 1:19), Wesley argumenta que “não apenas um, ou cem, mas, estou convencido, muitos milhares … incontáveis são os exemplos … daqueles que tinham caído, mas que agora estão de pé”  – Wesley, John “A Call to Backsliders” The Works of John Wesley, ed. Thomas Jackson, 14 vols. (London: Wesley Methodist Book Room, 1872; repr, Grand Rapids: Baker, 1986) 3:211ff.

Perfeição cristã – Conforme vemos no  ensino de Wesley, cristãos podem alcançar um estado de perfeição prática. Isso significa uma falta de todo pecado voluntário, mediante a capacitação do Espírito Santo em sua vida. Perfeição cristã (ou santificação inteira), conforme Wesley, é “pureza de intenção; toda vida dedicada a Deus” e “a mente que estava em Cristo, nos capacita a andar como Cristo andou.” Isso é “amar a Deus de todo o seu coração, e os outros como você mesmo”. Wesley, John “A Plain Account of Christian Perfection”, Works; Wesley, John “The End of Christ’s Coming”, Works

Isso é ‘uma restauração não apenas para favor, mas também para a imagem de Deus,” nosso ser “encheu-se com a plenitude de Deus” – Wesley, John “The End of Christ’s Coming”, Works.

Wesley esclareceu ainda que a perfeição cristã não implica perfeição física ou em uma infalibilidade de julgamento. Para ele, significa que não devemos violar a longanimidade da vontade de Deus, por permanecer em transgressões involuntárias. A perfeição cristã coloca o sujeito sob a tentação, e por isso há a necessidade contínua de oração pelo perdão e santidade. Isso não é uma perfeição absoluta mas uma perfeição em amor. Além disso, Wesley nunca ensinou um salvação pela perfeição, mas preferiu dizer que “santidade perfeita é aceitável a Deus somente através de Jesus Cristo.”

Bom, a isto posto, espero que o artigo o ajude a confirmar ainda mais a sua Confissão de fé, ou ajudá-lo a decidir-se por qual linha teológica deverá seguir. Gostaria de enfatizar que tanto o arminianismo, quanto o calvinismo encontram amparo nas escrituras sagradas e não é o caso aqui defender uma em detrimento da outra, mas apenas trazer luz e conhecimento de ambos os lados.

Equilíbrio escriturístico.

As respectivas posições fundamentais, tanto do Calvinismo como do Arminianismo, são ensinadas nas Escrituras. O Calvinismo exalta a graça de Deus como a única fonte de salvação — e assim o faz a Bíblia; o Arminianismo acentua a livre vontade e responsabilidade do homem — e assim o faz a Bíblia. A solução prática consiste em evitar os extremos antibíblicos de um e de outro ponto de vista, e em evitar colocar uma idéia em aberto antagonismo com a outra. Quando duas doutrinas bíblicas são colocadas em posição antagônica, uma contra a outra, o resultado é uma reação que conduz ao erro. Por exemplo: a ênfase demasiada à soberania e à graça de Deus na salvação pode conduzir a uma vida descuidada, porque se a pessoa é ensinada a crer que conduta e atitude nada têm a ver com sua salvação, pode tornar-se negligente. Por outro lado, ênfase demasiada sobre a livre vontade e responsabilidade do homem, como reação contra o Calvinismo, pode trazer as pessoas sob o jugo do legalismo e despojá-las de toda a confiança de sua salvação. Os dois extremos que devem ser evitados são: a ilegalidade e o legalismo.

Quando Carlos Finney ministrava em uma comunidade onde a graça de Deus havia recebido excessiva ênfase, ele acentuava muito a responsabilidade do homem. Quando dirigia trabalhos em localidades onde a responsabilidade humana e as obras haviam sido fortemente defendidas, ele acentuava a graça de Deus. Quando deixamos os mistérios da predestinação e nos damos à obra prática de salvar as almas, não temos dificuldades com o assunto. João Wesley era arminiano e George Whitefield calvinista. Entretanto, ambos conduziram milhares de almas a Cristo.

Pregadores piedosos calvinistas, do tipo de Carlos Spurgeon e Carlos Finney, têm pregado a perseverança dos santos de tal modo a evitar a negligência. Eles tiveram muito cuidado de ensinar que o verdadeiro filho de Deus certamente perseveraria até ao fim, mas acentuaram que se não perseverassem, poriam em dúvida o fato do seu novo nascimento. Se a pessoa não procurasse andar na santidade, dizia Calvino, bem faria em duvidar de sua eleição.

