O que é o Espírito Santo

O que é o Espírito Santo – Pneumatologia

O que é o Espírito Santo Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Aula 3

Olá meus irmãos em Cristo, Paz e Graça.

Chegando com a nosso terceiro artigo sobre as Doutrinas da Bíblia, semana passada falamos sobre a Cristologia, e hoje falaremos sobre a Terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo, o termo técnico para este estudo é Pneumatologia e faz parte da Teologia Sistemática, grade integrante em nosso Curso Bacharel em Teologia.

Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade

Este é nome aplicado à terceira pessoa da Trindade Santa. Apesar de se nos dizer em Jo 4.24 que Deus é Espírito*, o nome se aplica mais particularmente à terceira pessoa da Trindade. O termo hebraico com o qual Ele é designado é Ruach, e o grego, é Pneuma, ambos os quais, como o vocábulo latino spiritus, derivam de raízes que significam “soprar”, “respirar”.

Daí, também podem ser traduzidos por “sopro” ou “fôlego”, Gn 2.7; 6,17; Ez 37.5, 6, ou “vento”, Gn 8.1: 1 Rs 19.11: Jo 3.8. O Antigo Testamento geralmente emprega o termo “espírito” sem qualificativos, ou fala do “Espírito de Deus” ou “Espírito do Senhor”, e utiliza a expressão “Espírito Santo” somente em Sl1.11; Is 63.10, 11,enquanto que o Novo Testamento esta veio a ser uma designação da terceira pessoal da Trindade. É um fato notável que, enquanto o Antigo Testamento repetidamente chama a Deus “o Santo de Israel”, Sl 71.22; 89.18; Is 10.20; 41.3; 48.17, o Novo Testamento raramente se aplica o adjetivo “santo” a Deus em geral, mas utiliza freqüentemente para caracterizar o Espírito. Com toda a probabilidade isto se deve ao fato de que foi especialmente no Espírito e Sua obra santificadora que Deus se revelou como Santo. É o Espírito Santo que faz Sua habitação nos corações dos crentes, que os separa para Deus, e que os purifica do pecado. Louis Berkhoff – Teologia Sistemática.

O Espirito Santo é uma Pessoa? A personalidade do Espírito Santo

As expressões  “Espírito Santo” e “Espírito de Deus” não demontram de forma clara o suficiente a personalidade da mesma forma que o termo “Filho” o faz. Ademais, não há relatos no texto sagrado onde a pessoa do Espírito Santo aparece de forma pessoal, e discernível entre os homens, do modo como aconteceu com a pessoa do Filho, por isso há divergencias acerda do Espirito Santo em toda a História da Igreja. e Por isso, a personalidade do Espírito Santo em diversas ocasiões foi posta em cheque, por isso, merece uma atenção especial. A personalidade do Espírito foi negada na Igreja Primitiva pelos monarquistas e pneumatomaquianos,  seguidos pelos socianos nos tempos da Reforma Protestante.

Muitos, ainda hoje sugerem que as passagens que parecem implicar a personalidade do Espírito Santo simplesmente contêm personificações do mesmo. Mas as personificações certamente são raras nos escritos do Novo Testamento, e podem ser reconhecidas com bastante facilidade. Ademais, essa explicação evidentemente destrói o sentido de algumas dessas passagens como, por exemplo, Jo 14.26; 16.7-11; Rm 8.26.

A prova Escriturística acerca da personalidade do Espírito Santo é mais que suficiente para o cristão sincero:

(1) Designativos próprios de personalidade Lhe são dados. Embora pneuma seja um termo neutro, o pronome masculino ekeinos é utilizado como referência ao Espírito Santo em Jo 16.14; e em Ef 1.14 algumas das melhores autoridades têm o pronome relativo masculino hos. Além disso, é-lhe aplicado o nome Parakletos, Jo 14.26; 15.26; 16.7, termo que não pode ser traduzido por “conforto”, “consolação”, nem pode ser considerado como nome de alguma influência abstrata. Um fato que indica que se trata de uma pessoa é que o Espírito Santo, como Consolador, é colocado em justaposição com Cristo como o Consolador que estava para partir, a quem o mesmo termo é aplicado em 1 Jo 2.1.

Veja o Texto de João 16:14

“O Espírito me glorificará, porque receberá do que é meu e vos anunciará.” Jo 16:14 King James Atualizada

ἐκεῖνος ἐμὲ δοξάσει, ὅτι ἐκ τοῦ ἐμοῦ λήμψεται καὶ ἀναγγελεῖ ὑμῖν. Westcott and Hort 1881

ekeinos eme doxasei hoti ek tou emou lēmpsetai kai anangelei hymin  – Texto Grego Transliterado

(2) São atribuídas ao Espírito Santo, características de pessoa, como inteligência, Jo 14.26; 15.26; Rm 8.16, volição, At 16.7; 1 Co 12.11; e sentimentos, Is 63.10; Ef 4.30. Ademais, Ele realiza atos próprios de personalidade. Ele Sonda, fala, testifica, revela, luta, cria, intercede, vivifica os mortos, etc, Gn 1.2; 6.3; Lc 12.12; Jo 14.26; 15.26; 16.8; At 8.29; 13.2; Rm 8.11; 1 Co 2.10, 11. Alguém que realiza estas coisas não pode de maneira alguma ser uma simples força ou influência, mas é de fato uma pessoa.

(3) O Espírito Santo é apresentado nas páginas das Escrituras como alguém que mantém relacionamentos interpessoais, que implicam Sua própria personalidade. Ele é colocado na justaposição com os apóstolos em At 15.28, com Cristo em Jo 16.14, e com o Pai e o Filho em Mt 28.19; 2 Co 13.13; 1 Pe 1.1, 2; Jd 20, 21. Uma exegese honesta, exige necessariamente que nestas passagens o Espírito Santo seja considerado uma pessoa, veja:


“Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destes preceitos necessários” Atos 15:28 King James Atualizada

ἔδοξεν γὰρ τῷ πνεύματι τῷ ἁγίῳ καὶ ἡμῖν μηδὲν πλέον ἐπιτίθεσθαι ὑμῖν βάρος πλὴν τούτων τῶν ἐπάναγκες, Westcott and Hort 1881

edoxen gar tō Pneumati tō Hagiō kai hēmin mēden pleon epitithesthai hymin baros plēn toutōn tōn epanankes  –Texto Grego Transliterado

A relação do Espírito Santo com as outras pessoas da Trindade

As primeiras controvérsias acerca da Triunidade Divina levaram os pais da Igreja à conclusão de que o Espírito Santo, assim como o Filho, é da mesma essência do pai e, portanto,  consubstancial com Ele. E a longa discussão acerca da questão, se o Espírito Santo procedeu somente do pai ou também do Filho, foi finalmente firmada pelo Sínodo de Toledo em meados de+- 589, pelo acréscimo da palavra “Filioque” (e do Filho) à versão latina do Credo de Constantinopla: “Credimos in Spiritum Sanctum qui a Patre Filioque procedidit” (“Cremos no Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho”).

Esta processão do Espírito Santo, resumidamente chamada espiração, é Sua propriedade pessoal. Muito do que foi falado a respeito da geração do Filho também se aplica à espiração do Espírito Santo, e não é necessário repetir. Percebam, contudo, os seguintes pontos de distinção entre ambas:

(1) A geração é obra exclusiva do Pai; a espiração é obra do pai e do Filho.

(2) Pela geração o Filho é habilitado a tomar parte na obra de espiração, mas o Espírito Santo não adquire esse poder.

(3) Segundo a ordem lógica, a geração precede à espiração. Devemos lembrar, porém, que isso tudo não implica nenhuma subordinação essencial do Espírito Santo ao Filho. Na espiração, como na geração, há uma comunicação da substância total da essência divina, de modo que o Espírito Santo está em igualdade com o Pai e o Filho. A doutrina da processão do Espírito Santo do Pai e do Filho baseia-se em Jo 15.26, e no fato de que o Espírito é chamado também o Espírito de Cristo e do Filho, Rm 8.9; Gl 4.6, e é enviado por Cristo ao mundo. Pode-se definir a espiração como o terno e necessário ato da primeira e da segunda pessoa da Trindade pelo qual elas, dentro do Ser Divino, vêm a ser a base da subsistência pessoal do Espírito Santo, e propiciam à terceira pessoa a posse da substância total da essência divina, sem nenhuma divisão, alienação ou mudança.

