O que é o Espírito Santo

O que é o Espírito Santo – Pneumatologia

O que é o Espírito Santo Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Aula 3

Olá meus irmãos em Cristo, Paz e Graça.

Chegando com a nosso terceiro artigo sobre as Doutrinas da Bíblia, semana passada falamos sobre a Cristologia, e hoje falaremos sobre a Terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo, o termo técnico para este estudo é Pneumatologia e faz parte da Teologia Sistemática, grade integrante em nosso Curso Bacharel em Teologia.

Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade

Este é nome aplicado à terceira pessoa da Trindade Santa. Apesar de se nos dizer em Jo 4.24 que Deus é Espírito*, o nome se aplica mais particularmente à terceira pessoa da Trindade. O termo hebraico com o qual Ele é designado é Ruach, e o grego, é Pneuma, ambos os quais, como o vocábulo latino spiritus, derivam de raízes que significam “soprar”, “respirar”.

Daí, também podem ser traduzidos por “sopro” ou “fôlego”, Gn 2.7; 6,17; Ez 37.5, 6, ou “vento”, Gn 8.1: 1 Rs 19.11: Jo 3.8. O Antigo Testamento geralmente emprega o termo “espírito” sem qualificativos, ou fala do “Espírito de Deus” ou “Espírito do Senhor”, e utiliza a expressão “Espírito Santo” somente em Sl1.11; Is 63.10, 11,enquanto que o Novo Testamento esta veio a ser uma designação da terceira pessoal da Trindade. É um fato notável que, enquanto o Antigo Testamento repetidamente chama a Deus “o Santo de Israel”, Sl 71.22; 89.18; Is 10.20; 41.3; 48.17, o Novo Testamento raramente se aplica o adjetivo “santo” a Deus em geral, mas utiliza freqüentemente para caracterizar o Espírito. Com toda a probabilidade isto se deve ao fato de que foi especialmente no Espírito e Sua obra santificadora que Deus se revelou como Santo. É o Espírito Santo que faz Sua habitação nos corações dos crentes, que os separa para Deus, e que os purifica do pecado. Louis Berkhoff – Teologia Sistemática.

O Espirito Santo é uma Pessoa? A personalidade do Espírito Santo

As expressões  “Espírito Santo” e “Espírito de Deus” não demontram de forma clara o suficiente a personalidade da mesma forma que o termo “Filho” o faz. Ademais, não há relatos no texto sagrado onde a pessoa do Espírito Santo aparece de forma pessoal, e discernível entre os homens, do modo como aconteceu com a pessoa do Filho, por isso há divergencias acerda do Espirito Santo em toda a História da Igreja. e Por isso, a personalidade do Espírito Santo em diversas ocasiões foi posta em cheque, por isso, merece uma atenção especial. A personalidade do Espírito foi negada na Igreja Primitiva pelos monarquistas e pneumatomaquianos,  seguidos pelos socianos nos tempos da Reforma Protestante.

Muitos, ainda hoje sugerem que as passagens que parecem implicar a personalidade do Espírito Santo simplesmente contêm personificações do mesmo. Mas as personificações certamente são raras nos escritos do Novo Testamento, e podem ser reconhecidas com bastante facilidade. Ademais, essa explicação evidentemente destrói o sentido de algumas dessas passagens como, por exemplo, Jo 14.26; 16.7-11; Rm 8.26.

A prova Escriturística acerca da personalidade do Espírito Santo é mais que suficiente para o cristão sincero:

(1) Designativos próprios de personalidade Lhe são dados. Embora pneuma seja um termo neutro, o pronome masculino ekeinos é utilizado como referência ao Espírito Santo em Jo 16.14; e em Ef 1.14 algumas das melhores autoridades têm o pronome relativo masculino hos. Além disso, é-lhe aplicado o nome Parakletos, Jo 14.26; 15.26; 16.7, termo que não pode ser traduzido por “conforto”, “consolação”, nem pode ser considerado como nome de alguma influência abstrata. Um fato que indica que se trata de uma pessoa é que o Espírito Santo, como Consolador, é colocado em justaposição com Cristo como o Consolador que estava para partir, a quem o mesmo termo é aplicado em 1 Jo 2.1.