É inevitável defrontarmo-nos com mistérios quando nos propomos tratar as poderosas verdades da presciência de Deus e a livre vontade do homem; mas se guardamos as exortações práticas das Escrituras, e nos dedicamos a cumprir os deveres específicos que se nos ordenam, não erraremos. “As coisas encobertas são para o Senhor Deus, porém as reveladas são para nós” (Deut. 29:29).

Para concluir, podemos sugerir que não é prudente insistir falando indevidamente dos perigos da vida cristã. Maior ênfase deve ser dada aos meios de segurança — o poder de Cristo como Salvador; a fidelidade do Espírito Santo que habita em nós, a certeza das divinas promessas, e a eficácia infalível da oração. O Novo Testamento ensina uma verdadeira “segurança eterna”, assegurando-nos que, a despeito da debilidade, das imperfeições, obstáculos ou dificuldades exteriores, o cristão pode estar seguro e ser vencedor em Cristo. Ele pode dizer com o apóstolo Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rom. 8:35-39).

Soli Deo Gloria

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Em Qual Idioma foi Escrito o A.T

Olá querido leitor, Paz e Graça, depois de um bom período sem escrever, estou de volta a ativa.

E Hoje quero falar um pouco sobre o um assunto que algumas pessoas me perguntam sempre: Em Qual Idioma foi Escrito o A.T? Vamos lá?

Em Qual Idioma foi Escrito o A.T

Com é sabido de todos, ou pelo menos de quase todos, o Antigo Testamento, em sua maior parte, foi escrito no idioma hebraico. Porém, alguns poucos trechos foram escritos em aramaico (Gênesis 31:47, Esdras 4:8 a 6:18, Jeremias 10:11; 7:12-26 e Daniel 2:4 a 7:28). Os idiomas hebraico e o aramaico são pertencentes a uma família de línguas, que desde o fim do século XVII, são conhecidas como “Línguas Semíticas”.  Este termo é derivado da passagem no livro de Gênesis 10:22, onde está registrado os nomes dos descendentes de Sem, filho de Noé.


Estes dois idiomas, junto com o fenício e o moabita, formam um grupo conhecido como semítico ocidental, o assírio e o babilônico, por sua vez, são conhecidos como idioma semítico oriental, enquanto que o árabe e o etíope fazem parte do grupo meridional. Todos estes idiomas são descendentes de um grupo lingüístico conhecido como “protosemítico”. Porém, a língua “protosemítica”, só pode ser reconstruída em forma hipotética uma vez que não temos nenhum registro escrito. O que existem destes idiomas,  são termos cognatos nas diversas línguas semíticas que denotam a origem comum dos idiomas. Tanto o hebraico, quanto o aramaico, e a maioria das línguas semíticas, são escritos da direita para a esquerda. A escrita hebraica é formada por 22 consoantes, e um detalhe curioso é que não existem letras maiúsculas.

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Uma outra característica interessante dos idiomas semíticos é a raiz tri-consonantal que tem uma ação como uma espécie de arcabouço para uma série de padrões vocálicos, onde a inserção do padrão vocálico lhe dá seus diversos sentidos. Na palavra kõhen, por exemplo, k – h – n seria o arcabouço consonantal, enquanto que o – e seria o padrão vocálico. A força do o – e é mais ou menos
equivalente ao particípio presente em português, pelo que  = “ministrando indivíduo que está”. O hebraico desde bem cedo começou a eliminar as terminações dos casos, ainda que restem algumas poucas. (O Novo Dicionário da Bíblia, Edições Vida Nova, pp 933 ).

As vogais e os sinais vocálicos também não fazem parte do alfabeto. O hebraico antigo era escrito sem vogais. A pronúncia correta das palavras era baseada na tradição oral. Bem cedo, durante o desenvolvimento da língua, certas consoantes começaram a funcionar como vogais. Assim, ) e o h foram usados para indicar o “a”, enquanto que o y foi usado para indicar as vogais “e” e “i” e o w foi usado para indicar o “o” e o “u”. Os antigos gramáticos hebreus usaram o termo matres lectiones para designar essas letras, (COMFORT, Philip Wesley.(editor) A origem da Bíblia. CPAD, pp. 294-295). As duas consoantes mais usadas são os indicadores vocálicos y e w. Isto só se modificou no Texto Massorético.