O Espírito Santo é Deus – Sua divindade

Podemos estabelecer a veracidade da divindade do Espírito Santo Tendo como base a Escritura seguindo uma linha de comprovação muito parecida com a que foi empregada com relação ao Filho, vejamos:

(1) São-lhe dados nomes divinos, Êx 17.7 (comp. Hb 3.7-9); At 5.3, 4; 1 Co 3.16; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21.

(2) São-lhe atribuídas perfeições divinas, como onipresença, Sl 139.7-10, onisciência, Is 40.13, 14 (comp. Rm 11.34); 1 Co 2.10, 11, onipotência, 1 Co 12.11; Rm 15.19, e eternidade, Hb 9.14 (?).

(3) Ele realiza obras divinas, como a criação, Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4, renovação providencial, Sl 104.30, regeneração, Jo 3.5, 6; Tt 3.5, e a ressurreição dos mortos, Rm 8.11.

(4) É-lhe prestada honra divina, Mt 28.19; Rm 9.1; 2 Co 13.13.

A Obra do Espírito Santo

De muito maior importância e que não falamos ainda é a obra do Espírito Santo no tocante a redenção. Aqui podemos ser mencionar os seguintes pontos:

(1) O preparo e a qualificação de Cristo para a Sua obra mediadora: Ele preparou para Cristo um corpo e, assim, capacitou-o a tornar-se um sacrifício pelo pecado, Lc 1.35; Hb 10.5-7. Nas palavras “corpo me formaste”, o escritor de Hebreus segue o texto da Septuaginta. O sentido ali é: Pela preparação de um corpo santo, me capacitaste a ser um sacrifício pelo pecado. Em seu batismo Cristo foi ungido com o Espírito Santo Lc 3.22, e recebeu do Espírito Santo dons habilitadores sem medida, Jo 3.24

(2) A inspiração da Escritura: O Espírito Santo inspirou as Sagradas Escrituras e deste modo trouxe aos homens a revelação especial de Deus, 1 Co2.13; 2 Pe 1.21, o conhecimento da obra de redenção que há em Cristo Jesus.

(3) A formação e o aumento da igreja: O Espírito Santo forma e dá crescimento à igreja, o corpo místico de Jesus Cristo, pela regeneração e pela santificação, e habita nela como o princípio da nova vida, Ef 1.22, 23; 2.22; 1 Co 3.16; 12.4s.

(4) Ensino e direção da igreja: O Espírito Santo é aquele que dá testemunho de Cristo e guia a igreja em toda verdade. Em fazendo isto, Ele manifesta a glória de Deus e de Cristo, aumenta o nosso conhecimento acerca do Salvador, livra a igreja do erro e a prepara para o seu destino eterno, Jo 14.26; 15.26; 16.13, 14; At 5.32; Hb 10.15; 1 Jo 2.27.

Por Hora ficaremos por aqui, semana que vem, volto com mais estudo pra Voce.

Soli Deo Gloria

Pr. Altemar Oliveira

Livros que utilizados neste breve artigo:

Teologia Sistematica – Vincent Cheung

Teologia Sistematica – Louis Berkhof

Apostila de Teologia Sistemática – FATEOS

Pr. Altemar Oliveira

Palavras Pesquisadas neste artigo:

Pneumatologia, Teologia Sitemática, Doutrina da Trindade, Divindade do Espírito Santo, TJ acredita no Espírito Santo

Quem é Jesus, Cristologia

Cristologia – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia

A Cristologia

Paz e Graça. Voltando aqui pra continuar o nosso estudo sobre as Doutrinas da Bíblia, semana passada falamos sobre a Doutrina da Trindade, e hoje falaremos sobre a segunda pessoa da Trindade, o Cristo, o termo técnico para esta matéria é Cristologia e você pode estudar com mais profundidade esta e outras matérias da Teologia Cristã no nosso Clube da Teologia.

Um fato que todos concordam, independente de crença é que Jesus de Nazaré transformou a história da humanidade. Jamais houve e jamais haverá alguém como Ele. Ele é o tema de mais livros, peças, poesias, filmes, e manifestações de adoração do que qualquer outro homem na história da humanidade. Ele dividiu a história humana em a.C. e d.C. – “antes e depois de Cristo”, a Cristologia é amplamente nos circulos academicos e filosóficos em todo o mundo.

Ler as Suas palavras cuidadosamente “comparando-as com as de Maomé, Buda, e os escritos hindus, ou de qualquer outro líder religioso” é ficar atônito diante do seu poder e singularidade. Os que O ouviram, perguntaram surpresos: “Donde lhe vêm esta sabedoria e poderes miraculosos?” (Mt 13.54). Observar o que Ele fez é convencer-se intuitivamente das afirmações básicas da fé cristã.
Tudo de bom que o cristianismo fez ao mundo é resultado da influência de Jesus. Mas, quem era esse homem? As Escrituras hebraicas predisseram com séculos de antecedência a vinda de um Messias divino para toda a humanidade, e Jesus é o cumprimento dessas profecias.

Quem é Jesus?

Seu nome Jesus significa:” Jeová é salvação“; o filho de Deus, Salvador da humanidade, Deus encarnado.
Jesus é Deus tornado ser humano (Jo 1.14) para salvar as pessoas (1Jo 4.14). “Jesus ou Iesous” quer dizer “Yahweh é Salvador”; é a forma grega de “Josué” (Mt 1.21). “Cristo” quer dizer “Ungido”; é o mesmo que o termo hebraico MESSIAS (At 17.3).Genealogia de Jesus (Lc.3:23-38) Jesus Cristo é o Espírito da Profecia. A Forma Hebraica do seu nome é:

Yeshua Mashiach significa Jesus Cristo, o Messias.

Na verdade esse é um termo em aramaico, que era a língua falada por Jesus e também por seus discípulos. Os judeus, principalmente em Israel, ainda utilizam bastante a palavra. É possível encontrá-la no Novo Testamento porém, com uma ortografia diferente: Yeshu ha Notzri.

Yeshua Mashiach também pode ser escrito em hebraico, que é a língua sagrada dos judeus, a grafia é exatamente igual a do aramaico. O nome Yeshua é escrito também como Yehoshua, traduzido em português para Josué.

Títulos atribuídos a Jesus em toda a Bíblia Sagrada

EMANUEL (Mt 1.23); FILHO DE DAVI (Lc 20.41); FILHO DE DEUS (Jo 1.34); FILHO, DO HOMEM (Mt 25.31); SENHOR (At 2.36); VERBO (Jo 1.1-14= Palavra); SERVO; ( Fp 2.7); SERVO DO SENHOR (Is.53); CORDEIRO de Deus (Jo 1.29); SUMO SACERDOTE.(Hb 7.26; Hb.8.6); MEDIADOR (1Tm 2.5);NAZARENO (At.2:22-36); SALVADOR (Mt.1:18-25);PRINCIPE DA PAZ (Is.9:7).


Quem é Jesus? Sua Natureza

Esta é uma pergunta que muitos fazem até hoje, e o próprio Jesus questionou os seus discípulos acerca disso. Perguntou para seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” (Mateus 16, 13-14). E a Cristologia trata de trazer a resposta à luz das escrituras Sagradas

A Bíblia Sagrada afirma categoricamente que Cristo possui duas naturezas, ou seja, Jesus é tanto divino quanto humano. Ele existe junto com Deus Pai na eternidade como a segunda pessoa da Trindade, mas tomou para si a natureza humana na ENCARNAÇÃO. O Resultado disso não compromete nem confunde de forma alguma, seja a natureza divina, seja a humana, de modo que Cristo era totalmente Deus e totalmente homem, e permanecerá nessa condição para sempre.  As duas naturezas de Cristo subsistindo em uma pessoa dá-se o nome de UNIÃO HIPOSTÁTICA.

Algumas pessoas  alegam que a Cristologia, no ponto da União Hipostática gera uma contradição; Quero, antes de fornecer qualquer respaldo bíblico para esta Doutrina, irei primeiro defender sua consistência lógica.