Veja o Texto de João 16:14

“O Espírito me glorificará, porque receberá do que é meu e vos anunciará.” Jo 16:14 King James Atualizada

ἐκεῖνος ἐμὲ δοξάσει, ὅτι ἐκ τοῦ ἐμοῦ λήμψεται καὶ ἀναγγελεῖ ὑμῖν. Westcott and Hort 1881

ekeinos eme doxasei hoti ek tou emou lēmpsetai kai anangelei hymin  – Texto Grego Transliterado

(2) São atribuídas ao Espírito Santo, características de pessoa, como inteligência, Jo 14.26; 15.26; Rm 8.16, volição, At 16.7; 1 Co 12.11; e sentimentos, Is 63.10; Ef 4.30. Ademais, Ele realiza atos próprios de personalidade. Ele Sonda, fala, testifica, revela, luta, cria, intercede, vivifica os mortos, etc, Gn 1.2; 6.3; Lc 12.12; Jo 14.26; 15.26; 16.8; At 8.29; 13.2; Rm 8.11; 1 Co 2.10, 11. Alguém que realiza estas coisas não pode de maneira alguma ser uma simples força ou influência, mas é de fato uma pessoa.

(3) O Espírito Santo é apresentado nas páginas das Escrituras como alguém que mantém relacionamentos interpessoais, que implicam Sua própria personalidade. Ele é colocado na justaposição com os apóstolos em At 15.28, com Cristo em Jo 16.14, e com o Pai e o Filho em Mt 28.19; 2 Co 13.13; 1 Pe 1.1, 2; Jd 20, 21. Uma exegese honesta, exige necessariamente que nestas passagens o Espírito Santo seja considerado uma pessoa, veja:


“Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destes preceitos necessários” Atos 15:28 King James Atualizada

ἔδοξεν γὰρ τῷ πνεύματι τῷ ἁγίῳ καὶ ἡμῖν μηδὲν πλέον ἐπιτίθεσθαι ὑμῖν βάρος πλὴν τούτων τῶν ἐπάναγκες, Westcott and Hort 1881

edoxen gar tō Pneumati tō Hagiō kai hēmin mēden pleon epitithesthai hymin baros plēn toutōn tōn epanankes  –Texto Grego Transliterado

A relação do Espírito Santo com as outras pessoas da Trindade

As primeiras controvérsias acerca da Triunidade Divina levaram os pais da Igreja à conclusão de que o Espírito Santo, assim como o Filho, é da mesma essência do pai e, portanto,  consubstancial com Ele. E a longa discussão acerca da questão, se o Espírito Santo procedeu somente do pai ou também do Filho, foi finalmente firmada pelo Sínodo de Toledo em meados de+- 589, pelo acréscimo da palavra “Filioque” (e do Filho) à versão latina do Credo de Constantinopla: “Credimos in Spiritum Sanctum qui a Patre Filioque procedidit” (“Cremos no Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho”).

Esta processão do Espírito Santo, resumidamente chamada espiração, é Sua propriedade pessoal. Muito do que foi falado a respeito da geração do Filho também se aplica à espiração do Espírito Santo, e não é necessário repetir. Percebam, contudo, os seguintes pontos de distinção entre ambas:

(1) A geração é obra exclusiva do Pai; a espiração é obra do pai e do Filho.

(2) Pela geração o Filho é habilitado a tomar parte na obra de espiração, mas o Espírito Santo não adquire esse poder.

(3) Segundo a ordem lógica, a geração precede à espiração. Devemos lembrar, porém, que isso tudo não implica nenhuma subordinação essencial do Espírito Santo ao Filho. Na espiração, como na geração, há uma comunicação da substância total da essência divina, de modo que o Espírito Santo está em igualdade com o Pai e o Filho. A doutrina da processão do Espírito Santo do Pai e do Filho baseia-se em Jo 15.26, e no fato de que o Espírito é chamado também o Espírito de Cristo e do Filho, Rm 8.9; Gl 4.6, e é enviado por Cristo ao mundo. Pode-se definir a espiração como o terno e necessário ato da primeira e da segunda pessoa da Trindade pelo qual elas, dentro do Ser Divino, vêm a ser a base da subsistência pessoal do Espírito Santo, e propiciam à terceira pessoa a posse da substância total da essência divina, sem nenhuma divisão, alienação ou mudança.