Os massoretas começaram a introduzir os sinais de vocalização, acentuação e notas marginais trazendo explicações e comentários textuais. A raiz das palavras é modificada por prefixos, sufixos e infixos. Daí vem o verbo, substantivo, adjetivo, infinitivo e particípio. A ordem normal das palavras na oração é verbo, em seguida o substantivo e o objeto direto ou indireto. O hebraico é uma língua essencialmente fenomenológica. Podemos dizer que concentra-se mais na observação do que na reflexão. A vivacidade, a concisão e a simplicidade são suas características principais. A língua hebraica é deficiente em adjetivos.

Veja estes exemplos: O salmo 12:2, que é traduzido em algumas versões como “coração fingido” diz literalmente “um coração e um coração”. Em Dt 25:13; diz “diversos pesos”, mas é literalmente “uma pedra e uma pedra”.O superlativo é expresso por diversas construções diferentes. Por exemplo, a ideia
de profundíssimo, literalmente, é “profundo, profundo”. Santíssimo é, “santo, santo, santo” como em Is 6:3. Compare com “reis dos reis” (KELLEY, Page H. Hebraico bíblico: uma gramática introdutória. Sinodal, pp. 72). 

Usam-se muitas orações simples, sem verbos, que consistem de um substantivo, que exerce a função de sujeito, e um adjetivo que exerce a função de predicativo. Estas orações sem verbos são conhecidas como orações nominais. No momento de traduzir a frase, o verbo deve ser subentendido. Por exemplo; 1 Rs 2:38, “a palavra (é) boa”. O hebraico é pobre em substantivos, faltam também advérbios e quase não existem palavras compostas. É amplo o uso de expressões antropomórficas. Termos concretos que representam conceitos abstratos. Por exemplo; a palavra hebraica lebex significa “corda, cordão” e é um
símbolo de cativeiro ou sujeição (1 Rs 20:31) é também usado figurativamente com respeito às armadilhas para os ímpios (Jó 18:10).


A influência do hebraico na formação da língua portuguesa é notável. Entre as muitas palavras portuguesas emprestadas do hebraico pode-se enumerar: sábado, saco, aleluia, jubileu, siclo. O uso do coração como centro das emoções e da vontade humana é um empréstimo da linguagem do antigo
testamento. As metáforas “face da terra”, “menina dos olhos”, entre outras, provém do hebraico bíblico.

 

Soli Deo Glória

Pr. Altemar Oliveira

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Introdução ao Evangelismo Pessoal

Paz e Graça, vamos falar um pouco neste breve artigo sobre um tema que é muito importante para a Igreja nos dias atuais: Evangelismo,

EVANGELIZAR É A MISSÃO SUPREMA QUE CRISTO CONFIOU À IGREJA

Vejamos aqui algumas definições da palavra Evangelização

A – Evangelização é a ação de evangelizar, que consiste em levar os perdidos a Jesus, para serem salvos por ELE.

  • É falar da Salvação que há em Cristo.
  • É publicar a Salvação.
  • É proclamar o louvor do Senhor.
  • É empenhar-se apaixonadamente na propagação do Evangelho.

Veja Lc 4.18; At 8.25, 40; Ef 2.17; I Pe 1.25.


DEFINIÇÃO DE EVANGELISMO PESSOAL

Evangelismo Pessoal é apresentar obra de Cristo aos perdidos individualmente; é levá-los a Cristo, o Salvador. ( Jo 1.41, 42; At 08.35,At 15.35. ) 
A Importância vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos seus discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião Ele ordenou à igreja a evangelização do mundo. (Mc 16.15).

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O ALVO DO EVANGELISMO PESSOAL

Evangelismo PessoalO alvo é tríplicesalvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes. Você já experimentou o gozo que há em ganhar uma alma para Jesus? É uma benção e uma experiência inesquecível … Há um gozo inexplicável em vermos alguém no caminho para o céu, ou já na glória, por nosso intermédio… Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra. (Lc 19.10; I Tm 1.15 ). Paulo, o grande homem de Deus no Novo Testamento tinha o mesmo alvo e visão ( I Co 9.20 ).

Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus está destinada exclusivamente aos pregadores, pastores e obreiros em geral. Costuma-se em comodamente ficarem sentados, ouvindo sermões culto após culto, enquanto os campos estão brancos para ceifa, como disse o Senhor da seara em João 4.35. O “Ide” de Jesus para IRMOS aos perdidos ( Mc 16.15 ), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos indistintamente, como bem revela o texto citado.