Gostaria de recordar ao atento leitor, acerca de nossas conversas sobre a Trindade. A formulação doutrinária histórica da Trindade diz: “Deus é um em essência e três em pessoa”. Essa afirmação não acarreta contradição alguma. Vincent Cheung diz que Para haver uma contradição nós precisamos afirmar que “A é não-A”. Em nosso caso, isso se traduz da seguinte maneira: “Deus é um em essência e três em essência”, ou “Deus é um em pessoa e três em pessoa”. Afirmar que Deus é um e três (não um) ao mesmo tempo e no mesmo sentido é autocontraditório. Porém, nossa formulação da doutrina diz que Deus é um em um sentido e três em um outro diferente: “Deus é um em essência e três em pessoa”. Cheung,  Vincent – Teologia Sistemática

Além disso, embora cada uma das três pessoas participe na Divindade única, a doutrina não se torna um triteísmo visto que ainda há um único Deus, não três. A “essência” na formulação acima se refere aos atributos divinos, ou à própria definição de Deus, de forma que todas as três pessoas da Divindade preenchem completamente a definição de deidade. Mas isso não faz supor um triteísmo, pois a própria definição de deidade inclui o atributo ontológico da Trindade, de modo que cada membro não é um Deus independente. O Pai, o Filho e o Espírito são “pessoas” distintas porque representam três centros de consciência dentro da Divindade. Logo, embora todos os três participem completamente da essência divina de modo a fazê-los um só Deus, esses três centros de consciência resultam em três pessoas dentro dessa Divindade única.
De modo bem semelhante, a formulação doutrinária da pessoalidade e encarnação de Cristo dentro da cristologiadiz que ele é um num sentido e dois num outro diferente. Ou seja, ele é um em pessoa, mas dois em naturezas.

A doutrina das duas naturezas numa só pessoa transcende a razão humana. É expressão de uma realidade supermental e de um mistério incompreensível, que não tem analogia na vida do homem como a conhecemos, não acha suporte na razão humana e, portanto, só pode ser aceita pela fé na autoridade da palavra de Deus. Por essa razão, há redobrada necessidade de atentar para os ensinos da escritura sobre este ponto.

Existe diversas passagens nas Escrituras Sagradas que se referem às duas naturezas de Cristo, sempre evidenciando que só se tem em mente uma unica pessoa, Rm 1.3,4; Gl 4.4, 5; Fp 2.6-11. Em diversas passagens ambas as naturezas são expostas como unidas. Em parte alguma a Bíblia ensina que a divindade, no abstrato, ou algum poder divino estava unido a uma natureza humana ou nesta manifestado, mas sempre ensina que a natureza divina, no concreto, isto é, a pessoa divina do Filho de Deus, estava unida a uma natureza humana, Jo 1.14; Rm 8.3; Gl 4.4; 9.5; 1 Tm 3.16; Hb 2.11-14; 1 Jo 4.2, 3.

A União Hipostática  de Cristo, um Mistério.

Jesus - Deus-homem

A união das duas naturezas numa pessoa é um mistério que não pode ser compreendido, por essa mesma razão, é freqüentemente negado (assim como a Trindade Santa). Às vezes é comparado com a união de corpo e alma no homem; e de fato, há alguns pontos de similaridade. No homem há duas substancias, matéria e espírito, intimamente unidas e, contudo, não misturadas; assim também o mediador. No homem o princípio de unidade, a pessoa, não tem sua sede no corpo e do corpo sobre a alma é um mistério,assim também, na Cristologia,  a relação das duas naturezas de Cristo e suas influencias recíprocas. Tudo que acontece no corpo e na alma é atribuído à pessoa; assim tudo que se dá nas duas naturezas de Cristo é atribuído a Sua pessoa.

 

Às vezes se denomina um homem de acordo com o seu elemento espiritual, quando se lhe atribui algo que se aplica mais particularmente ao corpo, e vice-versa. Semelhantemente, coisas que se aplicam somente à natureza humana de Cristo são atribuídas a Ele quando Ele é mencionado segundo Sua natureza divina, e vice-versa. Como é uma honra para o corpo estar unido à alma, assim é uma honra para a natureza humana estar unida à pessoa do Logos. Naturalmente, a comparação é defeituosa. Ela não ilustra a união do divino e o humano, do infinito e o finito. Tampouco ilustra a unidade das duas naturezas espirituais numa só pessoa. No caso do homem, o corpo é material e a alma é espiritual. É uma união maravilhosa mas não tão maravilhosa como a união das duas naturezas de Cristo. Berkoff, Louis – Teologia Sistemática

Provas da Divindade de Jesus no Novo Testamento

Veja o que a Bíblia diz sobre Ele:

Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Colossenses 1.15);
Porque aprouve a Deus que, em Jesus, residisse toda a plenitude (Colossenses 1.19);
Jesus é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste (Colossenses 1.17);
Em Jesus habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade (Colossenses 2.9);
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito [Jesus], que está no seio do Pai, é quem o revelou (João 1.18);
Jesus é o resplendor da glória e a expressão exata do Ser de Deus, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder… (Hebreus 1.3);
Em Cristo todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Colossenses 2.3); § O Verbo [Jesus] estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu (João 1.10);
O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia se anifestou… Isto é, Cristo em vós, a esperança da glória (Colossenses 1.26,27);
Jesus é a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem (João 1.9);
Deus, o Pai, constitui ao Filho, Jesus, herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo (Hebreus 1.2);Jesus é o Mediador da Nova Aliança… (Hebreus 12.24);
Jesus é o Autor e Consumador da fé… (Hebreus 12.2);
Em Jesus temos a redenção, a remissão dos pecados (Colossenses 1.14);
Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1 Timóteo 2.5); § Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14.6).

Ainda há muito a ser tratado acerca da Cristologia, mas por hora, ficarei por aqui, recomendo o que o querido leitor pesquise livros de Teologia Sistemática para aprofundar melhor no assunto, uma vez que é de Suma importância.

Livros que utilizei para o aretigo:

Teologia Sistematica – Vincent Cheung

Teologia Sistematica – Louis Berkhof

Apostila de Teologia Sistemática – FATEOS

Pr. Altemar Oliveira

Palavras Pesquisadas neste artigo:

Cristologia, Teologia Sitemática, Quem é Jesus, União Hipostática de Cristo, Divindade de Cristo, Jesus é Deus

Doutrina da Trindade

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – A Doutrina da Trindade

Olá Querido Leitor, Paz e Graça. Este pequeno material tem a finalidade de expor a você os Rudimentos da fé cristã. A palavra “doutrina” significa ensinamento. E nestes pequenos textos, buscarei sintetizar o maior número possível de doutrinas bíblicas, para que você fique familiarizado, e assim crescer na graça e no Conhecimento de Deus. Procurei escrever de maneira simples e bem clara os ensinos, sempre bem munidos de base escriturística, trazendo sempre, os textos bíblicos que darão embasamento as Doutrinas aqui expostas. Em nenhuma doutrina frisarei minha ideias particulares, mas procurarei usar a Palavra para acurar a mais límpida verdade. Tenho por certo que existem verdades cristãs que devem estar na mente e coração de cada autêntico servo de Deus.

Procurei ser o mais simples possível ao compilar este trabalho, haja vista que nesses últimos dias muitos, no afã de se tornarem mestres acabam dando ouvidos a demônios, se esquecendo da simplicidade que há no verdadeiro evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
Que a graça do Senhor nos ajude e que possamos crescer nela com a ajuda do Santo Espírito. Quero lembrar vos sempre a exortação paulina: “Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não provem, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne” (Cl.2:20- 23).

A DOUTRINA DA TRINDADE

A Doutrina da Trindade é uma das mais importantes Doutrinas Bíblicas e está fundamentada basicamente sobre duas premissas:

1) O monoteísmo é uma verdade;

2) A divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também é uma verdade. Portanto, temos um único Deus, mas três pessoas.