O Espírito Santo é Deus – Sua divindade

Podemos estabelecer a veracidade da divindade do Espírito Santo Tendo como base a Escritura seguindo uma linha de comprovação muito parecida com a que foi empregada com relação ao Filho, vejamos:

(1) São-lhe dados nomes divinos, Êx 17.7 (comp. Hb 3.7-9); At 5.3, 4; 1 Co 3.16; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21.

(2) São-lhe atribuídas perfeições divinas, como onipresença, Sl 139.7-10, onisciência, Is 40.13, 14 (comp. Rm 11.34); 1 Co 2.10, 11, onipotência, 1 Co 12.11; Rm 15.19, e eternidade, Hb 9.14 (?).

(3) Ele realiza obras divinas, como a criação, Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4, renovação providencial, Sl 104.30, regeneração, Jo 3.5, 6; Tt 3.5, e a ressurreição dos mortos, Rm 8.11.

(4) É-lhe prestada honra divina, Mt 28.19; Rm 9.1; 2 Co 13.13.

A Obra do Espírito Santo

De muito maior importância e que não falamos ainda é a obra do Espírito Santo no tocante a redenção. Aqui podemos ser mencionar os seguintes pontos:

(1) O preparo e a qualificação de Cristo para a Sua obra mediadora: Ele preparou para Cristo um corpo e, assim, capacitou-o a tornar-se um sacrifício pelo pecado, Lc 1.35; Hb 10.5-7. Nas palavras “corpo me formaste”, o escritor de Hebreus segue o texto da Septuaginta. O sentido ali é: Pela preparação de um corpo santo, me capacitaste a ser um sacrifício pelo pecado. Em seu batismo Cristo foi ungido com o Espírito Santo Lc 3.22, e recebeu do Espírito Santo dons habilitadores sem medida, Jo 3.24

(2) A inspiração da Escritura: O Espírito Santo inspirou as Sagradas Escrituras e deste modo trouxe aos homens a revelação especial de Deus, 1 Co2.13; 2 Pe 1.21, o conhecimento da obra de redenção que há em Cristo Jesus.

(3) A formação e o aumento da igreja: O Espírito Santo forma e dá crescimento à igreja, o corpo místico de Jesus Cristo, pela regeneração e pela santificação, e habita nela como o princípio da nova vida, Ef 1.22, 23; 2.22; 1 Co 3.16; 12.4s.

(4) Ensino e direção da igreja: O Espírito Santo é aquele que dá testemunho de Cristo e guia a igreja em toda verdade. Em fazendo isto, Ele manifesta a glória de Deus e de Cristo, aumenta o nosso conhecimento acerca do Salvador, livra a igreja do erro e a prepara para o seu destino eterno, Jo 14.26; 15.26; 16.13, 14; At 5.32; Hb 10.15; 1 Jo 2.27.

Por Hora ficaremos por aqui, semana que vem, volto com mais estudo pra Voce.

Soli Deo Gloria

Pr. Altemar Oliveira

Livros que utilizados neste breve artigo:

Teologia Sistematica – Vincent Cheung

Teologia Sistematica – Louis Berkhof

Apostila de Teologia Sistemática – FATEOS

Pr. Altemar Oliveira

Palavras Pesquisadas neste artigo:

Pneumatologia, Teologia Sitemática, Doutrina da Trindade, Divindade do Espírito Santo, TJ acredita no Espírito Santo

Quem é Jesus, Cristologia

Cristologia – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia

A Cristologia

Paz e Graça. Voltando aqui pra continuar o nosso estudo sobre as Doutrinas da Bíblia, semana passada falamos sobre a Doutrina da Trindade, e hoje falaremos sobre a segunda pessoa da Trindade, o Cristo, o termo técnico para esta matéria é Cristologia e você pode estudar com mais profundidade esta e outras matérias da Teologia Cristã no nosso Clube da Teologia.

Um fato que todos concordam, independente de crença é que Jesus de Nazaré transformou a história da humanidade. Jamais houve e jamais haverá alguém como Ele. Ele é o tema de mais livros, peças, poesias, filmes, e manifestações de adoração do que qualquer outro homem na história da humanidade. Ele dividiu a história humana em a.C. e d.C. – “antes e depois de Cristo”, a Cristologia é amplamente nos circulos academicos e filosóficos em todo o mundo.