Portanto a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos indistintamente. Cada crente pode e deve ser um ganhador de almas. Nada pode o impedir de ganhar almas para Jesus, se propuseres isto agora em teu coração. O Evangelismo Pessoal, como já vimos acima, vai além do pecador perdido; ele alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, direção, ânimo, auxílio e vitória. Ele reaviva a fé e a esperança nas promessas das Santas Escrituras.

VANTAGENS DO EVANGELISMO PESSOAL

Aqui estão algumas:

  1. Adapte-se às condições espirituais de qualquer pessoa. O que o sermão não consegue fazer no auditório, na evangelização coletiva, o evangelismo pessoal faz. Na evangelização em massa, a pregação não satisfaz a todos porque cada pecador tem problemas espirituais diferentes. No Evangelismo Pessoal, a mensagem é direta, incisiva. Muitas vezes, a pregação apenas inicia a evangelização que será completada com o contato pessoal do ganhador de almas.
  2. Promove o crescimento da igreja. A Igreja nos dias primitivos cresceu tão depressa porque os crentes cheios do Espírito Santo evangelizavam sem parar ( At 5.42; 8.4). O resultado foi o maravilhoso crescimento, conforme registra o livro de Atos dos Apóstolos.  Hoje também, a igreja que tiver um número regular de ganhadores de almas, seu crescimento será notório. A semeadura da palavra de Deus promove o crescimento e edificação da igreja, cf. At 2.41,47; 4.4; 5.14; 9.31. A maior e melhor maneira de ajudar o pastor no crescimento do rebanho de Deus, é ganhar almas individualmente. Você tem feito assim? Está fazendo assim? Se hoje, na igreja, cada um ganhasse outro qual seria o resultado?
  3. Vence a todos os preconceitos. Há casos e ocasiões que somente o evangelismo pessoal alcança o pecador. Há pessoas que jamais assistiram reuniões evangelísticas em templos ou seja onde for, devido preconceitos, falsas concepções, ignorância, ordens recebidas, imposições religiosas, falsas informações, falsas idéias, etc. E aí o Evangelismo Pessoal presta seu serviço de modo ímpar. Há inúmeras grandes por toda parte que começarem através do Evangelismo Pessoal. A origem foi uma alma ganha, cultos em sua casa e em seguida uma congregação formada. O pioneirismo missionário na América Latina e o estabelecimento da obra das Sociedades Bíblicas também foi assim – através do evangelismo pessoal.

No Evangelismo Pessoal, a doutrina principal é a salvação da alma. É preciso que o crente conheça bem os textos para apresentá-los à medida que a necessidade for exigindo. Não é um texto qualquer que vamos citar, mas aquele apropriado para o momento, pois a Bíblia tem uma mensagem adequada para cada caso, cada coração, cada circunstância. Não é abrir a Bíblia em qualquer lugar e dizer “vou ler esta passagem que o Senhor me deu” quando, geralmente o Senhor não deu coisa nenhuma…

O que é preciso é conhecer a Bíblia e depender do Espírito Santo. Assim sendo, Deus abre a porta, guia e dá mensagem adequada e ungida pelo seu Espírito. É oportuno lembrar aqui que o Espírito Santo e a Palavra de Deus jamais se contradizem. Quem se julga espiritual deve conhecer e amar a Bíblia, e quem seguir a Bíblia deve andar segundo o Espírito.

A razão porque muitos crentes chamado espirituais são cheios de meninices, escandalosos e extremistas é porque não estudam a Palavra, conduz ao fanatismo; conhecer a Palavra e não ter o Espírito, conduz ao fanatismo. Se você deseja que o Espírito Santo lhe use, inclusive na obra de ganhar almas, procure Ter o instrumento que Ela emprega – a Palavra de Deus ( Ef 6.17 ).

O maior incentivo à santidade não são preceitos, mas sim exemplos, especialmente o exemplo daquele com o qual nos associamos intimamente.

Por ora vou ficar por aqui. Este material foi extraído do Curso Bacharel em Teologia da FATEOS na matéria de Evangelismo, se você deseja aprender mais sobre a Palavra de Deus, clique no Link abaixo e se Inscreva agora no Curso Bacharel em Teologia, te espero lá.

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22 missionários condenados à morte por afegãos islâmicos – Verdade?