A Bíblia Sagrada ensina de forma clara e explicita que existe um único Deus (Dt 6.4; Mc 12.29- 32). O apóstolo João, conhecido como apóstolo do amor, diz no seu Evangelho: “Ora a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

João registrou essas palavras ditas pelo Senhor Jesus Cristo, deixando claro que existe um único Deus Verdadeiro, neste versículo a expressão Deus Verdadeiro está claramente associada à pessoa do Pai. Na declaração de Jesus, o Pai é o único Deus Verdadeiro. Porém, o mesmo João que escreveu o  Evangelho que leva o seu nome, escreveu também na sua Primeira Epístola Universal no capítulo 5 e versículo 20: “Também sabemos que o Filho já veio, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro. E estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Essas palavras afirmam categoricamente a divindade de Jesus:Ele é o Verdadeiro Deus e a vida eterna.

Podemos observar que o mesmo João que escreveu no Quarto Evangelho, foi o autor da 1ª Epístola a que referimos. Assim sendo, ele atribui a palavra Deus Verdadeiro, tanto à pessoa do Pai, como à pessoa do Filho. Esses textos são provas claras de que o apóstolo João conhecia a Unidade Composta de Deus, ou seja, a unidade de essência de Deus como sendo único e verdadeiro, composto por pessoas, neste caso: Pai e Filho. Não estou dizendo que o Pai seja o Filho, de maneira alguma, mas que o Pai e o Filho são duas pessoas como o próprio João declara: “Graça, misericórdia, e paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor” (2 Jo 1.3).

Agora se o Pai é chamado de Deus Verdadeiro (Jo 17.3),  Filho é chamado de Deus Verdadeiro (1 Jo 5.20) e o Espírito Santo é chamado de Deus (Atos 5.34), e, no livro do Profeta Isaias, no capítulo 43 versículo 10 e 11 lemos: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador;” Se existem três pessoas chamadas na Bíblia de Deus Verdadeiro e a própria Bíblia não admite outro deus ou Deus, senão o Deus único, ou admitimos a pluralidade na unidade ou somos obrigados a admitir um politeísmo barato, insuportável e grosseiro.

O Unicismo (Movimento que nega as pessoas da Trindade, conhecido também como Modalismo.) tenta explicar o assunto desenvolvendo a teoria das três manifestações. Seria um único Deus Verdadeiro que se manifestara em três formas, ora como Pai, ora como Filho, ora como o Espírito Santo. Essa teoria unicista não encontra sustentação na verdade bíblica, já que na Bíblia encontramos passagens deixando claro que são pessoas distintas e não meras manifestações (Jo 1.1-3; 8.16-18; 15.26).

O apóstolo João diz: Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho (1 Jo 2.22). Embora esses versículos foram escritos para proteger a Igreja do gnosticismo, nos ensina que não podemos negar a personalidade das pessoas. Quem nega que Jesus é o Cristo, quem nega a personalidade do Pai e a personalidade do Filho é classificado como mentiroso, contrário a Cristo, já que negar essas verdades bíblicas são características da doutrina do espírito do anticristo e não do cristianismo ortodoxo.
Algumas seitas por não compreenderem o mistério de Deus-Cristo, criaram uma teoria ―racionalista paradoxal negando a divindade de Cristo e a pluralidade na unidade divina (1 Tm 3.16).  

Assim desenvolveram um sistema doutrinário peculiar, ou seja, a crença em duas divindades, uma todo-poderosa, chamada de Jeová e outra menos poderosa ou apenas Poderosa, chamada de Jesus. Esse ensino caí de vez no politeísmo, ou seja, a crença em duas ou mais divindades. Algo que é impensável na Doutrina cristã monoteísta. Bem diz o Credo Niceno e Atanasiano: Pois da mesma forma que somos compelidos pela verdade cristã a reconhecer cada Pessoa, por si mesma, como Deus e Senhor. Assim também somos proibidos pela religião católica (universal) de dizer: Existem três deuses ou três senhores.
A crença num Deus eternamente subsistente em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo contempla a realidade bíblica sem ferir o monoteísmo ético. Não enveredamos para o politeísmo nem para a negação das pessoas. Assim, a Doutrina da Trindade não é irracional e antibíblica como querem os grupos não ortodoxos, mas é plenamente bíblica e verdadeira.

Quando Tertuliano, escritor cristão de língua latina (pai da Igreja), cria a expressão “Trinitas”, que significa Trindade, ele não estava criando a Doutrina da Santíssima Trindade, uma vez que esta doutrina é bíblica e está provada no contexto bíblico desde o Pentateuco que data de cerca de 1400 a. C. e em toda a Bíblia.

Um outro problema levantado pelas seitas que rejeitam a Doutrina Trinitariana é aplicar as passagens bíblicas que se referem ao Filho como homem, para contradizer sua natureza divina. Ignoram que o Senhor Jesus possui duas naturezas: a divina e a humana, assim, essas seitas apresentam as passagens bíblicas que provam a humanidade de Jesus para negar a sua divindade, sendo que essas passagens não contradizem sua divindade, apenas provam sua outra natureza, a humana. Assim como as passagens que revelam a divindade de Jesus não contradizem sua natureza humana, mas simplesmente revelam sua outra natureza a divina, já que o Filho possui duas naturezas, verdadeiro homem (1 Tm 2.5) e verdadeiro Deus (1 Jo 5.20) (União Hipostática).

Credo NicenoAssim afirma o Credo Niceno acerca de Jesus: “Igual ao Pai no tocante à sua Deidade, e inferior ao Pai no tocante à sua humanidade.”
No importante documento intitulado Tomo de Leão, que foi bispo de Roma (440- 461) a parte III diz:  “Assim, intactas e reunidas em uma pessoa às propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e, para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se à natureza que pode sofrer. Desta forma, o único Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convinha à nossa cura, por um lado, morrer e, por outro, não morrer…” e na parte IV diz:

“Neste mundo fraco entrou o Filho de Deus. Desceu do seu trono celestial, sem deixar a glória do Pai, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria natureza, se fez visível na nossa e, Ele que é incompreensível, se tornou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do universo revestiu-se de forma de servo, ocultando a imensidade de sua Excelência; Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal, não recusou as leis da morte. Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu- lhe a matéria de sua carne. O Senhor tomou, da mãe, a natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, mediante um nascimento maravilhoso. O fato de o corpo de o Senhor nascer portentosamente não impediu a perfeita identidade de sua carne com a nossa, pois Ele que é verdadeiro Deus, é também verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano.

Corresponde-se numa unidade mútua a humildade do homem e a excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [divindade] não se altera; por ser dignificado, o homem [humanidade] não é absorvido. Cada natureza [a de Deus e a de servo] realiza suas próprias funções em comunhão com a outra. O Verbo faz o que é próprio do verbo; a carne faz o que é próprio à carne; um fulgura com milagres; o outro se submete às injúrias. Assim como o Verbo não deixa de morar na glória do Pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênero humano… Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: ―O Pai é maior do que eu ou ―Eu e o Pai somos um Pois, ainda que em Cristo Nosso Senhor haja só uma pessoa. Deus-homem, o princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do princípio que lhes torna comum a glória…”

O autor cristão Robert M. Browman Jr., declara com muita propriedade e profundo senso de responsabilidade: Existe a escolha, portanto, entre crer no Deus verdadeiro conforme Ele se revelou, com mistérios e tudo, ou crer num Deus que é relativamente fácil de ser compreendido, mas que tem pouca semelhança com o Deus verdadeiro, Os trinitários estão dispostos a conviver com um Deus a quem não conseguem compreender plenamente, já que adoramos a Deus conforme Ele se tem revelado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS ACERCA DA TRINDADE

Finalmente, declaramos com toda a confiança a nossa fé bíblica na doutrina da Trindade, porque:

  • Aceitamos a doutrina de acordo com o que expõe a Bíblia Sagrada (Mt 28.19; Ef 4.4-6; 1 Co 12.4- 6; 2 Co.13.13; Nm 6.24-26);
  • Não somos politeístas, já que cremos num único Deus, e não aceitamos nenhuma divindade inferior ou superior, além de Deus; (Dt 6.4; Mc 12.29; 1 Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6);
  • Não somos idólatras, já que não temos nenhum outro deus diante do único Deus; (Êx 20.2-3; Is 43.10-11);
  • Não aceitamos o paganismo, e encontramos fartamente no paganismo a crença em duas ou mais divindades. Ex; Júpiter (o deus supremo dos romanos ou o deus todo-poderoso dos romanos) e Mercúrio (divindade inferior ou deus poderoso); ou para os gregos (Zeus, o deus todo-poderoso e Hermes o deus apenas poderoso), crença similar à das testemunhas-de-Jeová: Jeová, o Deus Todo- Poderoso e Jesus, o deus poderoso;
  • Não aceitamos o critério da razão para conceber a divindade, já que Deus não é concebido por meio de um raciocínio humano, nem por uma demonstração matemática. Deus não é fruto da inteligência da carne, Ele é Deus de mistério (Is 45.15; 1 Tm 3.16);
  • Se o Cristianismo fosse alguma coisa que estivéssemos inventando, é óbvio que poderíamos torná-lo mais fácil. Não conseguimos concorrer, em termos de simplicidade, com as pessoas que estão inventando religiões. Como poderíamos? Estamos lidando com fatos. É óbvio que qualquer um pode simplificar as coisas se não precisar levar em conta os fatos! (C. S. Lewis).