Ler as Suas palavras cuidadosamente “comparando-as com as de Maomé, Buda, e os escritos hindus, ou de qualquer outro líder religioso” é ficar atônito diante do seu poder e singularidade. Os que O ouviram, perguntaram surpresos: “Donde lhe vêm esta sabedoria e poderes miraculosos?” (Mt 13.54). Observar o que Ele fez é convencer-se intuitivamente das afirmações básicas da fé cristã.
Tudo de bom que o cristianismo fez ao mundo é resultado da influência de Jesus. Mas, quem era esse homem? As Escrituras hebraicas predisseram com séculos de antecedência a vinda de um Messias divino para toda a humanidade, e Jesus é o cumprimento dessas profecias.

Quem é Jesus?

Seu nome Jesus significa:” Jeová é salvação“; o filho de Deus, Salvador da humanidade, Deus encarnado.
Jesus é Deus tornado ser humano (Jo 1.14) para salvar as pessoas (1Jo 4.14). “Jesus ou Iesous” quer dizer “Yahweh é Salvador”; é a forma grega de “Josué” (Mt 1.21). “Cristo” quer dizer “Ungido”; é o mesmo que o termo hebraico MESSIAS (At 17.3).Genealogia de Jesus (Lc.3:23-38) Jesus Cristo é o Espírito da Profecia. A Forma Hebraica do seu nome é:

Yeshua Mashiach significa Jesus Cristo, o Messias.

Na verdade esse é um termo em aramaico, que era a língua falada por Jesus e também por seus discípulos. Os judeus, principalmente em Israel, ainda utilizam bastante a palavra. É possível encontrá-la no Novo Testamento porém, com uma ortografia diferente: Yeshu ha Notzri.

Yeshua Mashiach também pode ser escrito em hebraico, que é a língua sagrada dos judeus, a grafia é exatamente igual a do aramaico. O nome Yeshua é escrito também como Yehoshua, traduzido em português para Josué.

Títulos atribuídos a Jesus em toda a Bíblia Sagrada

EMANUEL (Mt 1.23); FILHO DE DAVI (Lc 20.41); FILHO DE DEUS (Jo 1.34); FILHO, DO HOMEM (Mt 25.31); SENHOR (At 2.36); VERBO (Jo 1.1-14= Palavra); SERVO; ( Fp 2.7); SERVO DO SENHOR (Is.53); CORDEIRO de Deus (Jo 1.29); SUMO SACERDOTE.(Hb 7.26; Hb.8.6); MEDIADOR (1Tm 2.5);NAZARENO (At.2:22-36); SALVADOR (Mt.1:18-25);PRINCIPE DA PAZ (Is.9:7).


Quem é Jesus? Sua Natureza

Esta é uma pergunta que muitos fazem até hoje, e o próprio Jesus questionou os seus discípulos acerca disso. Perguntou para seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” (Mateus 16, 13-14). E a Cristologia trata de trazer a resposta à luz das escrituras Sagradas

A Bíblia Sagrada afirma categoricamente que Cristo possui duas naturezas, ou seja, Jesus é tanto divino quanto humano. Ele existe junto com Deus Pai na eternidade como a segunda pessoa da Trindade, mas tomou para si a natureza humana na ENCARNAÇÃO. O Resultado disso não compromete nem confunde de forma alguma, seja a natureza divina, seja a humana, de modo que Cristo era totalmente Deus e totalmente homem, e permanecerá nessa condição para sempre.  As duas naturezas de Cristo subsistindo em uma pessoa dá-se o nome de UNIÃO HIPOSTÁTICA.

Algumas pessoas  alegam que a Cristologia, no ponto da União Hipostática gera uma contradição; Quero, antes de fornecer qualquer respaldo bíblico para esta Doutrina, irei primeiro defender sua consistência lógica.

Gostaria de recordar ao atento leitor, acerca de nossas conversas sobre a Trindade. A formulação doutrinária histórica da Trindade diz: “Deus é um em essência e três em pessoa”. Essa afirmação não acarreta contradição alguma. Vincent Cheung diz que Para haver uma contradição nós precisamos afirmar que “A é não-A”. Em nosso caso, isso se traduz da seguinte maneira: “Deus é um em essência e três em essência”, ou “Deus é um em pessoa e três em pessoa”. Afirmar que Deus é um e três (não um) ao mesmo tempo e no mesmo sentido é autocontraditório. Porém, nossa formulação da doutrina diz que Deus é um em um sentido e três em um outro diferente: “Deus é um em essência e três em pessoa”. Cheung,  Vincent – Teologia Sistemática