Verdade seja dita, que o esse Estado Islâmico vem realizado diversas atrocidades, dentre elas a execução de forma cruel daqueles que não professam a sua religião, não podemos negar. Mas desta vez,  surgiu uma nova história que está chamando atenção na internet e provocado orações dos cristãos

22 missionários serão mortos amanhã, diz boato

Está circulando nas redes sociais, a suposta informação de que 22 missionários cristãos foram condenados à morte no Afeganistão. E de acordo com esta mensagem, eles serão mortos “amanhã”. Veja abaixo uma das versões da mensagem:

Por favor vamos orar pelos 22 missionários que foram condenados a morte uma delas é a irmã Gislaine missionária da cidade e Januária-MG, que serão mortos amanhã por afegão islâmicos. Tentem não demorar e passar essa mensagem bem rápido para que muitas pessoas estejam orando também.




A história causou um grande movimento no Facebook e Whatsapp. Porém, muitos não prestaram atenção a um pequeno detalhe: a história não é verídica. Felizmente, não temos 22 missionários ameaçados no Afeganistão.

22 missionários condenados à morte por afegãos islâmicos Vamos aos fatos.

Para início, a mensagem repassada nas redes sociais se utiliza de dois artifícios já bastante conhecidos em histórias falsas que circulam na web. O primeiro é a data, a história é sempre contada como “amanhã” (ou seja, amanhã sempre será amanhã, nunca teremos uma data certa). Outro fator que nos mostra o teor sensacionalista é que pedem para que a mensagem seja repassada, como se isso fosse ajudar em algo.

Fazendo uma breve pesquisa na internet sobre mais detalhes a respeito do assunto, podemos nos deparar com a mesma corrente circulando há vários anos, nos EUA. Um dos primeiros links encontrados é do site Snopes (que desvenda notícias falsas na internet). O site explica que não existem 22 missionários sequestrados e muito menos condenados pelos islâmicos.

De acordo com a publicação, a história teve inicio logo após o sequestro de 23 missionários da Coréia do Sul pelo exército Talibã no ano de 2007. Dentre estes missionários sul-coreanos, dois foram executados e outros 21 foram libertados após pagamento de fiança pelo governo da Coreia do Sul. Fora este caso, nunca mais ocorreu nada semelhante à descrição do texto.

Sendo assim, podemos afirmar que realmente houve um sequestro de missionários cristãos, mas que nada está acontecendo neste momento. Ou seja, a história que circula na internet é falsa.

Termos pesquisados para este artigo:

22 missionários sentenciados a morte; 

22 missionários condenados a morte;

22 missionarios executados 2017

morte de missionarios no afeganistão

22 missionarios condenados a morte no afeganistão 2016

22 missionários 2017

22 missionarios serao mortos por afegaos

missionarios mortos por causa do evangelho



A Bíblia King James

A Bíblia King James – Uma breve história

Este Texto é uma tradução do artigo do Dr. Herbert Samworth

A impressão da Bíblia King James foi uma solução encontrada para uma situação em que duas traduções da Bíblia estavam em competição e isso ocorreu da seguinte maneira.

Embora William Tyndale tenha sido o principal tradutor da Bíblia inglesa, o trabalho só foi completado após sua morte por várias pessoas. Miles Coverdale imprimiu a primeira Bíblia completa em inglês no ano 1535, enquanto John Rogers era responsável pela Bíblia de Mateus de 1537. Uma revisão da Bíblia de Mateus foi impressa em 1539 e chamada de Grande Bíblia.

Durante o reinado da rainha Maria Tudor nos anos 1550, vários protestantes fugiram da Inglaterra para evitar a perseguição religiosa. Vários deles, incluindo William Wittingham, Thomas Sampson e Anthony Gilby, acabaram por se estabelecer em Genebra. Enquanto lá estavam, eles se dispuseram a fazer uma revisão do Novo Testamento de Tyndale.


Eles tiveram grande sorte, pois tiveram acesso à terceira edição do Novo Testamento grego de Robert Stephanus e à ajuda de Teodoro de Beza, um grande amigo de João Calvino e também um renomado estudioso das escrituras. Em 1557, William Wittingham imprimiu o que veio a ser chamado o Novo Testamento de Genebra.

O Novo Testamento de Genebra

Novo Testamento de Genebra foi a primeira impressão da Bíblia inglesa que incluía divisões de versículos.
Embora Maria Tudor houvesse morrido em 1558, Wittingham, Sampson e Gilby permaneceram em Genebra para completar uma revisão do Antigo Testamento.