QUADRO DEMONSTRATIVO DA TRINDADE DE DEUS

Doutrina da Trindade

“Porque três são os que testificam no céu: O Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (IJo.5:7) Tradução Almeida Revista e Corrigida.

No Próximo artigo, falarei sobre a Cristologia, Se Você não quer perder, se cadastra no formulário abaixo que te avisarei quanto o artigo estiver pronto.

Em Cristo.

Pr. Altemar Oliveira

Clube da Teologia – A Canonicidade da Bíblia

A Canonicidade da Bíblia

Termos Citados no Vídeo:

Antilegômena: (significa: falar contra). São os livros bíblicos que em certos momentos da História foram
questionados por alguns.
Apócrifos: (significa: escondidos ou duvidosos). Livros não-bíblicos aceitos por alguns (como a igreja católica
romana), mas rejeitados por outros, por não serem inspirados e conterem muitos erros, o que prova serem de autoria
humana e não divina.
Cânon: Do grego “kánon”, e do hebraico “kaneh”, regra; lista autêntica dos livros considerados como inspirados.
Epístolas: Cartas.
Evangelho: Caminho; boas novas.
Homolegoumena: (significa: falar como um). São os livros bíblicos que foram aceitos por todos e que em
momento algum foram questionados.
Pseudepígrafos: (significa: falsos escritos). Livros não-bíblicos (não canônicos) rejeitados por todos. Seus escritos
se desenvolvem sobre uma base verdadeira, seguindo caminhos fantasiosos;
Sinóptico:  Síntese. Os três primeiros evangelhos são chamados de evangelhos sinópticos, pois são muito
parecidos e sintetizam a vida de Jesus;
Testamento: Aliança, Pacto, Acordo;
Tradução: Transliteração de uma língua para outra;
Versão: Tradução da língua original para outra língua.

Conheça o Clube da Teologia

Por Que Todo Cristão Deveria estudar a Teologi

Por Que Todo Cristão Deveria estudar Teologia – 5 Razões

Por qual motivo eu deveria me importar com o estudo da teologia?
Tudo o que eu preciso não está na Bíblia?
Não preciso aprender essas coisas técnicas da teologia pra seguir Jesus

Por Que Todo Cristão Deveria estudar Teologia

Você provavelmente já deve ter ouvido estas palavras ou algo semelhante de um cristão, e te faço a seguinte pergunta: Você já falou algo desse tipo? Você já pensou em tais coisas? Se sim,tenho uma novidade pra você: Você não está sozinho.

A esmagadora maioria dos cristãos professos tem pouco ou nenhum interesse em estudar teologia. Em suas mentes não existe nenhum fator preponderante entre a teologia e a vida cristã cotidiana. Eles acreditam que a teologia é algo desnecessário e irrelevante.

Alguns acreditam que a “teologia” é algo destinado unicamente ao pastores ou padres ou oficiais da igreja. E na verdade não é! Todo cristão é chamado a “dar as razões de sua esperança” (Cf. 1Pd 3,15). E quando estamos testemunhando acerca da nossa fé, já estamos fazendo teologia, que é a ciência da fé. Não existe conflito ou incompatibilidade entre fé e razão. Agostinho costumava dizer que se Deus nos fez pensantes, pensar é um jeito de louvar o Criador.

O preconceito de alguns crentes acerca da Teologia

Como dito anteriormente, o problema ainda é visto no meio evangélico com bastante preconceito. Estudar Teologia para alguns cristãos é risco. Alguns deles afirmam que o obreiro ou o estudante da teologia pode se tornar um cristão frio, formalista e até mesmo se desviar da fé. Mas afirmo categoricamente que negar a educação teológica é uma estupidez sem igual.

E na Verdade há muitos cristãos que estão muito mais propícios ao fanatismo simplesmente pelo fato de não estudarem, e não procuram adquirir conhecimento. Por essa razão eu quero listar aqui as 5 Razões Por Que Todo Cristão Deveria estudar a Teologia 

Por Que Todo Cristão Deveria estudar Teologia – 5 Razões

1 – Estudar Teologia é buscar conhecer as coisas de Deus

Em João 8:32 está escrito: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O Texto por si só já nos dá diretrizes em busca de conhecer aquilo que o autor chama de “Verdade que Liberta” E é no estudo sistemático através da teologia que você poderá se aprofundar nas questões bíblicas sendo norteado pelos verdadeiros princípios cristãos. Quanto mais você estuda a Bíblia, mais o autor se revela a você, e por esta razão a teologia é uma ferramenta que irá lhe auxiliar nessas novas descobertas e no aprofundamento bíblico.

Veja o Conselho do Apóstolo Paulo ao Jovem Obreiro Timóteo:

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem tens “Aprendido”. E que desde a tua meninice sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.” II Tim 3.14 e 15-16.

Timóteo era filho de Paulo na fé, porém, filho de pai grego, sua mãe Eunice, e sua avó Loíde, ambas criaram Timóteo ensinando-o as verdades de Deus. Então, fica claro porque Paulo lembra-lhe de tudo o que o Jovem Obreiro precisava por em prática, ou seja, o conhecimento que adquiriu na sua infância e adolescência…

2 Todo Cristão faz Teologia, querendo ou não

Essa é uma razão bastante obvia, pelo simples fato de que cada um de nós, em meio a igreja ou quando falamos acerca as coisas de Deus, estamos FAZENDO teologia, estamos teologando.
Teologia não é algo que somente professores ou teólogos renomados e famosos podem fazer, algo que já disse anteriormente.

Teologia é também a maneira que encontrarmos para responder a questões que ou nos atormentam ou algumas vezes deixamos sem respostas. Qualquer resposta que damos, explicando alguma demanda social, ou mesmo pessoal, estamos fazendo teologia. Toda a elaboração do pensamento cristão é teológica, portanto, não há como fugir disso.

E Por isso então, deveríamos cada vez mais nos aprofundar no estudo Bíblico e Teológico. Entender que a teologia bíblica é a tentativa nossa de entender a voz de Deus através de sua palavra escrita.

3 – Estar apto para fazer a defesa de sua crença

Conforme informado nos parágrafos acima, O chamado cristão é um chamado a “dar as razões de sua esperança”. Estudar teologia é buscar a capacitação para em qualquer tempo explicar as razões de ser chamado cristão. A Teologia irá te apresentar a apologética, que é a ciência que estuda a defesa de sua fé. Todo cristão deve estar apto a falar de Deus, e a teologia vai te auxiliar muito neste processo.

4 – Teologia não é letra que mata

Essa é a quarta razão: é preciso entender que teologia não é letra que mata, pois a teologia só será realmente compreendida através da instrumentalidade da ação do Espírito Santo de Deus.
Mesmo que não saibamos as respostas, podemos depender de Deus para orientar e direcionar nossa fé, nossa crença e então nossa prática, sem a qual a fé é vazia em si mesma.