Além disso, embora cada uma das três pessoas participe na Divindade única, a doutrina não se torna um triteísmo visto que ainda há um único Deus, não três. A “essência” na formulação acima se refere aos atributos divinos, ou à própria definição de Deus, de forma que todas as três pessoas da Divindade preenchem completamente a definição de deidade. Mas isso não faz supor um triteísmo, pois a própria definição de deidade inclui o atributo ontológico da Trindade, de modo que cada membro não é um Deus independente. O Pai, o Filho e o Espírito são “pessoas” distintas porque representam três centros de consciência dentro da Divindade. Logo, embora todos os três participem completamente da essência divina de modo a fazê-los um só Deus, esses três centros de consciência resultam em três pessoas dentro dessa Divindade única.
De modo bem semelhante, a formulação doutrinária da pessoalidade e encarnação de Cristo dentro da cristologiadiz que ele é um num sentido e dois num outro diferente. Ou seja, ele é um em pessoa, mas dois em naturezas.

A doutrina das duas naturezas numa só pessoa transcende a razão humana. É expressão de uma realidade supermental e de um mistério incompreensível, que não tem analogia na vida do homem como a conhecemos, não acha suporte na razão humana e, portanto, só pode ser aceita pela fé na autoridade da palavra de Deus. Por essa razão, há redobrada necessidade de atentar para os ensinos da escritura sobre este ponto.

Existe diversas passagens nas Escrituras Sagradas que se referem às duas naturezas de Cristo, sempre evidenciando que só se tem em mente uma unica pessoa, Rm 1.3,4; Gl 4.4, 5; Fp 2.6-11. Em diversas passagens ambas as naturezas são expostas como unidas. Em parte alguma a Bíblia ensina que a divindade, no abstrato, ou algum poder divino estava unido a uma natureza humana ou nesta manifestado, mas sempre ensina que a natureza divina, no concreto, isto é, a pessoa divina do Filho de Deus, estava unida a uma natureza humana, Jo 1.14; Rm 8.3; Gl 4.4; 9.5; 1 Tm 3.16; Hb 2.11-14; 1 Jo 4.2, 3.

A União Hipostática  de Cristo, um Mistério.

Jesus - Deus-homem

A união das duas naturezas numa pessoa é um mistério que não pode ser compreendido, por essa mesma razão, é freqüentemente negado (assim como a Trindade Santa). Às vezes é comparado com a união de corpo e alma no homem; e de fato, há alguns pontos de similaridade. No homem há duas substancias, matéria e espírito, intimamente unidas e, contudo, não misturadas; assim também o mediador. No homem o princípio de unidade, a pessoa, não tem sua sede no corpo e do corpo sobre a alma é um mistério,assim também, na Cristologia,  a relação das duas naturezas de Cristo e suas influencias recíprocas. Tudo que acontece no corpo e na alma é atribuído à pessoa; assim tudo que se dá nas duas naturezas de Cristo é atribuído a Sua pessoa.

 

Às vezes se denomina um homem de acordo com o seu elemento espiritual, quando se lhe atribui algo que se aplica mais particularmente ao corpo, e vice-versa. Semelhantemente, coisas que se aplicam somente à natureza humana de Cristo são atribuídas a Ele quando Ele é mencionado segundo Sua natureza divina, e vice-versa. Como é uma honra para o corpo estar unido à alma, assim é uma honra para a natureza humana estar unida à pessoa do Logos. Naturalmente, a comparação é defeituosa. Ela não ilustra a união do divino e o humano, do infinito e o finito. Tampouco ilustra a unidade das duas naturezas espirituais numa só pessoa. No caso do homem, o corpo é material e a alma é espiritual. É uma união maravilhosa mas não tão maravilhosa como a união das duas naturezas de Cristo. Berkoff, Louis – Teologia Sistemática

Provas da Divindade de Jesus no Novo Testamento

Veja o que a Bíblia diz sobre Ele:

Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Colossenses 1.15);
Porque aprouve a Deus que, em Jesus, residisse toda a plenitude (Colossenses 1.19);
Jesus é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste (Colossenses 1.17);
Em Jesus habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade (Colossenses 2.9);
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito [Jesus], que está no seio do Pai, é quem o revelou (João 1.18);
Jesus é o resplendor da glória e a expressão exata do Ser de Deus, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder… (Hebreus 1.3);
Em Cristo todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Colossenses 2.3); § O Verbo [Jesus] estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu (João 1.10);
O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia se anifestou… Isto é, Cristo em vós, a esperança da glória (Colossenses 1.26,27);
Jesus é a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem (João 1.9);
Deus, o Pai, constitui ao Filho, Jesus, herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo (Hebreus 1.2);Jesus é o Mediador da Nova Aliança… (Hebreus 12.24);
Jesus é o Autor e Consumador da fé… (Hebreus 12.2);
Em Jesus temos a redenção, a remissão dos pecados (Colossenses 1.14);
Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1 Timóteo 2.5); § Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14.6).

Ainda há muito a ser tratado acerca da Cristologia, mas por hora, ficarei por aqui, recomendo o que o querido leitor pesquise livros de Teologia Sistemática para aprofundar melhor no assunto, uma vez que é de Suma importância.

Livros que utilizei para o aretigo:

Teologia Sistematica – Vincent Cheung

Teologia Sistematica – Louis Berkhof

Apostila de Teologia Sistemática – FATEOS

Pr. Altemar Oliveira

Palavras Pesquisadas neste artigo:

Cristologia, Teologia Sitemática, Quem é Jesus, União Hipostática de Cristo, Divindade de Cristo, Jesus é Deus

Doutrina da Trindade

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – A Doutrina da Trindade

Olá Querido Leitor, Paz e Graça. Este pequeno material tem a finalidade de expor a você os Rudimentos da fé cristã. A palavra “doutrina” significa ensinamento. E nestes pequenos textos, buscarei sintetizar o maior número possível de doutrinas bíblicas, para que você fique familiarizado, e assim crescer na graça e no Conhecimento de Deus. Procurei escrever de maneira simples e bem clara os ensinos, sempre bem munidos de base escriturística, trazendo sempre, os textos bíblicos que darão embasamento as Doutrinas aqui expostas. Em nenhuma doutrina frisarei minha ideias particulares, mas procurarei usar a Palavra para acurar a mais límpida verdade. Tenho por certo que existem verdades cristãs que devem estar na mente e coração de cada autêntico servo de Deus.

Procurei ser o mais simples possível ao compilar este trabalho, haja vista que nesses últimos dias muitos, no afã de se tornarem mestres acabam dando ouvidos a demônios, se esquecendo da simplicidade que há no verdadeiro evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
Que a graça do Senhor nos ajude e que possamos crescer nela com a ajuda do Santo Espírito. Quero lembrar vos sempre a exortação paulina: “Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não provem, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne” (Cl.2:20- 23).

A DOUTRINA DA TRINDADE

A Doutrina da Trindade é uma das mais importantes Doutrinas Bíblicas e está fundamentada basicamente sobre duas premissas:

1) O monoteísmo é uma verdade;

2) A divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também é uma verdade. Portanto, temos um único Deus, mas três pessoas.

A Bíblia Sagrada ensina de forma clara e explicita que existe um único Deus (Dt 6.4; Mc 12.29- 32). O apóstolo João, conhecido como apóstolo do amor, diz no seu Evangelho: “Ora a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

João registrou essas palavras ditas pelo Senhor Jesus Cristo, deixando claro que existe um único Deus Verdadeiro, neste versículo a expressão Deus Verdadeiro está claramente associada à pessoa do Pai. Na declaração de Jesus, o Pai é o único Deus Verdadeiro. Porém, o mesmo João que escreveu o  Evangelho que leva o seu nome, escreveu também na sua Primeira Epístola Universal no capítulo 5 e versículo 20: “Também sabemos que o Filho já veio, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro. E estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Essas palavras afirmam categoricamente a divindade de Jesus:Ele é o Verdadeiro Deus e a vida eterna.

Podemos observar que o mesmo João que escreveu no Quarto Evangelho, foi o autor da 1ª Epístola a que referimos. Assim sendo, ele atribui a palavra Deus Verdadeiro, tanto à pessoa do Pai, como à pessoa do Filho. Esses textos são provas claras de que o apóstolo João conhecia a Unidade Composta de Deus, ou seja, a unidade de essência de Deus como sendo único e verdadeiro, composto por pessoas, neste caso: Pai e Filho. Não estou dizendo que o Pai seja o Filho, de maneira alguma, mas que o Pai e o Filho são duas pessoas como o próprio João declara: “Graça, misericórdia, e paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor” (2 Jo 1.3).