Seu trabalho no Antigo Testamento, juntamente com uma revisão do Novo Testamento de Genebra, foi impresso em 1560 por Rouland Hall e chamado de a Bíblia de Genebra. Embora a erudição e a pureza do inglês encontradas nesta Bíblia fossem da mais alta qualidade, os editores acrescentaram notas marginais que contestaram a reivindicação do monarca inglês de governar por direito divino.

A Bíblia de Genebra
A Bíblia de Genebra

Elizabeth I, que havia se tornado Rainha da Inglaterra após a morte de sua irmã Maria em 1558, foi uma firme defensora do direito do governo divino e ferrenha opositora das notas marginais na Bíblia de Genebra, ela se recusou a permitir que ela fosse usada nas igrejas.

Nesta época, a Bíblia aprovada para uso eclesiástico era a Grande Bíblia de 1539. Elizabeth ordenou que os Bispos fizessem uma revisão da Grande Bíblia que foi concluída em 1568. Esta revisão era conhecida como a Bíblia dos Bispos porque oito dos Bispos da Rainha participaram no trabalho. A Bíblia dos Bispos recebeu a sanção real como a bíblia oficial da Igreja Inglesa.

A Biblia dos Bispos
Capa da Biblia dos Bispos

No entanto, esta nova edição não conseguiu uma aceitação popular. A Bíblia dos Bispos era inferior à Bíblia de Genebra tanto na erudição como na eloquência linguística. Essa diferença de excelência se refletiu na sua falta de popularidade. Dentro de poucos anos, a Bíblia de Genebra tinha passado por oitenta edições, enquanto a Bíblia dos Bispos lutou para atingir apenas dezoito edições.

Esta foi a situação em 1603, quando Tiago VI da Escócia se tornou o rei da Inglaterra. O Partido Puritano na Igreja inglesa viu uma oportunidade de ganhar o favor do novo monarca. Pediram uma conferência com o rei para discutir a situação eclesiástica, que ocorreu no ano de 1604 no Hampton Court Palace, em Londres.

Rei James da Inglaterra
Rei James da Inglaterra – Conhecido como Rei Tiago

A Conferência de Hampton Court provou ser desastrosa para os puritanos. Todos menos um de seus pedidos foi rejeitado. A única petição dos puritanos que Tiago concedeu foi que uma nova tradução da Bíblia inglesa fosse feita para resolver as diferenças entre as Bíblias de Genebra e dos Bispos.

James estabeleceu três regras para governar o trabalho de tradução. Nenhuma nota marginal foi permitida exceto para explicar o significado das palavras gregas. As palavras eclesiásticas como a igreja e o padre deveriam ser usadas para traduzir suas contrapartes gregas.

Tyndale nunca havia usado a palavra igreja em suas edições da Bíblia porque a palavra naquela época só se aplicava àqueles que haviam feito votos ao clero religioso. Tyndale usou a palavra congregação para traduzir a palavra na língua original, sublinhando assim o ensinamento bíblico de que a igreja inclui todos aqueles que têm fé pessoal em Cristo, não apenas aqueles que tomaram ordens sagradas.

Três comitês foram formados para realizar o trabalho de revisão: um em Westminster em Londres, um na Universidade de Cambridge e o terceiro trabalhou na Universidade de Oxford. Os comitês trabalharam na tarefa por quase sete anos. Um comitê de cada um dos três grupos reuniu-se para revisar a tradução. A abordagem da comissão para o trabalho de tradução garantiu que a nova versão era precisa. Em 1611, Robert Baker imprimiu a nova revisão.

Biblia King James
Capa da Bíblia King James

Havia muito para admirar  na Biblia King James Version. Muitos dos estudiosos que trabalharam na tradução eram os melhores da Europa. A omissão de notas marginais permitiu que o leitor se concentrasse no próprio texto bíblico. Os tradutores deram atenção especial aos ingleses, assegurando assim que a Bíblia lida bem quando usada em serviços religiosos. Embora impresso quase quatrocentos anos atrás, o Inglês ainda lê com uma dicção nunca igualado.

Enquanto a versão King James contém algumas palavras obsoletas, quando lido em voz alta por um leitor experiente, sua beleza de expressão é inigualável. A beleza da linguagem foi devida ao trabalho de William Tyndale.
Pode parecer surpreendente que a versão da Biblia King James não tenha obtido aprovação imediata.