5 – Exercer um Ministério Excelente

A quinta e última razão que enumero aqui (poderia citar inúmeras outras razões, mas creio que estas bastam!) através do melhor conhecimento da Bíblia e da Teologia exercer o ministério de forma mais excelente. Exercer de forma mais profunda e que com certeza glorificará ainda mais a Deus.
O mero conhecimento intelectual tende a nos transformar em pessoas difíceis. O verdadeiro conhecimento, que é experimental nos coloca no lugar certo: no crescimento de nossa fé e espiritualidade.
Aí está um desafio: se você ainda não fez um bom curso teológico que tal iniciar os seus estudos e estudar teologia agora ?
Deus nos abençoe

 

8 ERROS MAIS COMUNS que a grande Maioria dos Pregadores Cometem.

🚫8 ERROS MAIS COMUNS que a grande Maioria dos Pregadores Cometem ao expor os seus sermões

O Apóstolo Paulo recomendou o seguinte texto ao seu Discipulo Timóteo 👇

“Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4.2).📖 De fato, a preocupação do Apóstolo era que o jovem Timóteo jamais fosse levado por outras distrações que pudessem o desviar do foco da mensagem cristocêntrica. Podemos dizer que o conselho dado a Timóteo não tem sido muito bem aproveitado por muitos pregadores do século 21.

E por isso trago aqui os

🚫8 ERROS MAIS COMUNS que a grande Maioria dos Pregadores Cometem.

✔Veja o vídeo até o fim porque no final tenho algo especial pra você nunca mais cometer estes erros.

É importante Estudar Teologia?

Introdução: Um confronto teológico

É importante Estudar Teologia?

Paz e Graça, este artigo foi extraído e adaptado do Livro “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia” de Myer Pearlman, e é parte integrante dos bônus oferecidos no nosso Clube da Teologia.

A teologia, sobre a qual versa este texto, no sentido etimológico, é: “o assunto acerca de Deus”, assunto o mais elevado de que é capaz de se ocupar a mente humana. Vários métodos de teologia têm sido propostos, como sejam: especulativo, deístico, racionalista, dogmático e místico. Esses têm conduzido os homens a conclusões contrárias às Escrituras, conclusões que violam ao mesmo tempo a nossa natureza moral.

O método teológico, que ao mesmo tempo honra as Escrituras e também satisfaz à alma do homem é o método indutivo, tal qual o Pearlman, o emprega.

A Bíblia é para o teólogo o que a natureza é para o homem de ciência. Por isso sempre é importante Estudar Teologia;

É sua fonte de fatos concretos. O teólogo reverente adota, para averiguar o que a Bíblia ensina, o mesmo método que o filósofo adota para averiguar o que a natureza ensina.

Nesse processo, que requer grande diligência, precaução e exaustivo trabalho, derivam-se os princípios dos fatos, e não os fatos dos princípios. Os grandes fatos da Bíblia devem ser aceitos tais quais são, e deles edificar-se o sistema teológico, a fim de abraçá-lo na sua integridade.

É motivo de grande satisfação atentarmos para o fato de que as Escrituras contêm todos os fatos da teologia, admitindo verdades intuitivas, tanto intelectuais como morais, por causa da nossa constituição como seres racionais e morais. Ao mesmo tempo admitem as Escrituras o poder controlador sobre as crenças exercido pelo ensino intimo do Espírito Santo, ou seja a experiência religiosa. Esta verdade ao bem se ilustra na palavra do apóstolo Paulo que disse:

“A minha palavra, e a minha pregação não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” (1 Cor. 2:4). Esse ensino ou “demonstração” íntima do Espírito Santo limita-se às verdades objetivamente reveladas nas Escrituras, não como revelação de novas verdades, mas como iluminação da mente que a torna apta para perceber a verdade, a excelência e a glória das coisas anteriormente reveladas.



Assim disse o apóstolo Paulo em continuação da passagem: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está ? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Cor. 2:10-16).

Essa posição doutrinária e bíblica, simples e espiritual, é a posição tomada pelo autor, o irmão Myer Pearlman, posição do apóstolo Paulo.

Nessa posição a Bíblia contém todos os fatos e todas as verdades reveladas pelo Espírito de Deus ao homem.

I. A natureza da doutrina Cristã

A doutrina cristã (a palavra “doutrina” significa “ensino” ou “instrução”) pode definir-se assim: as verdades fundamentais da Bíblia dispostas em forma sistemática. Este estudo chama-se comumente: “teologia”, ou seja, “um tratado ou um discurso racional acerca de Deus”. (Os dois termos serão usados alternadamente neste post.) A teologia ou a doutrina assim se descreve: a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das suas relações para com o homem. Trata de tudo quanto se relaciona com Deus e com os propósitos divinos.

Por que descrevemos a teologia ou a doutrina como sendo uma “ciência”?

A ciência é a disposição sistemática e lógica de fatos comprovados. A teologia é chamada ciência porque consiste em fatos relacionados com Deus e com as coisas de ordem divina, apresentadas de uma maneira lógica e ordenada.

Qual é a conexão entre a teologia e a religião? Religião vem da palavra latina “Religare” que significa “Religar”; religião representa as atividades que “ligam” o homem a Deus numa determinada relação. A teologia é o conhecimento acerca de Deus. Assim a religião é a prática, enquanto a teologia é o conhecimento. A religião e a teologia devem coexistir na verdadeira experiência cristã; porém, na prática, às vezes, se acham distanciadas, de tal maneira que é possível ser teólogo sem ser verdadeiramente religioso, e por outro lado a pessoa pode ser verdadeiramente religiosa sem possuir um conhecimento sistemático doutrinário.

“Se conheces estas coisas, feliz serás se as observas”, é a mensagem de Deus ao teólogo. “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tim. 2:15), é a mensagem de Deus ao homem espiritual.

Qual é a diferença entre doutrina e dogma? Doutrina é a revelação da verdade como se encontra nas Escrituras; dogma é a declaração do homem acerca da verdade quando apresentada em um credo.

Esperamos confiadamente que a teologia ou doutrina encontre o lugar que merece no pensamento e na educação religiosa. Para um ser imortal, a verdade acerca de Deus, do destino humano e do caminho para a vida eterna, nunca pode ser de pouca importância.

Todos os homens que raciocinam devem tomar em consideração essas coisas. São perguntas tão antigas quanto a própria raça humana e só podem ser esquecidas quando a raça houver submergido na idiotice ou houver perdido a imagem de Deus.

“Assim como o homem pensa no seu oração, assim ele é. Toda a existência do homem gira em torno do que pensa, especialmente do que pensa acerca de Deus”

II. O valor da doutrina Cristã

1. O conhecimento (doutrinário) supre a necessidade de haver uma declaração autoritária e sistemática sobre a verdade.

Há uma tendência em certos meios de não somente procurar diminuir o valor de ensinos doutrinários como também de dispensá-los completamente como sendo desnecessários e inúteis. Porém, enquanto os homens cogitam sobre os problemas da sua existência, sentirão a necessidade de uma opinião final e sistemática sobre esses problemas. A doutrina sempre será necessária enquanto os homens perguntarem: “De onde vim? quem sou eu? e para onde vou?”

Muitas vezes se ouve esta expressão: “não importa o que a pessoa crê uma vez que faça o bem.” Essa opinião dispensa a doutrina por julgá-la de nenhuma importância em relação à vida.

Mas todas as pessoas têm uma teologia, queiram ou não reconhecê-lo; os atos do homem são fruto de sua crença. Por exemplo, quão grande diferença haveria no comportamento da tripulação um navio que estivesse ciente de que viajava em direção a um destino determinado, e o comportamento da tripulação dum navio que navegasse à mercê das ondas e sem rumo certo.

A vida humana é uma viagem do “tempo” para a eternidade, e é de grande importância a pessoa saber que essa viagem não tem significado ou rumo certo, ou que é uma viagem planejada pelo seu Criador e dirigida por ele para um destino celestial.

 2. O conhecimento doutrinário é essencial para o pleno desenvolvimento do caráter cristão.

As crenças firmes produzem caráter firme; crenças bem definidas produzem também convicções bem definidas. Naturalmente, a crença doutrinária da pessoa não é sua religião, assim como a espinha dorsal do seu organismo não é a sua personalidade. Mas assim como uma boa espinha dorsal é parte essencial do corpo, assim um sistema definido de crença é uma parte essencial da religião.




Alguém disse: “O homem não precisa expor a sua espinha dorsal, no entanto deve possuí-la para estar bem aprumado. Da mesma forma, o cristão precisa de uma definição doutrinária para não ser um cristão volúvel e até corcundo!” Certo pregador francês unitáriano fez a seguinte declaração: “A pureza de coração e de vida importa mais do que a opinião correta.” A essa declaração outro pregador francês respondeu: “A cura também é mais importante que o remédio; mas sem o remédio não haveria cura!” Sem dúvida é mais importante viver a vida cristã do que apenas conhecer as doutrinas cristãs; porém não pode haver experiência cristã enquanto não houver conhecimentos das doutrinas cristãs.