Agora se o Pai é chamado de Deus Verdadeiro (Jo 17.3),  Filho é chamado de Deus Verdadeiro (1 Jo 5.20) e o Espírito Santo é chamado de Deus (Atos 5.34), e, no livro do Profeta Isaias, no capítulo 43 versículo 10 e 11 lemos: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador;” Se existem três pessoas chamadas na Bíblia de Deus Verdadeiro e a própria Bíblia não admite outro deus ou Deus, senão o Deus único, ou admitimos a pluralidade na unidade ou somos obrigados a admitir um politeísmo barato, insuportável e grosseiro.

O Unicismo (Movimento que nega as pessoas da Trindade, conhecido também como Modalismo.) tenta explicar o assunto desenvolvendo a teoria das três manifestações. Seria um único Deus Verdadeiro que se manifestara em três formas, ora como Pai, ora como Filho, ora como o Espírito Santo. Essa teoria unicista não encontra sustentação na verdade bíblica, já que na Bíblia encontramos passagens deixando claro que são pessoas distintas e não meras manifestações (Jo 1.1-3; 8.16-18; 15.26).

O apóstolo João diz: Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho (1 Jo 2.22). Embora esses versículos foram escritos para proteger a Igreja do gnosticismo, nos ensina que não podemos negar a personalidade das pessoas. Quem nega que Jesus é o Cristo, quem nega a personalidade do Pai e a personalidade do Filho é classificado como mentiroso, contrário a Cristo, já que negar essas verdades bíblicas são características da doutrina do espírito do anticristo e não do cristianismo ortodoxo.
Algumas seitas por não compreenderem o mistério de Deus-Cristo, criaram uma teoria ―racionalista paradoxal negando a divindade de Cristo e a pluralidade na unidade divina (1 Tm 3.16).  

Assim desenvolveram um sistema doutrinário peculiar, ou seja, a crença em duas divindades, uma todo-poderosa, chamada de Jeová e outra menos poderosa ou apenas Poderosa, chamada de Jesus. Esse ensino caí de vez no politeísmo, ou seja, a crença em duas ou mais divindades. Algo que é impensável na Doutrina cristã monoteísta. Bem diz o Credo Niceno e Atanasiano: Pois da mesma forma que somos compelidos pela verdade cristã a reconhecer cada Pessoa, por si mesma, como Deus e Senhor. Assim também somos proibidos pela religião católica (universal) de dizer: Existem três deuses ou três senhores.
A crença num Deus eternamente subsistente em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo contempla a realidade bíblica sem ferir o monoteísmo ético. Não enveredamos para o politeísmo nem para a negação das pessoas. Assim, a Doutrina da Trindade não é irracional e antibíblica como querem os grupos não ortodoxos, mas é plenamente bíblica e verdadeira.

Quando Tertuliano, escritor cristão de língua latina (pai da Igreja), cria a expressão “Trinitas”, que significa Trindade, ele não estava criando a Doutrina da Santíssima Trindade, uma vez que esta doutrina é bíblica e está provada no contexto bíblico desde o Pentateuco que data de cerca de 1400 a. C. e em toda a Bíblia.

Um outro problema levantado pelas seitas que rejeitam a Doutrina Trinitariana é aplicar as passagens bíblicas que se referem ao Filho como homem, para contradizer sua natureza divina. Ignoram que o Senhor Jesus possui duas naturezas: a divina e a humana, assim, essas seitas apresentam as passagens bíblicas que provam a humanidade de Jesus para negar a sua divindade, sendo que essas passagens não contradizem sua divindade, apenas provam sua outra natureza, a humana. Assim como as passagens que revelam a divindade de Jesus não contradizem sua natureza humana, mas simplesmente revelam sua outra natureza a divina, já que o Filho possui duas naturezas, verdadeiro homem (1 Tm 2.5) e verdadeiro Deus (1 Jo 5.20) (União Hipostática).