Os puritanos mantiveram sua fidelidade à Bíblia de Genebra. A comunidade acadêmica também continuou a usar a Bíblia de Genebra. Foi relatado que um arcebispo de Canterbury preferiu usar a Bíblia de Genebra para seu estudo pessoal e devoções!

No entanto, o que finalmente decidiu a questão a favor da Bíblia King James tinha pouco a ver com os méritos relativos das duas traduções. Após a morte do rei James, seu filho Carlos I subiu ao trono. Carlos nomeou William Laud, que fora bispo de Londres, à sede de Canterbury.

Uma das primeiras ordens de Laud foi proibir a impressão da Bíblia de Genebra na Inglaterra para assegurar a uniformidade das Bíblias. No início, isso não causou nenhuma dificuldade porque era fácil obter cópias do exterior. No entanto, Laud emitiu um edital proibindo a importação da Bíblia de Genebra, porque isso causaria dificuldades econômicas para as impressoras britânicas.

É uma ironia da história que a popularidade da Bíblia King James foi devido a razões políticas e econômicas, tanto quanto à qualidade da tradução. No entanto, existe uma ironia adicional. Outro nome dado à Bíblia King James é a Versão Autorizada ou “AV” No entanto, não há registro de que alguma autorização oficial tenha sido dada à King James Version.

No entanto, as recomendações formais e eclesiásticas perdem seu significado perante o tribunal da opinião pública. Com a inacessibilidade da Bíblia de Genebra, o povo de língua inglesa abraçou a King James Version.
Hoje, mesmo quando há uma abundância de traduções inglesas das Escrituras, a versão King James continua a manter a lealdade e o carinho de um grande segmento do povo de língua inglesa.

A Teologia do Novo Testamento – Teologia dos Apóstolos

Continuando a nossa série de estudos sobre a Teologia do Novo Testamento, hoje quero falar sobre a Teologia dos Apóstolos de Cristo, mas antes é preciso falar acerca dos ensinamentos do próprio Cristo, uma vez que toda a teologia do NT está fundamentada n’Ele.

Os ensinamentos de Jesus

Os ensinamentos de Jesus foram fundamentados nas Escrituras do Antigo Testamento. Mateus 4: 10 “Então ordenou‐lhe Jesus: Vai‐te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.”. Os ensinos de Jesus Cristo revelam claramente que Ele era o Messias prometido. Seus ensinamentos eram inspirados por Deus por isso estão ainda hoje vivos em nossa memória. Ele apresentava‐se diante do povo, usava linguagem do povo. Ele usava as figuras conhecidas para ensinar as ideias corretas e desfazer as errôneas. O Centro dos ensinamentos de Jesus Cristo era a fé. A fé ensinada por Jesus, opera gloriosos resultados, vemos:

A Fé Opera Milagres – Mateus 9: 2 E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo‐lhes a [fé], disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados.”.

A Fé Promove Santificação – Atos 26: 18 “para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim”.

A Fé Revela as Qualidades Romanos 1: 8 “Primeiramente dou graças ao meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé”.

A Fé Garante Salvação – Romanos 3: 26 para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus.”. A fé é crer que Deus é fiel. Ela é a força que move a mão de Deus. A fé conduz o indivíduo em perfeita relação com Deus. Jesus Cristo pregava o Evangelho do Reino, não um reino político ou material mas um reino espiritual e futuro. Jesus enfatizava o aspecto escatológico.

Nos Seus ensinamentos Jesus Cristo enfatizava que Sua morte e ressurreição era uma necessidade para salvação do ser humano. Por várias ocasiões Jesus Cristo ensinou esta Doutrina.



Lucas 19: 10 “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; e eles o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios; Declarou‐lhe Jesus: Eu sou a [ressurreição] e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo” Mc 10: 33; Jo 11: 25; 12: 47 .

A Teologia dos Apóstolos de Cristo

A Teologia Do Apóstolo João

João filho de Zebedeu e de Salomé, irmão menor de Tiago, foi um dos primeiros discípulos e ser chamado pelo Senhor Jesus e o último a morrer, joão era um homem simples, conhecido com Apóstolo do Amor. O alicerce básico da teologia joanina é a pessoa de Cristo. João introduz sua teologia apresentando três declarações que excedem o entendimento do homem natural, veja:

João 1: 1 ‐ 2 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus”.