É importante Estudar Teologia?

3. O conhecimento doutrinário é um baluarte contra o erro. (Mat.22:29; Gál. 1:6-9; 2 Tim. 4:2-4.)

Diz-se com razão, que as estrelas surgiram antes da astronomia, e que as flores existiram antes da botânica, e que a vida existia antes da biologia, e que Deus existia antes da teologia.

Isto é verdade. Mas os homens em sua ignorância conceberam idéias supersticiosas acerca das estrelas, e o resultado foi a pseudociência da astrologia. Os homens conceberam falsas idéias acerca das plantas, atribuindo-lhes virtudes que não possuíam, e o resultado foi a feitiçaria. O homem na sua cegueira formou conceitos errôneos acerca de Deus e o resultado foi o paganismo com suas superstições e corrupção.

Porém surgiu a astronomia com seus princípios verdadeiros acerca dos corpos celestes e dessa maneira expôs os erros da astrologia. Surgiu a botânica com a verdade sobre a vida vegetal e dessa maneira foram banidos os erros da feitiçaria. Da mesma maneira, as doutrinas bíblicas expurgam as falsas idéias acerca de Deus e de seus caminhos.

“Que ninguém creia que erro doutrinário seja um mal de pouca importância”, declarou D. C. Hodge, teólogo de renome. “Nenhum caminho para a perdição jamais se encheu de tanta gente como o da falsa doutrina. O erro é uma capa da consciência, e uma venda para os olhos.”

4. O conhecimento doutrinário é uma parte necessária do equipamento de quem ensina a Palavra de Deus.

Quando uma remessa de mercadorias chega a uma casa comercial, essas mercadorias são desempacotadas, devidamente registradas, e colocadas em seus devidos lugares nas prateleiras para serem vendidas. Essa ilustração mostra que deve haver certa ordem. Da mesma maneira, um dos propósitos do estudo sistemático é pôr as doutrinas em ordem. A Bíblia obedece a um tema central. Mas existem muitas verdades relacionadas com o tema principal que se encontram nos diversos livros da Bíblia. Assim sucede que, para adquirir um conhecimento satisfatório das doutrinas, e para poder entregá-lo a outrem, devem-se combinar as referências relacionadas ao assunto e organizá-las em tópicos e subtópicos.

É importante Estudar Teologia? Veja no link abaixo:

III. A classificação da doutrina

A teologia inclui muitos departamentos:

  1. A teologia exegética (exegética vem da palavra grega que significa “sacar”ou “extrair” a verdade) procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras. Um conhecimento das línguas originais nas quais foram escritas as Escrituras pertence a este departamento da teologia.
  2. A teologia histórica traça a história do desenvolvimento da interpretação doutrinária, e envolve o estudo da história da igreja.
  3. A teologia dogmática é o estudo das verdades fundamentais da fé como se nos apresentam nos credos da igreja.
  4. A teologia bíblica traça o progresso da verdade através dos diversos livros da Bíblia, e descreve a maneira de cada escritor apresentar as doutrinas importantes.

Por exemplo: segundo este método ao estudar a doutrina da expiação estudar-se-ia a maneira como determinado assunto foi tratado nas diversas seções da Bíblia — no livro de Atos, nas Epístolas, e no Apocalipse. Ou verificar-se-ia o que Cristo, Paulo, Pedro ou João disseram acerca do assunto. Ou descobrir-se-ia o que cada livro ou seção das Escrituras ensinou concernente às doutrinas de Deus, de Cristo, da expiação, da salvação e de outras.

  1. A teologia sistemática. Neste ramo de estudo os ensinos bíblicos concernentes a Deus e ao homem são agrupados em tópicos, de acordo com um sistema definido; por exemplo, as Escrituras relacionadas à natureza e à obra de Cristo são classificadas sob o título: “Doutrina de Cristo”.

A matéria contida no presente livro é uma combinação de teologia bíblica e sistemática. É bíblica no sentido de que as verdades são extraídas das Escrituras e o estudo acompanha as perguntas: “Que dizem as Escrituras (exposição) e que significam as Escrituras (interpretação)”? É sistemática no sentido de que a matéria está agrupada segundo uma ordem definida.

IV. Um sistema de doutrina

Qual é a ordem a que vai obedecer o agrupamento desses tópicos? Não se pode fazer uma regra rígida. Há muitos modos de fazer esses agrupamentos, cada qual possuindo o seu valor peculiar.

Procuraremos seguir a ordem baseada sobre as relações de Deus com o homem, nas quais Deus visa a redenção da humanidade.

  1. A doutrina das Escrituras. De que fonte extrairemos a verdade inerente acerca de Deus? A natureza, na verdade, revela a existência, o poder e sabedoria de Deus. Mas não expõe o caminho do perdão, e nenhum meio provê de escapar ao pecado e suas conseqüências.Ela não supre incentivo algum para a santidade e nenhuma revelação fornece acerca do futuro. Deixando de lado o primeiro livro de Deus — a natureza — vamos ao outro livro de Deus — a Bíblia — na qual encontramos a revelação perfeita de Deus concernente a esses assuntos.

Qual a razão de se aceitarem as opiniões bíblicas como sendo a pura verdade? A resposta a tal pergunta leva-nos ao estudo da natureza das Escrituras, a sua inspiração, precisão e confiança.

  1. A doutrina de Deus. Procuramos verificar o que as Escrituras ensinam acerca do maior de todos os fatos — o fato de Deus, sua natureza e existência.
  2. A doutrina dos anjos. Do Criador naturalmente passamos ao estudo de suas criaturas, e, portanto, vamos considerar as mais elevadas de suas criaturas: os anjos. Este tópico também inclui os anjos maus, Satanás e os demônios.
  3. A doutrina do homem. não nos demoraremos muito tempo no tema dos espíritos maus e bons, mas passaremos a considerar a opinião bíblica acerca do homem, porque todas as verdades bíblicas se agrupam ao redor de dois pontos focais — Deus e o homem. Em segundo lugar em importância, apos o estudo de Deus, está o estudo acerca do homem.
  4. A doutrina do pecado. O fato mais trágico em conexão com o homem é o pecado e suas conseqüências. As Escrituras nos falam de sua origem, natureza, conseqüências e remédio.
  5. A doutrina de Cristo. Segue-se, depois do pecado do homem, o estudo da pessoa e da obra de Cristo, o Salvador do homem.
  6. A doutrina da expiação. Sob este título consideramos os fatos que esclarecem o significado da obra de Cristo a favor do homem.
  7. A doutrina da salvação. Como se aplica a expiação às necessidades do homem e como se faz real em sua experiência? Os fatos que nos dão essa resposta agrupam-se sob a doutrina da salvação.
  8. A doutrina do Espírito Santo. Como se faz real no homem a obra de Cristo? Isto é assunto tratado na doutrina da natureza e da obra do Espírito Santo.
  9. A doutrina da igreja. Os discípulos de Cristo obviamente necessitam de alguma organização para se realizarem os propósitos de adoração, instrução, comunhão e propagação do Evangelho. O Novo Testamento nos fala acerca da natureza e da obra dessa organização.
  10. A doutrina das últimas coisas. É natural dirigirmos o nosso olhar para o futuro e pensar: “Qual será o resultado final de todas as coisas — a vida, a história, o mundo?” — Tudo o que se relaciona com o futuro então se agrupa sob o título: “As últimas coisas”.

 

O Que é o Movimento Pentecostal

Falar sobre o Movimento Pentecostal, é algo um tanto quanto pertinente porque nós sabemos que grande parte da igreja hoje é de linha Pentecostal e a grande maioria, não tem o conhecimento acerca da origem do Movimento Pentecostal nos termos atuais, como conhecemos hoje. E por  isso eu venho trazer aqui a minha posição acerca do Movimento Pentecostal, na verdade quero falar de forma resumida, acerca da história do Movimento Pentecostal.