Credo NicenoAssim afirma o Credo Niceno acerca de Jesus: “Igual ao Pai no tocante à sua Deidade, e inferior ao Pai no tocante à sua humanidade.”
No importante documento intitulado Tomo de Leão, que foi bispo de Roma (440- 461) a parte III diz:  “Assim, intactas e reunidas em uma pessoa às propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e, para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se à natureza que pode sofrer. Desta forma, o único Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convinha à nossa cura, por um lado, morrer e, por outro, não morrer…” e na parte IV diz:

“Neste mundo fraco entrou o Filho de Deus. Desceu do seu trono celestial, sem deixar a glória do Pai, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria natureza, se fez visível na nossa e, Ele que é incompreensível, se tornou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do universo revestiu-se de forma de servo, ocultando a imensidade de sua Excelência; Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal, não recusou as leis da morte. Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu- lhe a matéria de sua carne. O Senhor tomou, da mãe, a natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, mediante um nascimento maravilhoso. O fato de o corpo de o Senhor nascer portentosamente não impediu a perfeita identidade de sua carne com a nossa, pois Ele que é verdadeiro Deus, é também verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano.

Corresponde-se numa unidade mútua a humildade do homem e a excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [divindade] não se altera; por ser dignificado, o homem [humanidade] não é absorvido. Cada natureza [a de Deus e a de servo] realiza suas próprias funções em comunhão com a outra. O Verbo faz o que é próprio do verbo; a carne faz o que é próprio à carne; um fulgura com milagres; o outro se submete às injúrias. Assim como o Verbo não deixa de morar na glória do Pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênero humano… Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: ―O Pai é maior do que eu ou ―Eu e o Pai somos um Pois, ainda que em Cristo Nosso Senhor haja só uma pessoa. Deus-homem, o princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do princípio que lhes torna comum a glória…”

O autor cristão Robert M. Browman Jr., declara com muita propriedade e profundo senso de responsabilidade: Existe a escolha, portanto, entre crer no Deus verdadeiro conforme Ele se revelou, com mistérios e tudo, ou crer num Deus que é relativamente fácil de ser compreendido, mas que tem pouca semelhança com o Deus verdadeiro, Os trinitários estão dispostos a conviver com um Deus a quem não conseguem compreender plenamente, já que adoramos a Deus conforme Ele se tem revelado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS ACERCA DA TRINDADE

Finalmente, declaramos com toda a confiança a nossa fé bíblica na doutrina da Trindade, porque:

  • Aceitamos a doutrina de acordo com o que expõe a Bíblia Sagrada (Mt 28.19; Ef 4.4-6; 1 Co 12.4- 6; 2 Co.13.13; Nm 6.24-26);
  • Não somos politeístas, já que cremos num único Deus, e não aceitamos nenhuma divindade inferior ou superior, além de Deus; (Dt 6.4; Mc 12.29; 1 Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6);
  • Não somos idólatras, já que não temos nenhum outro deus diante do único Deus; (Êx 20.2-3; Is 43.10-11);
  • Não aceitamos o paganismo, e encontramos fartamente no paganismo a crença em duas ou mais divindades. Ex; Júpiter (o deus supremo dos romanos ou o deus todo-poderoso dos romanos) e Mercúrio (divindade inferior ou deus poderoso); ou para os gregos (Zeus, o deus todo-poderoso e Hermes o deus apenas poderoso), crença similar à das testemunhas-de-Jeová: Jeová, o Deus Todo- Poderoso e Jesus, o deus poderoso;
  • Não aceitamos o critério da razão para conceber a divindade, já que Deus não é concebido por meio de um raciocínio humano, nem por uma demonstração matemática. Deus não é fruto da inteligência da carne, Ele é Deus de mistério (Is 45.15; 1 Tm 3.16);
  • Se o Cristianismo fosse alguma coisa que estivéssemos inventando, é óbvio que poderíamos torná-lo mais fácil. Não conseguimos concorrer, em termos de simplicidade, com as pessoas que estão inventando religiões. Como poderíamos? Estamos lidando com fatos. É óbvio que qualquer um pode simplificar as coisas se não precisar levar em conta os fatos! (C. S. Lewis).

QUADRO DEMONSTRATIVO DA TRINDADE DE DEUS

Doutrina da Trindade

“Porque três são os que testificam no céu: O Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (IJo.5:7) Tradução Almeida Revista e Corrigida.

No Próximo artigo, falarei sobre a Cristologia, Se Você não quer perder, se cadastra no formulário abaixo que te avisarei quanto o artigo estiver pronto.

Em Cristo.

Pr. Altemar Oliveira

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