Este princípio é diferente de iniciar, começar, partida como vemos no Gênesis.

Este princípio é um princípio indefinido. É um tempo, quando por um ato soberano Deus criou o universo. O Apóstolo João guiado pelo Espírito Santo nos leva através de seu texto introdutório para além das eternidades pretéritas. Esta teologia é a que chamamos de Teologia Cristocêntrica, porque para João, Cristo é tudo. Não é uma teologia apenas da razão, é uma teologia do Espírito. A mensagem de João nos revela que Deus pode ser conhecido através da pessoa de Jesus Cristo. João 16: 13 “Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.”.

A Teologia Do Apóstolo Pedro

Pedro era um homem simples, modesto, pescador, sincero e impulsivo por natureza, sempre ativo tomava a frente com facilidade, violento, instável etc… Pedro escreveu a sua epístola para os cristãos dispersos nas províncias da Ásia Menor, buscando confortar os que fiéis que estavam sofrendo perseguições em diversos lugares.

Lucas 22: 31 ‐ 33 “Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos. Respondeu‐lhe Pedro: Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte.”

Para edificação dos novos convertidos não somente dos judeus mas, também, entre os gentios. Para alertar aos cristãos sobre a falsas doutrinas que iam entrado nas igrejas.

A Visão Petrina Acerca da Pessoa de Cristo

I Pedro 1: 3 “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”, Jesus é apresentado pelo Apóstolo Pedro como o Salvador cuja obra redentora foi consumada na cruz do calvário. Jesus é chamado de a Pedra Viva e Preciosa para os crentes”, e pedra de tropeço para os incrédulos, conforme descrito no capítulo 2: 4 ‐ 10 da sua primeira epístola. Para Pedro, Jesus é o exemplo que o crente deve seguir.

Muitos dos ensinos de Pedro, foram aprendidos diretamente com o Senhor Jesus:



Jesus é fiel para com os seus; Ele voltará para recompensar a seus servos, I Pedro 5: 1 ‐ 11.

 

A Teologia Do Apóstolo Paulo

Escrevi um artigo recentemente onde dedico tempo somente para falar sobre a Teologia do Apóstolo Paulo, veja aqui

A Teologia de Tiago

Tiago era o líder da Igreja de Jerusalém e também irmão do Senhor Jesus Cristo e não era um dos doze apóstolos

Tal como todos os irmãos de Jesus, não creu nEle durante Sua vida na terra (Mc 3:21; Jo 7:5), andou enciumado em antagonizando-O(Jo 7:3-8) e longe dEle (Mc 3:31-32), mas, após a ressurreição, Cristo lhe apareceu (1Co 15:7) e, somente então, ele e todos seus irmãos se arrependeram, creram, e ajuntaram-se aos discípulos (At 1:14). Veio a ser o líder da assembleia em Jerusalém (At12:17; 15:13; 21:18; Gl 1:19; 2:9,12).

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Embora não fosse crente em Jesus, durante o ministério público do Senhor. Tiago foi testemunha do Cristo ressurreto. I Coríntios 15: 5 ‐ 7 que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma  vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos.

A epístola de Tiago é o livro prático do Novo Testamento, como Provérbios o é do Antigo. De fato, suas declarações francas e concisas de verdades morais têm semelhança notável com Provérbios.

Ela contém pouquíssimas instruções doutrinárias; o seu objetivo principal é trazer à tona aspecto religioso da verdade. Tiago escreveu a certa classe de judeus cristãos na qual se manifestava uma tendência de separar a fé das obras. Pretendiam ter a fé, mas existia entre eles impaciência sob provação, contendas, acepção de pessoas, difamações e mundanismo. Tiago explica que uma fé que não produz santidade de vida é coisa morta. Salienta a necessidade de uma fé viva e eficaz para obter a perfeição cristã.

Não há nenhum conflito entre a Teologia dos Apóstolos  Paulo e Tiago. Paulo fala do aspecto espiritual e Tiago fala do prático. As obras para Tiago expressam a fé.

Efésios 2: 8 ‐ 9 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Tiago 2: 14,17 Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá‐lo? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.

A epístola de Tiago encontrou algumas dificuldades para entrar no cânon do Novo Testamento. Veja:

1 – A brevidade da epístola, sua natureza prática e não doutrinária.

2 – Fato de Tiago não ser um dos Apóstolos.

3 – A incerteza da identidade de Tiago.

4 – A aparente contradição com a doutrina paulina da fé

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