O Primeiro Registro que se tem notícia acerca do Movimento do qual tornou comum chamar de Pentecostal, encontra-se no livro de Atos dos Apóstolos no Capítulo de número 2, onde o autor nos informa acerca da descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes e por isso o termo Pentecostal acabou sendo utilizado posteriormente pelo fato de ter acontecido a manifestação do Espírito Santo no dia de Pentecostes que é uma festa judaica.



Gostaria de chamar atenção aqui para esse texto onde “todos foram Cheios do Espírito Santo e começaram então a falar em outras línguas conforme o espírito santo eles conseguiram falar” Vemos então que o primeiro Registro “sobrenatural” de Deus acerca de Pentecostes como nós chamamos encontra-se baseado no livro de Atos dos Apóstolos,  ademais, preciso dizer que algumas pessoas interpretam o texto de maneira equivocada quando afirmam que houve o movimento de línguas estranhas aqui no Capítulo 2 de Atos e se atentarmos mais detalhadamente ao texto, perceberemos não foi isso que aconteceu, o texto nos informa que cada um falava conforme a língua a sua língua materna e se você continuar lendo o texto você notará que o texto se trata de uma língua que não era estranha,  mas de uma língua natural de outros povos de outras línguas como texto diz no Versículo de número 6: “o ouvirem aquele estrondo, ajuntou-se um grande número de pessoas; e ficaram maravilhados, pois cada um ouvia falar em sua própria língua”, e o texto aqui se verificarmos o original o Versículo 4 onde informa que todos foram cheios  do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas conforme o espírito santo lhes concedia é: καὶ ἐπλήσθησαν ἅπαντες πνεύματος ἁγίου καὶ ἤρξαντο λαλεῖν ἑτέραις γλώσσαις καθὼς τὸ πνεῦμα ἐδίδου αὐτοῖς ἀποφθέγγεσθαι (kai eplēsthēsan pantes Pneumatos Hagiou kai ērxanto lalein heterais glōssais kathōs to Pneuma edidou apophthengesthai autois)

O texto aqui significa  falar em uma língua diferente  da sua língua não é uma língua estranha, ou seja, cada um falou na sua língua materna a sua língua de origem e aí foi movimento foi o início da igreja, marcando então o dia de Pentecostes.

As Pessoas  falavam conforme o Espírito Santo lhes concedia falassem, línguas reconhecidas de todos e cada um falava na sua língua, um exemplo exemplo básico seria alguém começar a falar em inglês mesmo sem saber falar inglês ou começar a falare e a pessoa conseguir entender seu idioma materno.

 Então o que acontece no livro de Atos é o movimento conhecido como heteroglossa ou o falar em outra língua diferente daquela que eles falavam para que o evangelho na verdade fosse anunciada a todos aqueles que estavam ali.

A Manifestação Pentecostal ao longo da história da Igreja

Veja o Vídeo onde falo detalhadamente sobre a história do Movimento Pentecostal:



Qual a forma de governo perfeita?

Finalmente chegou o tempo! ” anunciava Ele. “O Reino de Deus está próximo! Mc 1:15a (Biblia Viva)

O nosso país passa por periodo conturbado (politicamente falando), e mediante tudo isso vejo pessoas conjecturando, debatendo sobre qual seria a melhor forma de governo.
Que tipo de governo poderia dar certo?
Alguns defendem o comunismo, outros o sistema capitalista, outros a intervenção militar, porém nunca conseguem chegar a um denominador comum. Vamos entender:

Qual a forma de governo perfeita?

O Capitalismo: Tendo sua origem em meados do Séc. XVII, o capitalismo ganha força na Europa e posteriormente em todo o mundo.
O desenvolvimento das sociedades capitalistas foi marcado por uma universalização das relações sociais baseadas no dinheiro, onde uma classe de trabalhadores assalariados consistentemente abrangente e uma classe que domina o controle da riqueza e do poder político desenvolveu-se na Europa Ocidental em um processo que levou à Revolução Industrial. O grande cerne do Capitalismo é a Meritocracia, a lei da sobrevivência (que por vezes é injusta).

O Comunismo Socialista: Segundo a Wikipédia, o Comunismo é uma ideologia política e socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum dos meios de produção.


Um dos seus principais mentores filosóficos, Karl Marx, postulou que o comunismo seria a fase final do desenvolvimento da sociedade humana e que isso seria alcançado através de uma revolução proletária, isto é, uma revolução encabeçada pelos trabalhadores das cidades e do campo.
Agora é preciso dizer que em todos os países em que tentaram implantar o regime comunista, houve problemas, não funcionou.

Então qual seria a saida?

βασιλεία τοῦ θεοῦ basileia tou theou (O Reino de Deus)

“Finalmente chegou o tempo! ” anunciava Ele. “O Reino de Deus está próximo! Afastem-se dos seus pecados e ajustem sua vida e esta gloriosa mensagem! ” Mc 1:15 (Biblia Viva)

“No final, os governantes são parte da sociedade, seres humanos como qualquer um.” Disse o auditor-chefe da Nicarágua ao tentar explicar por que é impossível acabar com a corrupção no governo.

Com bases na fala do auditor, penso que, se a sociedade humana é corrupta, não concorda que qualquer governo humano também será corrupto? Independente de ser comunismo, anarquismo, capitalismo ou o que quer que seja?

O que quero dizer é que um governo livre de corrupção não pode ter origem humana. A Bíblia fala de um governo justo e eterno, tão primordial ao ser humano que é uma das coisas que o próprio Jesus ensinou seus discipulos a buscar em primeiro lugar” O Reino de Deus

Essa será a forma de governo perfeita, onde haverá justiça, todos viverão de forma igualitária sem preocupações com o que comer, beber ou vestir, etc…

E esse Reino não é conquistado pelo voto, e também não é algo para o futuro, Jesus disse:
“O Reino de Deus está no meio de vós”.
Ele nos convida a fazer parte deste Reino agora.
A mudança começa comigo e com você, juntos podemos fazer parte deste reino e manifestar ao mundo os desígnios de Deus.



O Reino de Deus começa aqui e agora, ele começa dentro de você. Pense nisso.
Talvez não podemos transformar o mundo, mas podemos mudar o mundo à nossa volta.

Nós somos os agentes desse Reino inaugurado por Jesus. E essa é a boa noticia do Evangelho. O Reino de Deus já foi inaugurado e você é convidado a fazer parte.
Venha, é de graça, venha, é para todos….

Altemar Oliveira.
Aprendedo a Ser Discipulo e a caminhar com o Mestre

O texto de Cantares 1:5 é racista?

Ct 1:5 “Eu sou morena, mas sou bonita; ouviram, moças de Jerusalém? A minha pele queimada é da cor das cabanas escuras de Quedar. O Rei Salomão: Mas sua pele é macia como as cortinas de seda do rei Salomão! A Moça:”Ct 1:5 – Biblia Viva.

A tradução no verso “eu sou MORENA, porém bela” em Cantares 1.5 está correta?

Afinal, por que “morena” aparece nas traduções sucedida pela conjunção adversativa “mas”, “porém”? Ser “morena” é demérito ou o problema é na tradução?

Algumas traduções:

NVI: Estou escura, mas sou bela…
NAA: Eu sou morena e bonita…
A21: Estou morena, mas sou bela…

Então o texto de Cantares 1:5 é racista?

As questões em Cantares são bem mais sérias do que essa, nessa “tradução” onde está morena, é negra mesmo.

ipsis literis, o termo usado em hebraico ( שְׁחוֹרָ֤ה / šə·ḥō·w·rāh) é negra, dizendo de si mesma. Esse “problema” de negar a Sulamita como negra, é recorrente das traduções de língua portuguesa. A motivação parece óbvia.

Para a época das traduções para o português, a escravidão, uma sociedade escravocrata, como a portuguesa colonial, a mentalidade faz essa censura, evitando o constrangimento dessa relação, entre um dos personagens mais célebres, e uma mulher negra.
O problema maior é a tradição tradutória se manter ao longo do tempo, preferindo termos como “escura”, “morena”, para evitar o constrangimento.

Também na septuaginta, o termo usado (μέλαινα / melaina) não dá margem ao “morena”, também é negra.
ainda há a questão que, o texto original não suporta o “mas”, dessa tradução usada, mas sim o “e”.